Todos os posts de Paulo Mancha

Jornalista especializado em turismo, foi editor chefe da Revista Viajar pelo Mundo e repórter das revistas Terra e Próxima Viagem. Desde 2003, fez mais de 50 reportagens internacionais e, em 2012 e 2014, foi agraciado com o Prêmio de Melhor Reportagem da Comissão Europeia de Turismo. Comentarista esportivo do canal ESPN, Paulo decidiu unir neste blog as duas paixões: viagens e esportes.

Esporte e cultura: a vez de Socorro (SP)

Famosa pelos esportes de natureza, a cidade de Socorro (SP) está sediando o Festival Cultural de Inverno, com mais de 40 atrações gratuitas

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Crédito das fotos: Prefeitura de Socorro/Divulgação

Se você mora no estado de São Paulo, vale a pena conferir. Até 28 de julho, a cidade de Socorro, no Circuito das Águas Paulista, é palco do Festival Cultural de Inverno. Demônios da Garoa e o cantor Nasi, ex-vocalista do Ira, são algumas das atrações.

Socorro fica a apenas 130 km da capital paulista e oferece mais de 40 atrações culturais gratuitas nesse período. Diversas peças de teatro, atrações musicais, exposições de artes plásticas e artesanato, além da culinária caipira, tomam conta da cidade e atraem centenas de turistas.

A música instrumental tem espaço com as apresentações do Jazz Combo (do Conservatório de Tatuí) e da Big Band do Conservatório de Socorro, juntamente com as cameratas de violão das duas cidades. Haverá também apresentações teatrais gratuitas, tanto no Centro Cultural, como no palco montado na Praça da Matriz.

A culinária caipira pode ser apreciada nas várias barracas montadas na Praça da Matriz, centro da cidade. O turista irá se deliciar com a comida típica da região como caldos, queijos, vinhos, cervejas gourmet, e venda de produtos e artesanato locais.

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Rafting e outros esportes – Localizada na Serra da Mantiqueira, Socorro é cercada por montanhas e tem no Rio do Peixe, que corta a cidade, o melhor lugar do Brasil para a prática do rafting (descida pelas corredeiras em botes infláveis).

A cidade recebe cerca de 500 mil turistas por ano e oferece 20 atividades de aventura. Além do rafting, há atividades como boia-cross, canoagem, rapel, tirolesa, arvorismo e caminhadas em trilhas.

Socorro também é um bom destino certo para quem quer relaxar em contato com a natureza. O roteiro Caminhos da Roça, por exemplo, inclui visitas a fazendas centenárias, pesqueiros, alambiques e laticínios.

Turismo adaptado – Referência nacional em turismo acessível, a cidade possui cerca de 10 atividades de aventura totalmente adaptadas a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A maioria dos hotéis e pousadas da cidade possui apartamentos adaptados para receber hóspedes com deficiências físicas e visuais, todos habilitados pelo Inmetro, ABNT e Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura).

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Festival Cultural de Inverno – 15 a 28 de julho

Onde: Praça da Matriz, Centro Cultural, Palácio das Águas e ruas do centro de Socorro

Preço: atrações culturais gratuitas

Programaçãowww.festivalcultural.com.br

Informações sobre a cidade e hospedagem: (19) 3855-9674/(19) 3855-9634 ou pelos sites www.socorro.tur.br e www.socorro.sp.gov.br

Vila Suíça em shopping de São Paulo

Quem mora na capital paulista ou pretende visitá-la não pode deixar de ver a atração que o Turismo da Suíça trouxe ao Shopping Higienópolis.
E fique esperto: é só até o fim do mês!

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As crianças ficam incontáveis minutos em frente a ela, só observando seus divertidos movimentos. Os adultos também. Assim é a Switzerball, uma obra de arte mecanizada, de sete metros de comprimento, que representa tudo o que um turista pode fazer na Suíça

Ela foi trazida ao Brasil pelo Switzerland Tourism, o órgão oficial de turismo da Suíça, depois de rodar o mundo. A engenhosa construção, obra do inglês Charles Morgan, é apenas uma das atrações da pequena vila suíça instalada em pleno Shopping Center Higienópolis, em São Paulo.

