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Como ver um jogo da NFL nos EUA

Assistir a uma partida da NFL nos Estados Unidos parece mais difícil do que é. Veja como você pode realizar esse sonho

(Post atualizado em 25/7/2017)

Até alguns anos atrás, era quase impossível fazer uma viagem para ver uma partida da NFL. Isso porque os ingressos não eram vendidos para brasileiros pela internet – só quem tivesse endereço fixo nos Estados Unidos podia comprar. E deixar para comprar na hora do jogo é bem arriscado: você pode não achar ingressos e, se comprar de cambistas, na porta do estádio, vai pagar caro e corre o risco de gastar dinheiro num ingresso falso.

Mas isso mudou, felizmente!

Hoje em dia, dá para adquirir as entradas em vários sites, pagando com cartão de crédito. E pacotes de viagem são vendidos aqui no Brasil por agências especializadas.

Confira as dicas para ver um jogo da NFL!


O ingresso: como comprar?

  • Em teoria, é possível comprar no site da NFL (www.nfl.com). O problema é que, já há algum tempo, a revenda oficial, Ticketmaster, simplesmente bloqueou o acesso a partir de muitos IPs do Brasil, sabe-se lá por quê. Isso para qualquer tipo de ingresso: shows, teatro, esportes…
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    Então, tente pela página da NFL e, se não conseguir, use um dos sites abaixo:

  • Stub Hubwww.stubhub.com
  • Vivid Seats – http://www.vividseats.com
  • GoTicketswww.gotickets.com
  • TicketsNowwww.ticketsnow.com
  • Seat Geekhttps://seatgeek.com/

  • Os ingressos que você acha nesses sites são revendidos. Ou seja, eles vêm de particulares, geralmente o pessoal que compra o carnê da temporada inteira (season tickets holders) e decide passar para frente, em vez de ir ao jogo.

  • Inclusive, em muitos casos, o nome do proprietário vem no ingresso – não se assuste! Ninguém vai te pedir identidade no estádio…. rs!

Ingressos de revenda são mais caros?

  • Depende. Podem ser revendidos por valor maior ou menor que o oficial – varia conforme muitos fatores, principalmente o time em questão e a época do jogo. Patriots, no começo do campeonato, sai uma fortuna. Browns, na semana 17, sai quase de graça… rs!
  • Obs.: Fique de olho nas taxas dos sites, que nunca são agradáveis…

Os lugares são bons?

  • Sim e não! Antes de fechar a compra, consulte o site do estádio. Muitos deles têm um mecanismo gráfico que permite saber exatamente como é a visão do campo a partir da cadeira escolhida.
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  • Aliás, o site Seat Geek é excelente nesse sentido, vale a pena consultar, mesmo que você compre o ingresso em outro site.

É fácil realizar a comprar? 

  • Uma vez decidido o ingresso que você quer, é só seguir os procedimentos indicados, pagando com cartão de crédito. Como você faz em qualquer compra na rede!
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  • Na maior parte dos casos, você tem a opção de imprimir o ingresso em casa. Um e-mail será enviado, contendo o arquivo PDF para imprimir.
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  • Em outros casos, você será instruído a retirar o ingresso na bilheteria do estádio, procedimento que os americanos chamam de “will call”. Basta levar seu passaporte e o cartão de crédito que usou na compra.
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    É TUDO MUITO SIMPLES! Eu já comprei várias vezes e nunca tive problema.


Passagens e hospedagem

  • A parte mais cara de uma viagem para ver a NFL in loco é sempre a passagem aérea. Muitas vezes, compensa comprar um pacote turístico convencional e dar uma “escapada” do roteiro para ver o jogo. Isso porque as operadoras de turismo (CVC, Decolar, Submarino Viagens etc.) conseguem preços de voos e hotéis mais baixos do que se você reservar por conta própria.
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  • Dica: programe-se para chegar à cidade onde será realizado o jogo com pelo menos um dia de antecedência, sobretudo se a jornada incluir voos de conexão nos Estados Unidos. Porque chegar no dia do jogo é muito arriscado. Lembre-se que a temporada acontece nos meses de outono e inverno. Se algum voo atrasar por mau tempo, você pode perder a partida.
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  • Se for reservar hotel por conta própria, escolha um próximo ao estádio, mesmo que seja mais caro. Você vai economizar em táxi, uber ou aluguel de carro. Uma dica é usar o site TripAdvisor, que possibilita saber quais hotéis ficam perto dos estádios. Veja na imagem:

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(clique para aumentar)


