Arquivo da categoria: Comer e Beber

O restaurante em que você é quem cozinha!

 ESCUELA DE ARROCES E PAELLA
Valência (Espanha)

O La Valenciana, também conhecido como Escuela de Arroces e Paella, é um pequeno restaurante onde você aprende a preparar a comida, sob orientação do chef

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Visitei Valência em dezembro do ano passado e confesso que foi uma grande surpresa. Sabia pouco da cidade e esperava um lugar pequeno, bucólico e voltado ao passado. Mas o que encontrei foi uma cidade vibrante, cheia de construções modernas e tendências que são copiadas por toda a Espanha. Continuar lendo O restaurante em que você é quem cozinha!

Um restaurante no topo do mundo

VIS-À-VIS, Zermatt (Suíça)

Situado no topo de uma geleira a 3100 metros de altitude, o restaurante alpino é um must para esquiadores e turistas comuns

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Nunca, em nenhuma de minhas viagens pelo mundo, eu tive a chance de almoçar com uma vista tão esplendorosa à frente. Essa foi minha experiência no Vis-à-Vis, o restaurante do 3100 Kulmhotel, o hotel situado no topo da geleira Gornergrat, na Suíça.

Trata-se de uma estação de esqui a 3100 metros de altitude, no coração dos Alpes, a meia hora de trem da charmosa cidade de Zermatt.

O restaurante e o hotel permitem uma vista de 360 graus das montanhas, inclusive do icônico Matterhorn (ou Cervino, para os italianos), o monte de 4.478 m que domina a paisagem. Sentado entre turistas e esquiadores, pode-se degustar o melhor da culinária da região de Valais.

Não é barato, mas vale a pena. São delícias como o creme de alho com queijo no pão (17 francos suícos – ou 45 reais). Ou os vários tipos de rosti – o prato típico feito de batata cortada em finas tiras, preparada na frigideira com queijos variados ou carnes.

Mas a iguaria mais deliciosa, na minha opinião, é o tartar guarnecido com salada mista e torradas (31 francos suíços – 81 reais). Para os fãs de peixe, há o rosti com salmão defumado e raiz forte (27 francos suíços ou R$ 70).

Na sobremesa, a dica é o inesquecível mousse tricolor de Toblerone (11 francos suíços ou 29 reais).

Para fechar, há a ampla carta de vinhos. Mas a grande sacada é experimentar os brancos suíços. Eles são pouco conhecidos no Brasil porque a produção mal dá para abastecer o próprio mercado suíço. Então, se você estiver por lá, não pode perder essa chance. Meu preferido: o Petite Arvine ( 55 francos suíços ou 155 reais).

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Fotos: Paulo Mancha e 3100 Kulmhotel/Divulgação

Vis-à-viz – 3100 Kulmhotel, Gornergrat, Suíça

  • Para crianças? Sim. Há menu infantil e os pequenos podem esquiar com os pais antes e depois do almoço
  • Romântico? Sim, sobretudo à noite
  • Formal? Não
  • Ambiente (de 1 a 10): 10 (sobretudo pela vista panorâmica)
  • Gastronomia (de 1 a 10): 8
  • Carta de vinhos (de 1 a 10):(* ver obs. no rodapé desta página)
  • Hospitalidade (de 1 a 10): 8

Saiba mais: Vis-à-Vis

O BAR DOS FÃS DE FUTEBOL AMERICANO

INDIANAPOLIS COLTS GRILLE – Indianapolis (EUA)

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Um dos maiores e melhores bares temáticos de esportes do mundo é parada obrigatória para quem passa pela capital da velocidade

Não é segredo para ninguém que eu sou um americanófilo inveterado. Viajei mais de 15 vezes à terra do Tio Sam e sempre que estou lá tento aproveitar ao máximo o que há de bom (sim, eu sei que tem muita coisa ruim também).

Pois bem, uma das grandes invenções dos estadunidenses é o “Sports Bar”. E, com toda sinceridade, nunca vi um tão majestoso quanto o Indianapolis Colts Grille.

Ele fica bem no centro da cidade, a poucos metros do Lucas oil Stadium, permitindo aos torcedores dos Colts frequentá-lo antes e depois dos jogos. Ou durante.