Além dela, há ainda uma área infantil, com brinquedos e um escorregador que simula um trenó para os pais deixarem os pequenos se divertindo com monitores, um balcão de degustação de fondues e uma ala com representantes de seis operadoras turísticas, que oferecem pacotes de viagens para todos os gostos e bolsos (são elas CI, Designers, Flot, Interpoint, TT Operadora e Só Suíça).

A ação faz sentido: nos últimos sete anos, o número de pernoites de brasileiros na Suíça quase dobrou. Estamos cada vez mais descobrindo que o país é um excelente destino também quando não há neve, como você já viu neste post do Viajando Por Esporte.

A vila permanecerá no Shopping até o final do mês. Detalhe: está rolando um concurso cultural que vai dar 4 viagens em classe executiva para o país alpino.

Confira abaixo o vídeo com a Switzerball funcionando  e outro feito pela equipe do site Panrotas na Vila Suíça.

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Meu Top 10: Circuito Gilles Villeneuve

Ele está na 8ª posição nos meus 10 lugares mais marcantes do esporte. Conheça esse recanto canadense que é muito mais do que uma pista de corrida

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Era meio dia em ponto quando acordei. Assustado, pensei comigo mesmo: “Perdi a Corrida!” Eu estava em Montreal, no Canadá, hospedado perto do centro da cidade. E, em cerca de uma hora, começaria o Grande Prêmio do Canadá, na Ilha de Notre Dame. “longe” dali.

Corri para a estação de metrô, que ficava a 50 metros de meu hotel, e tomei o trem para a Ile de Notre Dame. Em menos de 20 minutos, desci na estação. Quando saí, imaginei estar no lugar errado. Era um parque arborizado, cheio de gente andando como se nada de mais estivesse acontecendo ali. Mas eu estava no lugar certo, sim.

O Circuito Gilles Villeneuve, onde todos os anos é realizado o GP do Canadá de Fórmula 1, é muito mais do que uma pista de corridas. Ele fica dentro do espetacular Parc Jean-Drapeau, uma enorme área de lazer criada em 1967, para a Expo 67, a feira mundial que ocorre de tempos em tempos mundo afora (São Paulo está disputando para ser sede da edição de 2020).

O parque ocupa duas ilhas do Rio São Lourenço. A maior delas é a île Notre-Dame, onde fica a pista. E há também a Sainte-Hélène. Entre elas, uma raia de remo, que foi usada nos Jogos Olímpicos de 1976.

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Além das enormes áreas verdes e do circuito, o Parc Jean-Drapeau tem o modernoso Cassino de Montreal e um parque de diversões – o Six Flags La Ronde.

Há ainda atrações como uma pista de snowboard, o museu Montreal Biosphere, uma praia artificial, um complexo de piscinas olímpicas e um lugar para shows, onde já se apresentaram Coldplay, Dave Matthews Band, Radiohead, Metallica, Bon Jovi, Iron Maiden e Nickelback.

Sem contar o festival Weekends of the World, que acontece todos os anos em julho, levando atrações musicais, culturais e gastronômicas de todo o planeta para lá. Tudo de graça!

Um passeio imperdível, seja em dia de corrida da Fórmula 1 ou não.

Saiba mais: www.parcjeandrapeau.com/en

Créditos das fotos: Montreal Tourism, Quebec Tourism e Mark McArdle/Wikicommons

Desafio da Semana

Amigos, estou inaugurando uma série de posts lúdicos aqui no blog.
É o “Desafio da Semana“, sempre baseado em fotos tiradas por mim em algum lugar do mundo. Divirta-se e ganhe um brinde!

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É simples: responda as 3 perguntas abaixo na área de comentários!

  1. Que cidade é esta?
  2. Em que país fica?
  3. Qual o nome do estabelecimento?

Dicas: Esta cidade fica na América do Sul, à beira de um lago e pertinho de uma estação de esqui. É um lugar excelente tanto para esportes de inverno quanto para canoagem, vela, caiaque e outras atividades aquáticas. Este estabelecimento foi inaugurado na década de 1930 por uma mulher europeia, cujo irmão era piloto da RAF, a força aérea da Grã-Bretanha. Superdica: “o lugar onde caem os últimos raios de sol”.