Quem leva

Se você não quiser se preocupar com nada, saiba que há agências de turismo que, além dos ingressos, ainda providenciam passagens, hospedagens, transporte para o estádio e até mesmo outros programas turísticos relacionados ou não com futebol americano. Algumas delas:


No dia do jogo

  • IMPORTANTE: Os estádios dos EUA têm políticas muito rígidas sobre o que pode ou não ser levado para dentro. Por exemplo, mochilas são proibidas! Exceto pelas transparentes, feitas especialmente para estádios (só existe isso nos EUA…). Câmeras Go-Pro também são banidas em muitos estádios!
    CONSULTE o site do estádio antes de sair do hotel!
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  • Vá cedo para a partida. Nos jogos da NFL costuma haver diversas opções de lazer antes do jogo, fora e dentro do estádio – desde barraquinhas que vendem suvenires até concursos e shows musicais. É uma tremenda curtição!!!

Tem briga de torcida?

  • Não do jeito que estamos acostumados no Brasil. É bem raro. Aliás, não existe divisão de torcidas e você pode usar a camisa do seu time numa boa. Também não há “torcida organizada” nos EUA.
  • No entanto, pode haver, de vez em quando, aquele bobão que bebeu demais e decide encher o saco dos adversários. Assim, não ligue para provocações e leve tudo na brincadeira. Nos EUA, vale a regra: “Quando um não quer, dois não brigam”.
    Recomendo ler este artigo que eu escrevi para o site General Managers.

No resto do tempo…

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Dicas: viajar de carro no exterior

Está pensando em alugar um carro no exterior? Confira os cuidados e providências para que sua road trip não vire uma viagem infernal!

 

placa1Preciso de carteira de habilitação internacional?

Se você se refere à Permissão Internacional para Dirigir (PID), vou te dizer uma coisa: eu nunca vi um país que a exija. O próprio site do Detran de São Paulo diz que ela serve para o motorista dirigir em país estrangeiro “quando lá permanecer por mais de 180 dias”. Ou seja, para o turista é dispensável. Mas não esqueça de levar na viagem a sua boa e velha CNH – esta, sim, as locadoras exigem!

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Em que lugares é bacana alugar?

Sabe aquelas cidades bem planejadas, com grandes avenidas e tudo espalhado? Aí vale muito a pena! Lugares como Los Angeles, Orlando, Miami e até mesmo países como Canadá e Alemanha. Neles, além de ser fácil dirigir e achar vaga para estacionar, o carro traz economia, em virtude das grandes distâncias.

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E onde é roubada?

Nem pense em dirigir em Nova York, Chicago, Roma, Madrid, Cairo, Buenos Aires… O carro é uma roubada em cidades históricas, com ruas estreitas, assim como em países em desenvolvimento. Congestionamento, dificuldade de se localizar e ausência de vagas para estacionar tornam suam viagem um martírio. Vá de metrô, táxi ou a pé!

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Como funciona o seguro?

Boa pergunta! Sabe por que as tarifas básicas das locadoras parecem sempre baratas? Porque nunca incluem seguros. Então pague uma graninha extra e faça o seguro, sempre! Caso contrário, você pode até  ficar impedido de deixar o país até pagar pelos danos que cometeu em um acidente. Há vários tipos de seguro. Os básicos só cobrem danos no seu carro; os avançados garantem também o pagamento de danos a terceiros, incluindo custos hospitalares. Eu sempre opto pelo seguro mais abrangente.

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“GPS é frescura…” Não, não é!

Na minha opinião, o navegador é uma das maiores invenções dos últimos 15 anos. Sobretudo para turistas no estrangeiro. Pense bem: dirigir onde as  placas e costumes no trânsito são diferentes já é complicado. Imagine ainda ter que ficar consultando mapas! Além do que, o GPS indica hotéis, lojas, restaurantes e atrações turísticas.

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Posso levar meu próprio GPS?

Sim. Mas lembre-se de fazer o download dos mapas do país que vai visitar. Às vezes eles são gratuitos. Às vezes, não. Pra dizer a verdade, hoje em dia os celulares dão conta do recado. Se você tiver um bom smartphone, use-o!

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Qualquer um pode dirigir?

Não!!! Só poderão conduzir o carro aqueles que  tiverem assinado os documentos na locadora. Em geral, dá para registrar dois motoristas por veículo. Se um terceiro estiver dirigindo e participar de um acidente (mesmo que não tenha culpa), você não recebe o seguro e terá uma baita dor de cabeça.

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Posso alugar numa cidade e devolver em outra?