O lugar é gigantesco, dividido em 5 ambientes, com 66 telas de TV de até 100 polegadas cada mostrando esportes. Nas sextas e sábados, vira também uma balada, com DJ e muita música rolando nos altofalantes até as 2h da manhã.

O Indianapolis Colts Grille não é dedicado só a futebol americano. Todos os esportes são exibidos nos telões, sobretudo o automobilismo, já que fica na Capital da Velocidade, a poucos quilômetros da pista e do museu das 500 milhas, conforme você pode ver nesta reportagem.

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Crédito das fotos: Indianapolis Colts Grille

Obviamente, porém, os fãs da NFL são os mais frequentes por ali. O bar oferece até promoções para grupos que quiserem fazer draft de fantasy football ou outros eventos relacionados ao esporte de Andrew Luck…

Comida de primeira – Uma falha comum nos sports bars é a qualidade do menu. Pois saiba que o Colts Grille não comete esse erro. O cardápio de comidas e bebidas é muito variado e os pratos, preparados com capricho, ingredientes de primeira e tempero na medida. Há desde os tradicionais burgers até iguarias como salada de camarões (confira as fotos). Tudo por preços entre US$ 10 e 30.

Há ainda 40 tipos de cervejas, 32 rótulos de vinhos e uma infinidade de drinques, que vão dos martinis legitimamente americanos às sangrias tipicamente espanholas.

Semana que vem, haverá uma grande festa para o kickoff da temporada 2013/14 da NFL. Pena que não haja voos diretos entre o Brasil e a terra dos Colts, dos Pacers e do Indy Motor Speedway…

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Indianapolis Colts Grille – 110 W. Washington Street, Indianapolis, IN, EUA

  • Para crianças? Em termos. Os pequenos não podem frequentar o balcão ou andar sozinhos pelo bar
  • Romântico? Não
  • Formal? Não
  • Ambiente (de 1 a 10): 9
  • Gastronomia (de 1 a 10): 7
  • Carta de vinhos (de 1 a 10): 6 (* ver obs. no rodapé da página)
  • Hospitalidade (de 1 a 10): 9

Saba mais: www.indianapoliscoltsgrille.com

Confira um vídeo que fiz lá quando cobri o SuperBowl no começo de 2012:

* OBSERVAÇÕES:

CARTAS DE VINHOS – critério de avaliação

Eu não sou enólogo, nem sommelier. Apenas gosto de vinhos. Por isso, meu critério de avaliação é bem particular.

Toda carta começa com nota 10. E vou subtraindo pontos conforme os critérios abaixo:

  • Quantidade: 1 ponto subtraído caso tenha menos de 60 rótulos, 2 pontos subtraídos caso tenha menos de 40 rótulos
  • Abrangência: 1 ponto subtraído para cada continente não contemplado na carta.
  • Preço e taça: 1 ponto subtraído para cartas sem opção de vinho na taça e sem alternativas de preço em todas as faixas.
  • Apresentação: 1 ponto subtraído para cartas confusas; 1 ponto subtraído caso não haja sommelier ou garçom preparado.

Se você discorda ou tem uma sugestão, por favor, fale! Seu comentário será muito bem recebido.

UM BAR DIGNO DE FILME DE HOLLYWOOD

SIROCCO BAR – Bangkok, Tailândia

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Cenário das filmagens de Se Beber Não Case – 2, o maior rooftop bar a céu aberto do mundo é visita obrigatória para quem vai à Tailândia
fotos: divulgação Lebua Hotéis

Ele é o maior rooftop bar a céu aberto do mundo. Localízado no 63° andar da Lebua Tower, em Bangkok, o Sirocco há anos tem sido considerado um dos mais deliciosos lounges do sudeste asiático. Depois que serviu de cenário para o filme Se Beber Não Case 2, em 2011, virou destino certo de quem viaja à capital da Tailândia.

Fama à parte, o bar é de fato um cantinho perfeito para um drinque romântico ou para um happy hour com os amigos quando o sol começa a se esconder por trás dos arranha-céus, dos colossais templos budistas e do Rio Chao Phraya, que cruza a metrópole asiática.

À noite o clima esquenta, com boa música ao vivo (incluindo bossa nova e iazz latino) e muita gente jovem aproveitando os drinques e petiscos sofisticados preparados pelo chef americano Rick Gonzales, ex-responsável por cozinhas de hotéis das redes Ritz-Carlton e Four Seasons.