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O primeiro a acertar as respostas ganha um CD da minha banda de rock, o Tubaína!

Antártica, à moda de Amyr Klink

O famoso navegador se uniu à Latitudes Viagens  em um projeto que leva o turista ao continente gelado como se ele fosse um explorador da natureza, no incrível veleiro Paratii 2

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Eu nunca contei aqui no blog, mas já fui à Antártica. Faz tempo, foi há exatos 20 anos, em 1993. Mas o legal do continente gelado é justamente isso: a paisagem muda pouco (ou nada) por lá. É verdade que quem viaja hoje não vê mais a Estação Comandante Ferraz, consumida por um incêndio em 2010. Eu vi, assim como muitas outras bases de pesquisa da Ilha Rei George (a Chilena é quase uma cidade e tem até aeroporto).

Mas o que me marcou não foi a presença humana, expressa pelas estações de pesquisa, e sim as paisagens e a incrível sensação de estar em outro universo. O que eu senti na Antártica não experimentei em nenhum outro lugar do mundo.

Lá os conceitos de tempo, dimensão e relações entre homens e natureza são bem diferentes. É um lugar de beleza tão enorme quanto ameaçadora, onde você se sente compungido a louvar o que vê (não no sentido religioso, mas sim naquele mais sincero, o da admiração pura e simples do nosso intelecto) e, ao mesmo tempo, se vê constantemente tomado por uma dose de adrenalina – um erro e uma tragédia pode se consumar.

Pois bem, o navegador Amyr Klink e a Latitudes Viagens, de São Paulo, decidiram dar aos turistas essa experiência. A ideia surgiu a partir da percepção de uma mudança no perfil de alguns viajantes, que passaram a dar mais valor à experiência pessoal e, gradualmente, não mais procuram apenas por conforto em destinos exuberantes ou famosos.

(Conheça o barco de Amyr)

Segundo a empresa, o conceito alia o melhor das duas equipes: a expertise de Amyr em planejamento, navegação e segurança na Antártica e a estrutura e a tradição da Latitudes em viagens elaboradas para pequenos grupos. “Há mais de 10 anos oferecemos destinos ‘fora da rota’, com especialistas que conduzem grupos pequenos”, diz Alexandre Cymbalista, sócio da empresa.

Em outras palavras, a Latitudes dispõe de opções em que a figura do “guia turístico” muda completamente de dimensão. Na opção que contempla museus da Europa, por exemplo, quem acompanha os clientes é um crítico de arte. Assim como nas viagens gastronômicas, são chefs e enólogos que fazem as vezes de “guia turístico”.

Com a chancela de Amyr Klink, em setembro deste ano começam as viagens e experiências pela costa brasileira; e em janeiro de 2014, as expedições para a Antártica.

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Hoje em dia, cerca de 15 mil turistas vão anualmente ao continente gelado, em mais de 20 veleiros e 35 navios de turismo. Mas, em média, ficam apenas cinco dias, enquanto o roteiro de Amyr Klink prevê 15 dias de viagem ao todo, com cerca de 14 passageiros a bordo em cada saída.

O sistema é all inclusive (claro) e o preço não está fechado ainda, mas é a parte mais salgada de todo o projeto – cerca da US$ 30 mil por pessoa, incluindo o voo de Punta Arenas (Chile) à base chilena Marsh (Antártica).
Para mais informações acesse www.amyrklink.com.br e www.latitudes.com.br.