Sim, pode, mas sai caro. A maioria das locadoras cobra a “taxa de retorno”, em torno de US$ 100. Fique esperto!

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Essa história de encher o tanque antes de devolver o carro é bobagem…  

Se você pensa assim, prepare-se  para pagar pelo menos 50% a mais na gasolina. É isso que cobram as locadoras.

 

placa10Tenho que pagar as multas que receber?

Teoricamente, sim, pois você assina um termo de responsabilidade. Pode até acontecer de, em alguns países mais atrasados, não te cobrarem. Mas em lugares com tecnologia, a multa chega rápido à locadora. E mesmo se chegar depois de você ter ido embora, elas debitam do seu cartão de crédito.

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A “Copa do Mundo” dos aviões!

Todo ano, uma eleição define as melhores companhias aéreas do mundo.
É o World Airline Awards. A campeã de 2014 sai semana que vem!

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Qual a  melhor companhia aérea do mundo? Uma boa forma de conseguir a reposta é checar o site do World Airline Awards – um prêmio concedido anualmente às empresas de aviação.

Desde 2001 a pesquisa é feita, abrangendo mais de 200 companhias aéreas, desde as maiores internacionais até pequenas operadoras locais. Quem elege são os passageiros, questionados ao longo de 10 meses em mais de 100 aeroportos de todo o planeta.

Por isso, o World Airline Awards é considerado referência dos níveis de satisfação tanto para quem viaja a negócios quanto a  lazer, e em todos os tipos de acomodação a bordo (Primeira Classe, Executiva, Premium e Classe Econômica) .

Os resultados de 2014 serão apresentados na terça-feira que vem (dia 15/7), durante a Exposição da Aviação de Farnborough, na Inglaterra.

Em 2013, venceu a Emirates Airline, dos Emirados Árabes Unidos (prometo um post ainda esta semana sobre como é viajar na classe executiva do gigante Airbus A380 – eu já tive essa sorte!).

Por sinal, Emirates, Singapore e Cathay Pacific Airways (de Hong Kong) estão empatadas com 3 troféus cada uma (confira tabela).

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Em clima de Copa do Mundo, quem será a campeã deste ano? Fique ligado aqui no blog!!!

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Os grandes eventos esportivos do ano

Quem acha que 2014 só nos oferecerá a Copa do Mundo se engana. Confira alguns eventos e as agências que podem levar você para vê-los

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24/05

Final da Champions League 2014

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Lisboa (Portugal)

Quem leva: Fanato Viagens; Viaggio Tur; Pampas Viagens;

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24/05

UFC 173 – Lyoto Machida X Chris Weidman 

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Las Vegas (EUA)

Quem leva: Fanato Viagens;

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25/05 a 08/06

Torneio de Tênis de Roland Garros

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Paris (França)

Quem leva: Faberg Tennis Tour; Biarritz Turismo; Anatenis Tour; Mundo Tênis

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25/05

500 Milhas de Indianápolis

2014indianapolis500logo

Indianapolis (EUA)

Quem leva: Fanato ViagensAMK Viagens

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23/06 a 06/07

Torneio de Tênis de Wimbledon

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Londres (Inglaterra)

Quem leva: Faberg Tennis TourBiarritz TurismoAnatenis TourMundo Tênis

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03/09 – 11-set

Tênis – US OPEN

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Nova York (EUA)

Quem leva: Faberg Tennis TourBiarritz TurismoAnatenis TourMundo Tênis

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04/09

NFL Kickoff

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Nova York (EUA)

Quem leva: Fanato Viagens;

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02/11

GP dos EUA de Fórmula 1

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Austin (EUA)

Quem leva: The One Viagens

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02/11

Maratona de Nova York

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Nova York (EUA)

Quem leva: Kamel Turismo;  Biarritz Turismo

Sete pecados capitais ao viajar

Diversos erros podem transformar sua viagem em um inferno.
Veja quais são eles e tome cuidado!

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Adaptação da reportagem que fiz para a ed.36 da revista Viajar pelo Mundo

Viajar é uma arte. E, como toda arte, é preciso ter preparação, poder de observação, sensibilidade e bom senso para conseguir um resultado final que agrade aos sentidos e se torne inesquecível. Mas nem sempre isso acontece. Alguns erros muito comuns podem transformar suas férias celestiais em um inferno. Da compulsão por visitar lugares demais em pouco tempo à obsessão por tudo que é mais barato, não faltam exemplos de atitudes que estragam seu passeio. Confira os sete pecados capitais do turista, para você se prevenir e evitar cair na tentação de cometer algum deles!