Veja uma das cenas filmadas no Sirocco (adiante até 0:50)

O menu oferece desde degustação de ostras originárias de quatro oceanos diferentes até o exclusivíssimo beluga imperial- o caviar extraído da mais rara espécie de esturjão do planeta.

A carta de vinhos inclui mais de 200 rótulos, sem contar os coquetéis refrescantes preparados na hora – Bangkok é conhecida pelo seu calor inclemente. Até caipirinha se pode beber por lá, mas a moda asiática, usando bem menos açúcar e com suco de limãoem lugar das fatias da fruta. Com visão tão deslumbrante monopolizando sua atenção, você nem perceberá a diferença.

Sirocco Bar – The Dome at Lebua, Sílom Road, Bangrak, Bangkok, Tailândiadata da visita: jun/2011

  • Para crianças? Não
  • Romântico? Sim, apesar da agitação
  • Formal? Não
  • Ambiente (de 1 a 10): 10
  • Gastronomia (de 1 a 10): 7
  • Carta de vinhos (de 1 a 10): 7 (* ver obs. no rodapé da página)
  • Hospitalidade (de 1 a 10): 8

Saba mais: Sirocco – The Dome at Lebua

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* OBSERVAÇÕES:

CARTAS DE VINHOS – critério de avaliação

Eu não sou enólogo, nem sommelier. Apenas gosto de vinhos. Por isso, meu critério de avaliação é bem particular.

Toda carta começa com nota 10. E vou subtraindo pontos conforme os critérios abaixo:

  • Quantidade: 1 ponto subtraído caso tenha menos de 60 rótulos, 2 pontos subtraídos caso tenha menos de 40 rótulos
  • Abrangência: 1 ponto subtraído para cada continente não contemplado na carta.
  • Preço e taça: 1 ponto subtraído para cartas sem opção de vinho na taça e sem alternativas de preço em todas as faixas.
  • Apresentação: 1 ponto subtraído para cartas confusas; 1 ponto subtraído caso não haja sommelier ou garçom preparado.

Se você discorda ou tem uma sugestão, por favor, fale! Seu comentário será muito bem recebido.

UM RESTAURANTE COM DNA DE CAMPEÃO

SHULA’S STEAK HOUSE  – Tampa (EUA)

 Pertencente a um dos maiores técnicos da história do futebol americano, este restaurante especializado em carnes é ao mesmo tempo chique e na medida para fãs de esportes

Se você curte esportes americanos, já deve ter ouvido falar de Don Shula. Esse filho de húngaros radicados nos Estados Unidos foi um dos maiores técnicos de futebol americano da história. Aliás, seus feitos transcendem esse esporte. Ele conseguiu a façanha de levar seu time, o Miami Dolphins, a ser campeão em 1972 sem perder ou empatar um único jogo em todo o campeonato – só vitórias do começo ao fim.

Shula se aposentou em 1995 e decidiu montar um restaurante: o Shula’s Steak House. Pois sua iniciativa gastronômica foi tão vitoriosa que hoje são 30 unidades espalhadas pelos Estados Unidos, divididas em 5 marcas. E ainda uma rede de lanchonetes com 5 unidades.

Visitei a filial de Tampa, na Flórida, e foi uma agradável surpresa. A Shula’s Steak House do Hotel Intercontinental nem é uma das mais badaladas, mas, ainda assim, impressiona pela excelência, pelo menu refinado e pelo sabor dos pratos.

O forte são as carnes (veja o menu), produzidas em fazendas próprias em Nebraska, e servidas em diversos cortes. O new-york-strip equivale ao nosso contra-filé. Isso na teoria, porque para mim parecia saboroso e macio como o legítimo filé mignon, principalmente quando acompanhado do molho de vinho tinto e ervas.

Há também muitas opções de frutos do mar, como as twin-lobster-tails – nacos das partes nobre da lagosta preparados na manteiga e no molho adocicado de limão. Ele consta no menu como “entrada”, mas muita gente pede como prato principal.

E, num lugar assim, claro que há muitas referências esportivas: galeria de troféus, fotos históricas, camisas de times, bolas autografadas por lendas do esporte – tudo isso espalhado pelas paredes.