Vai viajar? Faça seu checklist (parte 3)

A 3a e última parte das dicas traz o que você precisa saber se quiser ver uma competição, um museu de time ou um tour de estádio no exterior

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Este post está dividido em 3 partes:

1) Dicas para todo tipo de viagem

2) Dicas para quem vai praticar esportes 

3) Dicas para quem vai ver eventos esportivos 

 

 Parte 3: Dicas para quem vai ver eventos esportivos 

Jogos de futebol e outros esportes

Os ingressos

  • Não deixe para comprar na hora. A chance de os ingressos estarem esgotados é sempre grande.
  • Não compre de cambistas. Mesmo que o ingresso seja verdadeiro, ele pode ser recusado na catraca se houver queixa de perda ou roubo por parte do dono.
  • Adquira antes de sair do Brasil. Hoje em dia, há diversos sites que aceitam pagamento em cartão de crédito e permitem imprimir os ingressos em casa ou retirá-los na bilheteria do estádio. Confira alguns:
  • Escolha bem o lugar: cada vez mais os estádios disponibilizam em seus sites ferramentas que permitem saber exatamente como você verá o campo de um determinado lugar na arquibancada. Veja um exemplo:

CLIQUE NA IMAGEM
e depois no setor desejado

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Raymond James Stadium – Tampa, Flórida (EUA)

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No dia do jogo, não esquecer:

  • Boné
  • Protetor solar
  • Tênis e roupas confortáveis
  • Câmera
  • Dinheiro para compras

Transporte

Na Europa, quase sempre dá para ir de metrô ou ônibus. Já nos EUA, de carro pode ser uma boa pedida. Em ambos os casos, porém, nada supera o táxi e o uber. Eles não se perdem, sabem onde ficam os eventuais bloqueios de trânsito e te deixam mais perto do portão de entrada do que se você for de transporte público ou automóvel alugado.

Quanto tempo antes chegar?

Depende. Nos Estados Unidos, é costume haver atrações fora do estádio desde a manhã, muitas horas antes da partida, seja ela de basquete, beisebol, hóquei ou futebol americano.

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Por sinal, na terra do Tio Sam é comum o tail gate, um churrasco feito pela torcida no estacionamento (veja o vídeo).

Vídeo: bastidores do estádio de futebol americano do Tampa Bay Buccaneers


Na Europa, nem sempre há alguma atração antes do jogo em si, mas você pode aproveitar o dia para visitar o museu e a loja do clube (veja mais adiante). Assim, vale a pena chegar duas ou três horas mais cedo.

Segurança

Violência de torcidas pode ocorrer em qualquer lugar. Mas em alguns países, isso é muito, muito raro.

Exemplos:

  • Os pacíficos: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, países nórdicos, Japão. Nesses países você pode andar tranquilamente com a camisa do seu time que nada mais do que uma eventual gozação ocorrerá.
  • Onde é preciso algum cuidado: Inglaterra, Itália, Espanha, México. Nesses países, vale a pena ser cauteloso. Em geral, nada de mais acontece, mas rusgas do passado podem levar a situações tensas e brigas eventuais.
  • Violência presente: Argentina, Uruguai, Paraguai, Turquia, Grécia, Sérvia, Croácia, Rússia. Nesses lugares, deve-se evitar andar fora do estádio com camisa de um time, pois são comuns as brigas de torcidas rivais.
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Museus e tours de estádio

Antes de programar sua visita, confira se o lugar estará aberto no dia desejado – muitos museus e tours de estádio não funcionam em dias de competição

Não economize: muitos estádios têm programas variados, que incluem desde uma simples voltinha pela arquibancada até bate-papos com craques do passado, como a Ultimate Anfield Experience, do Liverpool. Escolher pelo preço é garantia de voltar para casa frustrado, pensando no que perdeu. Mate sua vontade e seja feliz!

O que levar

Além da câmera e de calçados confortáveis (os tours podem ser longos), não esqueça de levar dinheiro. Quase todos os clubes que têm museus e tours guiadas também oferecem lojas de suvenires gigantes, daquelas de dar água na boca.