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LUXÚRIA – Sedução não rima com avião

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Não há problema em querer impressionar a todos com um visual sedutor, cheio de glamour, certo? Errado. Durante uma viagem, vaidade demais só atrapalha. O avião, por exemplo, é lugar para aquela sua calça folgada, tênis e camiseta. Usar salto alto e roupas justas é garantia de muito desconforto durante os intermináveis deslocamentos pelos saguões de aeroportos, assim como na hora da checagem de segurança. Por falar nela, muita gente perde tempo e se atrapalha no detector de metais por causa de joias, bijuterias, cintos espalhafatosos, botas difíceis de tirar e outros adereços totalmente desnecessários dentro de uma aeronave. Sem contar os que, na confusão típica da inspeção de segurança, acabam esquecendo relógios ou objetos de valor. A dica é: deixe suas roupas mais chiques e apetrechos na mala. As joias e artigos de valor vão com você, mas dentro da bagagem de mão. No corpo, só aquilo que é confortável ou indispensável.

SOBERBA – Não seja um “dono da verdade”

soberba

Talvez a faceta mais bacana de uma viagem seja a chance de descobrir coisas novas. Surpreender-se com aquele museu que você tinha visto na internet, explorar aquela praia que seu amigo recomendou, deliciar-se naquele restaurante celebrado por uma reportagem de revista. E é exatamente isso que muitos deixam de fazer por se acharem autossuficientes. Se você já viajou em excursão ou com amigos, sabe que sempre há um exemplar assim no grupo. O “dono da verdade” vai rejeitar todas as outras opiniões e fazer apenas e tão somente o que acha “bom”. Fuja desse tipo! E nunca o imite. Ter a mente aberta é essencial. Consulte guias, leve suas revistas de viagem, procure falar com os habitantes locais, interagir com outros turistas, ouvir sugestões, arriscar coisas novas e escapar do óbvio. Só assim você terá o prazer da descoberta – e boas histórias para contar.

GULA – O turista morre pela boca…

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Quem embarca em um cruzeiro ou vai para um resort all inclusive fatalmente cai na tentação dos fartos buffets à disposição dia e noite, no melhor estilo “coma o quanto puder”. Pois bem, se no seu dia a dia uma refeição exagerada já é capaz de causar mal estar, o que esperar de um ataque de gula onde a comida é feita com temperos e ingredientes com os quais você não está acostumado? Se somarmos a isso as bebidas alcoólicas à vontade, está criado o coquetel da indigestão. Por isso, vá com calma e exija isso de quem viaja com você. O organismo precisa de alguns dias para se adaptar a alimentos diferentes. Além disso, em viagem, é comum petiscar em bares de praia, barraquinhas de rua ou lanchonetes de parque de diversão – lugares que nem sempre têm a higiene adequada. Comendo com moderação, você reduz as complicações e a duração de uma eventual intoxicação alimentar.

IRA – Um jeito certeiro de estragar suas férias

ira

Por mais delicioso que seja viajar, qualquer jornada tem seus momentos tensos. A espera no aeroporto, a fila do check in, o embarque, a retirada das malas, o táxi, a chegada no hotel… Tudo isso potencializa atritos, seja com funcionários, seja com outros turistas. É bom estar preparado e saber como evitar explosões de ira. Nos Estados Unidos, 204 passageiros em média são expulsos de aviões a cada ano por causa de brigas ou insultos contra comissários. Não há dados desse tipo para o Brasil, mas sabe-se que os incidentes vêm aumentando nos últimos anos. E o problema não se restringe às alturas. Gritar ou tratar mal um funcionário do hotel, do cruzeiro ou da excursão (mesmo que você tenha razão na sua reclamação) pode significar ter serviço ruim ou feito de má vontade pelo resto da viagem. Assim, defenda seus direitos, mas com serenidade e boa educação.

AVAREZA – Quando o barato sai caro

avareza

Não é toda hora que você tira férias ou viaja com a família. Então, evite ficar economizando em tudo. No mundo do turismo, há muitas situações em que o barato sai caro. Exemplo prático: suponha que você decida ir a Budapeste, na Hungria. O voo mais econômico custa US$ 1.200, mas exige uma maratona de 26 horas em conexões e trocas de avião no trecho de volta. Já um voo apenas 200 dólares mais caro permite reduzir o tempo total de viagem em quase 10 horas, para cerca de 16 ao todo. O mesmo vale para hotéis. Aquilo que você economiza escolhendo uma hospedagem distante das atrações acaba sendo gasto em transporte. Fora o tempo perdido e a chateação de ficar zanzando de um lado para outro.