Mas não pense que é um “sports bar” comum, daqueles em que você vai de bermuda e camisa do seu time para tomar uma cerveja. Nada disso. O Shula’s Steak House, a despeito da inspiração esportiva, é um restaurante de estirpe, que exige dress code adequado e tem preços condizentes com a elegância.

Ganhou em 2012 o prêmio “Award of Excelence” da revista americana Wine Spectator. Uma combinação difícil de dar certo, mas que funcionou tão bem quanto o Miami Dolphins da temporada de 1972 da NFL.

Veja um vídeo sobre a unidade pioneira do Shula’s Steak House

Shula’s Steak House – Hotel Intercontinental Tampa e outras 29 localidades – Data da visita: outubro 2011

  • Para crianças? Não
  • Romântico? Se ambos gostam de esportes, sim
  • Formal? Sim
  • Ambiente (de 1 a 10): 9
  • Gastronomia (de 1 a 10): 9
  • Carta de vinhos (de 1 a 10): 9 (só faltaram opções sul-americanas) (* ver obs. no rodapé da página)
  • Hospitalidade (de 1 a 10): 8

Saba mais: www.donshula.com

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* OBSERVAÇÕES:

CARTAS DE VINHOS – critério de avaliação

Eu não sou enólogo, nem sommelier. Apenas gosto de vinhos. Por isso, meu critério de avaliação é bem particular.

Toda carta começa com nota 10. E vou subtraindo pontos conforme os critérios abaixo:

  • Quantidade: 1 ponto subtraído caso tenha menos de 60 rótulos, 2 pontos subtraídos caso tenha menos de 40 rótulos
  • Abrangência: 1 ponto subtraído para cada continente não contemplado na carta.
  • Preço e taça: 1 ponto subtraído para cartas sem opção de vinho na taça e sem alternativas de preço em todas as faixas.
  • Apresentação: 1 ponto subtraído para cartas confusas; 1 ponto subtraído caso não haja sommelier ou garçom preparado.

Se você discorda ou tem uma sugestão, por favor, fale! Seu comentário será muito bem recebido.

O PAI DOS BARES ESPORTIVOS

ESPN ZONE – Anaheim (Disneyland) , EUA

Ele é o “pai” dos sports bars americanos. E fica em plena Disneylândia, na cidade de Anaheim, na Califórnia – uma excelente alternativa às lanchonetes do parque

Se no Brasil eles ainda não pegaram, nos Estados Unidos os sports bars são uma instituição. E poucos são tão grandes, animados e cheio de celebridades entre seus frequentadores quanto o ESPN Zone.

O bar fica em Anaheim, junto à Disney californiana. Comer e beber ali implica uma imersão no mundo dos esportes. São mais de 60 telas de TV em alta definição sintonizadas nos canais ESPN, mostrando diversos esportes ao mesmo tempo. O bar lota especialmente nas finais da NBA, NHL, MLB e NFL.

Para a criançada, há um andar inteiro só de videogames, de todos os tipos. Uma grande loja de artigos esportivos completa o ambiente. E ainda existe uma área onde programas de TV e rádio são gravados ao vivo, possibilitando aos frequentadores verem seus ídolos de perto.

Mas e a comida? Burgers e shakes dão o tom. Mas há pratos mais intrincados também, como o “Shrimp Scampi” – camarões salteados em molho de vinho tinto, com alho assado, tomate picado, coberto com croutons de pão italiano e queijo parmesão.

O ESPN Zone é uma excelente alternativa às lanchonetes bem fraquinhas que ficam dentro da Disney. Se estiver passando por lá ou visitando o parque, não hesite!

ESPN Zone – Anaheim (Disneyland) , EUA– Data da visita: fev 2010

  • Para crianças? Sim
  • Romântico? Não
  • Formal? Não
  • Ambiente (de 1 a 10): 8
  • Gastronomia (de 1 a 10): 7
  • Carta de vinhos (de 1 a 10): 3 (* ver obs. no rodapé da página)
  • Hospitalidade (de 1 a 10): 7

Saba mais: www.espnzone.com


* OBSERVAÇÕES:

CARTAS DE VINHOS – critério de avaliação

Eu não sou enólogo, nem sommelier. Apenas gosto de vinhos. Por isso, meu critério de avaliação é bem particular.