Vídeo: bastidores do estádio de beisebol do Tampa Bay Rays


Confira alguns posts que já fiz sobre museus de times de futebol e outras atrações esportivas: 

Manchester

Liverpool

Indianapolis

Vai viajar? Faça seu checklist (parte 2)

Nesta parte 2 das dicas de viagem, tudo aquilo que você precisa lembrar se for praticar esportes ou atividades físicas na sua viagem ao exterior

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Este post está dividido em 3 partes:

1) Dicas para todo tipo de viagem

2) Dicas para quem vai praticar esportes 

3) Dicas para quem vai ver eventos esportivos 

 

 

Parte 2: Dicas para quem vai praticar esportes 

Equipamentos

São diversas as precauções que você deve tomar antes de embarcar. Confira:

  1. Tamanho faz diferença! Se você vai levar bicicleta, prancha de surfe, esquis ou qualquer equipamento grande, pare tudo o que está fazendo e ligue agora para a companhia aérea! Sim, há regras especiais (veja o caso das bicicletas na Gol) e, se você não cumpri-las, pode nem conseguir embarcar.
  2. E os pequenos? E se meu equipamento é pequeno? Raquetes de tênis ou capacetes, por exemplo? Mesmo assim, vale a pena entrar em contato com a companhia aérea. Os critérios variam muito. No caso das raquetes e dos capacetes, por exemplo, algumas permitem levar como bagagem de mão, outras exigem que sejam despachadas no compartimento de carga.
  3. Todo cuidado é pouco – Uma pequena avaria na bike, prancha, esqui, raquete ou seja lá o que for pode arruinar seus planos na viagem. Então não economize na proteção de seu equipamento. Compre o melhor case que existir, embale com todo cuidado, com muito plástico bolha, muita silver tape e excesso nas pontas e saliências. Alías, desmonte o que for possível. Tenha em mente que os funcionários que levam e trazem as bagagens para os aviões não são as pessoas mais cuidadosas do mundo…
  4. Burocracias mil… Dependendo do país para onde você vai, seu equipamento pode ter restrições de alfândega. Principalmente se for (ou tiver cara de) novo. Consulte antes o site de “customs” do destino de sua viagem e preencha a papelada que for necessária. E sempre, sempre leve sua nota fiscal original.
  5. Confira logo ao chegar – Pegou seu equipamento na esteira? Abra imediatamente e confira se está tudo OK. Porque as companhias aéreas não aceitam reclamações depois que você sai da área de desembarque. Se houver algo quebrado ou faltando, vá direto ao balcão de reclamação, que sempre fica perto das esteiras de bagagens.
  6. Se der, leve consigo! Existem coisas que não dá pra substituir se você perder. Não pelo preço, mas pelo “costume”: aquele par de tênis (ou chuteiras) que já está amaciado e acostumado a seus pés, aquela sua máscara de mergulho que encaixa direitinho, a roupa de neoprene que você ajustou pro seu tamanho… faça o possível para levar esse tipo de coisa na bagagem de mão. Deixe nas malas despachadas só o que pode ser substituído sem problemas (roupas comuns, cosméticos etc.). Assim, se houver extravio, você não prejudica (muito) sua atividade esportiva.
  7. E as bolas? Ok, você foi ao exterior, praticou seu esporte e decidiu trazer uma bola na volta. Seja ela de futebol, basquete, vôlei, futebol americano e até tênis, há regras especiais nos aviões. Por incrível que pareça, as bolas em geral são classificadas como artigos perigosos por conterem gases comprimidos. Por isso, devem ir na bagagem despachada, de preferência vazias. E se você quiser levar na bagagem de mão, terá que esvaziá-las (Não acredita? Veja este caso, que aconteceu numa viagem doméstica )  

Sua saúde

A verdade é a seguinte: avião é um ambiente pra lá de insalubre.

Começa pela pressão atmosférica. A menos que você more em Machu Picchu, nunca estará adaptado a um avião. Isso porque o interior de uma aeronave comercial em voo de cruzeiro tem oxigênio equivalente ao de um lugar a 2400 metros acima do nível do mar. Ou seja, se você mora no Rio de Janeiro (nível do mar) ou mesmo em São Paulo (800 metros), vai sempre encarar um ambiente “estranho” num avião.

Tem mais: a umidade relativa do ar nos aviões é sempre inferior ao recomendado pelos médicos. Varia de 9% a 20%. Para se ter uma ideia, nas grandes cidades, é decretado estado de emergência quando a umidade cai abaixo de 12%.

Sem contar que a presença de centenas de pessoas juntinhas favorece a transmissão de vírus. Ainda mais quando há pessoas de vários países – carregando variedades distintas de vírus, para os quais os demais não estão imunes ainda.

Finalmente, as horas e mais horas sentado numa poltrona apertada da classe econômica representam um castigo aos músculos e à coluna vertebral.

Há bons artigos na internet sobre a insalubridade dos aviões

Nada disso representa um grande problema se você viaja apenas a lazer. Mas se vai competir e fazer esforço físico, aí a coisa muda de figura. É preciso tomar algumas precauções:

  • Beba muito líquido, mesmo que não sinta sede (mas não álcool!). Não tenha vergonha de pedir água aos comissários. Eles têm a obrigação de lhe fornecer!
  • Opte por uma poltrona de corredor. Assim, você pode levantar quantas vezes quiser para se alongar e para ir ao banheiro (essencial se estiver se hidratando constantemente).
  • Levante-se e alongue-se, no máximo, de duas em duas horas.
  • Tire os sapatos. Se puder, leve um par de chinelos.
  • Máscara hospitalar: não tenha vergonha de levar e usar no avião. Quase ninguém faz isso no Brasil, mas é muito comum no exterior (sobretudo na Ásia). Melhor pagar esse “mico” do que pegar uma gripe em véspera de competição.
  • Leve um tapa-olhos para poder dormir mesmo com claridade.
  • Leve protetores auditivos, desses que são vendidos nas farmácias, para que o barulho dos motores não o incomode durante o sono.
  • Leve um colírio para hidratar os olhos.
  • Faça hidratação nasal durante o voo. Pode parecer “frescura”, mas é essencial para quem vai praticar atividades físicas. Veja por quê e como fazer isso.
  • Evite refeições pesadas no dia do voo.
  • Se você é vegetariano, hipertenso ou diabético, saiba que as companhias aéreas fornecem refeições especiais sem nenhum custo. Basta reservar com dois dias de antecedência.
  • Tente reservar um voo que chegue ao destino pelo menos 3 dias antes da competição ou da atividade física. Assim você tem tempo suficiente para se recuperar do ambiente insalubre do avião e se adaptar ao fuso horário.
  • Uma vez no destino, deixe para provar a culinária local depois da competição ou atividade física. Assim não corre riscos de se indispor com alimentos com os quais não está acostumado.

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Amanhã, a 3ª parte: Dicas para quem vai acompanhar eventos esportivos

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Férias no Museu do Futebol

Uma programação especial para as crianças será oferecida neste mês de julho no Museu do Futebol, em São Paulo. Confira!

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Pessoal, estou em Aruba ainda, com pouco tempo para postar. Então hoje vai só uma dica rápida: quem for a São Paulo em julho tem uma ótima opção de lazer. É o Museu do Futebol, localizado junto ao belo e folclórico Estádio do Pacaembu.

Eu pretendo fazer um post mais completo sobre o museu no futuro. Hoje, apenas vou informar que as crianças terão tratamento especial neste mês que entra. O programa Férias no Museu foi feito na medida para entreter os pequenos, enquanto os pais visitam o museu sem preocupações.

O espaço vai oferecer oficinas de arte e colagem, desenho, origami e também um espaço de leitura. As atividades gratuitas para a criançada acontecem de quinta-feira a domingo, das 10h às 17h, de 04 a 28 de julho

Então, se você tem filhos, fique de olho na programação do Férias no Museu e aproveite!