Toda carta começa com nota 10. E vou subtraindo pontos conforme os critérios abaixo:

  • Quantidade: 1 ponto subtraído caso tenha menos de 60 rótulos, 2 pontos subtraídos caso tenha menos de 40 rótulos
  • Abrangência: 1 ponto subtraído para cada continente não contemplado na carta.
  • Preço e taça: 1 ponto subtraído para cartas sem opção de vinho na taça e sem alternativas de preço em todas as faixas.
  • Apresentação: 1 ponto subtraído para cartas confusas; 1 ponto subtraído caso não haja sommelier ou garçom preparado.

Se você discorda ou tem uma sugestão, por favor, fale! Seu comentário será muito bem recebido.

SOFISTICAÇÃO À MODA TAILANDESA

BLUE ELEPHANT – Bangkok, Tailândia

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O Blue Elephant Royal Thai Cuisine é o “embaixador da culinária tailandesa” pelo mundo. Com filiais em Londres, Paris e mais 10 cidades, é parada obrigatória em Bangkok

Logo que entrei no Blue Elephant, saltou-me aos olhos um painel de fotos esmaecidas que mais parecia coisa de cantina italiana paulistana. A diferença eram os frequentadores flagrados nas imagens. Destacam-se figuras como o ex-presidente americano George Bush e o presidente russo Vladimir Putin.

Instalado numa mansão com 100 anos de idade, o Blue Elephant foi decorado com peças de arte tailandesa e ostenta o Blue Bar, um lounge onde são preparados drinques à base de frutas locais. O mais famoso é o Blue Mai Thai, um delicado mix de vodca, curaçao, suco de abacaxi, lichia e manga. Mas até mesmo uma versão local da nossa caipirinha é oferecida aos clientes, para refrescar o calor reinante na capital tailandesa.

À mesa, o Blue Elephant surpreeende logo na entrada, com sugestões tão diferentes quanto o chor muang – bolinho com recheio de pétalas de ervilha-borboleta, uma flor roxa, comum no país. Ou, ainda, o dói kham, um antepasto feito de berinjela roxa com vieiras grelhadas, macadâmias, pimenta e uma pitada de óleo de trufas. Nos pratos principais, outras ousadias, como os camarões de água doce gigantes, marinados em açafrão orgânico e ervas exóticas e servidos em uma travessa fumegante, acompanhados por um molho limão com pimenta e glacê de whisky do Rio Mekong com açúcar. Simplesmente impossível imaginar um prato assim fora da Tailândia.

E é exatamente por ouvir isso de seus clientes que o Blue Elephant decidiu abrir uma escola de culinária, que tem cursos especiais para quem está de passagem, em viagem de turismo. O restaurante agrega uma pequena butique de condimentos e especiarias, para levar se você quiser cozinhar com a mesma excelência dos chefs locais.

Blue Elephant Royal Thai Cuisine – Bangkok, Tailândia – Data da visita: junho 2012

  • Para crianças? Não
  • Romântico? pouco
  • Formal? Sim
  • Ambiente (de 1 a 10): 7
  • Gastronomia (de 1 a 10): 9
  • Carta de vinhos (de 1 a 10): não avaliei (* ver obs. no rodapé da página)
  • Hospitalidade (de 1 a 10): 8

Saba mais: www.blueelephant.com

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* OBSERVAÇÕES:

CARTAS DE VINHOS – critério de avaliação

Eu não sou enólogo, nem sommelier. Apenas gosto de vinhos. Por isso, meu critério de avaliação é bem particular.

Toda carta começa com nota 10. E vou subtraindo pontos conforme os critérios abaixo:

  • Quantidade: 1 ponto subtraído caso tenha menos de 60 rótulos, 2 pontos subtraídos caso tenha menos de 40 rótulos
  • Abrangência: 1 ponto subtraído para cada continente não contemplado na carta.
  • Preço e taça: 1 ponto subtraído para cartas sem opção de vinho na taça e sem alternativas de preço em todas as faixas.
  • Apresentação: 1 ponto subtraído para cartas confusas; 1 ponto subtraído caso não haja sommelier ou garçom preparado.

Se você discorda ou tem uma sugestão, por favor, fale! Seu comentário será muito bem recebido.