“Férias no Museu do Futebol”
Local: Museu do Futebol
Onde: Sala Osmar Santos
Endereço: Praça Charles Miller, s/n
Data: 04 a 28 de julho
Horário: das 10h às 17h (quinta-feira a domingo)
Quanto: Gratuito

Ingressos para o Museu: R$ 6 (inteira) /R$ 3 (meia-entrada para estudantes, idosos e professores). Deficientes não pagam

*Entrada gratuita as quintas-feiras
*Entrada gratuita aos domingos até o dia 7 de julho

Informações: www.museudofutebol.org.br
Twitter: @_museudofutebol
Facebook: www.facebook.com/museudofutebol

SOFISTICAÇÃO À MODA TAILANDESA

BLUE ELEPHANT – Bangkok, Tailândia

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O Blue Elephant Royal Thai Cuisine é o “embaixador da culinária tailandesa” pelo mundo. Com filiais em Londres, Paris e mais 10 cidades, é parada obrigatória em Bangkok

Logo que entrei no Blue Elephant, saltou-me aos olhos um painel de fotos esmaecidas que mais parecia coisa de cantina italiana paulistana. A diferença eram os frequentadores flagrados nas imagens. Destacam-se figuras como o ex-presidente americano George Bush e o presidente russo Vladimir Putin.

Instalado numa mansão com 100 anos de idade, o Blue Elephant foi decorado com peças de arte tailandesa e ostenta o Blue Bar, um lounge onde são preparados drinques à base de frutas locais. O mais famoso é o Blue Mai Thai, um delicado mix de vodca, curaçao, suco de abacaxi, lichia e manga. Mas até mesmo uma versão local da nossa caipirinha é oferecida aos clientes, para refrescar o calor reinante na capital tailandesa.

À mesa, o Blue Elephant surpreeende logo na entrada, com sugestões tão diferentes quanto o chor muang – bolinho com recheio de pétalas de ervilha-borboleta, uma flor roxa, comum no país. Ou, ainda, o dói kham, um antepasto feito de berinjela roxa com vieiras grelhadas, macadâmias, pimenta e uma pitada de óleo de trufas. Nos pratos principais, outras ousadias, como os camarões de água doce gigantes, marinados em açafrão orgânico e ervas exóticas e servidos em uma travessa fumegante, acompanhados por um molho limão com pimenta e glacê de whisky do Rio Mekong com açúcar. Simplesmente impossível imaginar um prato assim fora da Tailândia.

E é exatamente por ouvir isso de seus clientes que o Blue Elephant decidiu abrir uma escola de culinária, que tem cursos especiais para quem está de passagem, em viagem de turismo. O restaurante agrega uma pequena butique de condimentos e especiarias, para levar se você quiser cozinhar com a mesma excelência dos chefs locais.

Blue Elephant Royal Thai Cuisine – Bangkok, Tailândia – Data da visita: junho 2012

  • Para crianças? Não
  • Romântico? pouco
  • Formal? Sim
  • Ambiente (de 1 a 10): 7
  • Gastronomia (de 1 a 10): 9
  • Carta de vinhos (de 1 a 10): não avaliei (* ver obs. no rodapé da página)
  • Hospitalidade (de 1 a 10): 8

Saba mais: www.blueelephant.com

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* OBSERVAÇÕES:

CARTAS DE VINHOS – critério de avaliação

Eu não sou enólogo, nem sommelier. Apenas gosto de vinhos. Por isso, meu critério de avaliação é bem particular.

Toda carta começa com nota 10. E vou subtraindo pontos conforme os critérios abaixo:

  • Quantidade: 1 ponto subtraído caso tenha menos de 60 rótulos, 2 pontos subtraídos caso tenha menos de 40 rótulos
  • Abrangência: 1 ponto subtraído para cada continente não contemplado na carta.
  • Preço e taça: 1 ponto subtraído para cartas sem opção de vinho na taça e sem alternativas de preço em todas as faixas.
  • Apresentação: 1 ponto subtraído para cartas confusas; 1 ponto subtraído caso não haja sommelier ou garçom preparado.

Se você discorda ou tem uma sugestão, por favor, fale! Seu comentário será muito bem recebido.

Meus 10 lugares marcantes do esporte

Este é um post despreocupado, feito às vésperas de uma viagem. Não é a lista dos “melhores” nem dos “mais famosos” pontos de interesse esportivo para visitar. A relação a seguir é apenas aquela que contempla os locais que me marcaram durante minhas viagens.

Cada um desses lugares merecerá um post exclusivo no futuro, com mais fotos e um relato do que vi quando estive lá, com muito mais detalhes. Hoje, só vou citá-los en passant.

Aproveite a área de comentários e coloque a sua lista também!

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10) Estádio da Rua Javari – São Paulo, SP
Não há sensação mais bacana do que ver velhinhos de boina e suspensórios torcendo pro grande “Moleque Travesso” – o Juventus do bairro da Mooca, em São Paulo. Uma experiência cada vez mais difícil de ter, já que os “velhinhos” estão indo… Mas a nova geração faz jus a eles.

09) Tropicana Field, St Petersburg, Flórida (EUA)
Mesmo quem não curte beisebol acha divertido ir a esse estádio em dia de jogo. É a casa do Rays, o time da região central da Flórida. Pois bem, “rays” são as arraias – e é isso mesmo que tem lá: no meio das arquibancadas, um enorme tanque cheio de arraias, que podem ser tocadas e fotografadas pela criançada. Great!

08) Circuito Gilles Villeneuve – Montreal (Canadá)
Na minha opinião, é o circuito mais bonito da Fórmula 1. Fica numa ilha que é, na verdade, um grande parque. Durante a corrida, rolam shows e eventos nos bosques que rodeiam a pista. É como se construíssem um autódromo no meio do Parque do Ibirapuera…

07) La BomboneraMuseo de la passion Boquense, Buenos Aires (Argentina)
Quem vai a Buenos Aires e deixa de conhecer o estádio e o museu do boca certamente não gosta de futebol. Porque, a despeito de tida a rivalidade, temos que admitir que se trata de um templo onde a mística do esporte bretão é cultivada como em poucos lugares do mundo.

06) Antigo Giants Stadium – Meadolands, Nova Jersey (EUA)
Ele nem existe mais – foi substituído por um estádio muito mais moderno. Mas o velho Giants Stadium levou consigo um espírito muito peculiar, que remonta aos anos 70, quando o campo era dividido entre o New York Giants, da NFL, e o New York Cosmos, onde jogava ninguém menos que Pelé. Eu tive a sorte de ver um Giants x Jets lá em 2007. Mas essa é outra história!

05) Hall da Fama do Tênis – Newport, Rhode Island (EUA)
Eu não sou lá muito fanático por tênis, não, mas esse lugar foi uma grande surpresa, que me deixou emocionado, inclusive. Logo ao entrar no museu, dei de cara com um display homenageando a brasileira Maria Ester Bueno! De arrepiar! Além da amostra histórica impecável, tem as quadras, que lembram as da década de 1920. Ali, todo ano se enfrentam veteranos como Jimmy Connors e Björn Borg.

04) Raymond James Stadium – Tampa, Flórida (EUA)
O que dizer de um estádio que tem um navio pirata na arquibancada? Pois é, a casa do Tampa Bay Buccaneers é assim. Um dos estádios mais gostosos que existe. E cheio de charme e surpresas (aguardem, logo logo vou fazer um post grande sobre ele!)

03) Anfield Stadium – Liverpool, Inglaterra
Não vou falar nada: leia o post que fiz aqui mesmo no blog.

02) Motorsports Hall of Fame – Indianapolis, Indiana (EUA)
Também sugiro que leia o post que fiz aqui mesmo no blog.

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01) Pro Football Hall of Fame – Canton, Ohio (EUA)
Bom, acho que (quase) todo mundo sabe que meu esporte do coração é o futebol americano. Então não pode haver lugar mais simbólico e emocionante que este, localizado em Canton, Ohio – cidade de importância histórica para o futebol americano profissional. O Pro Football Hall of Fame está para os fãs da NFL como a Praça de São Pedro para os católicos ou Meca para os muçulmanos. Você tem que ir lá! Além de displays e artigos que contam toda a história do futebol americano, há os bustos dos jogadores e treinadores induzidos ao hall da fama em todos os tempos, mostras interativas, cinema 3D, campo de futebol americano e uma loja em que você quer morar. Ou levar inteira pra casa, já que vende absolutamente tudo o que você possa imaginar, de todos os times. Ainda vou escrever um post só sobre este lugar. Aguarde!

E aí? Qual seu lugar marcante? Coloque aí embaixo, nos comentários!