PREGUIÇA – Os efeitos da lei do mínimo esforço

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Viajar é sinônimo de relaxar. Mas isso não inclui a preguiça – sobretudo antes de seu avião levantar voo. Por exemplo, deixar para planejar seus passeios ao chegar ao destino pode ser uma grande roubada. Muitos museus, shows, parques temáticos e passeios demandam compra antecipada de ingressos e um bom planejamento de transporte do hotel para eles. É mais seguro providenciar tudo isso com calma antes de embarcar do que tentar fazer isso já no destino, onde nem sempre você consegue conexão com a internet, onde as ligações telefônicas custam caro e onde o idioma pode ser um problema. Preparar-se para emergências também garante uma viagem sem sobressaltos. Por exemplo, e se seu filho tiver uma dor de garganta em plena viagem? A simples presença de uma boa farmacinha na sua bagagem fará toda diferença. Aliás, é imprescindível adquirir um seguro de saúde. Assim como verificar detalhes como o peso de suas bagagens: se na ida você já tem uma mala beirando o limite de 32 quilos permitido pelas companhias aéreas, seja precavido e arrume uma segunda mala, nem que ela fique vazia na ida. Afinal, ninguém volta de uma viagem com menos coisas do que levou.

INVEJA – O que importa é não competir…

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Sabe aquele seu amigo que já visitou 23 cidades em 10 países da Europa? A pior coisa que você pode fazer é tentar “vencê-lo” numa maratona turística. Esse é um erro clássico de muitos viajantes: criar roteiros extenuantes para colecionar carimbos no passaporte e se gabar para a posteridade. Ou então simplesmente imitar uma viagem alheia que lhe causou, digamos, aquela invejinha. Resista! Quem tenta conhecer tudo de uma vez acaba não aproveitando nada direito. Além disso, um destino maravilhoso para uns pode ser chatíssimo para outros. Escolha lugares que você realmente acredita que vai gostar, sem se preocupar em “cumprir um objetivo” para mostrar a amigos e parentes. Caso contrário, há o risco de não aproveitar sua jornada.

Crédito das ilustrações: Shutterstock

Vai viajar? Faça seu checklist (parte 3)

A 3a e última parte das dicas traz o que você precisa saber se quiser ver
uma competição, um museu de time ou um tour de estádio no exterior

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Este post está dividido em 3 partes:

1) Dicas para todo tipo de viagem

2) Dicas para quem vai praticar esportes 

3) Dicas para quem vai ver eventos esportivos 

 

 Parte 3: Dicas para quem vai ver eventos esportivos 

Jogos de futebol e outros esportes

Os ingressos

  • Não deixe para comprar na hora. A chance de os ingressos estarem esgotados é sempre grande.
  • Não compre de cambistas. Mesmo que o ingresso seja verdadeiro, ele pode ser recusado na catraca se houver queixa de perda ou roubo por parte do dono.
  • Adquira antes de sair do Brasil. Hoje em dia, há diversos sites que aceitam pagamento em cartão de crédito e permitem imprimir os ingressos em casa ou retirá-los na bilheteria do estádio. Confira alguns:
  • Escolha bem o lugar: cada vez mais os estádios disponibilizam em seus sites ferramentas que permitem saber exatamente como você verá o campo de um determinado lugar na arquibancada. Veja um exemplo:

CLIQUE NA IMAGEM
e depois no setor desejado

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Raymond James Stadium – Tampa, Flórida (EUA)

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No dia do jogo, não esquecer:

  • Boné
  • Protetor solar
  • Tênis e roupas confortáveis
  • Câmera
  • Dinheiro para compras

Transporte

Na Europa, quase sempre dá para ir de metrô ou ônibus. Já nos EUA, de carro pode ser uma boa pedida. Em ambos os casos, porém, nada supera o taxi. Ele não se perde, sabe onde ficam os eventuais bloqueios de trânsito e te deixa mais perto do portão de entrada do que se você for de transporte público ou automóvel alugado.

Quanto tempo antes chegar?

Depende.

Nos Estados Unidos, é costume haver atrações fora do estádio desde a manhã, muitas horas antes da partida, seja ela de basquete, beisebol, hóquei ou futebol americano.

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Por sinal, na terra do Tio Sam é comum o tail gate, um churrasco feito pela torcida no estacionamento (veja o vídeo).

Vídeo: bastidores do estádio de futebol americano do Tampa Bay Buccaneers


Na Europa, nem sempre há alguma atração antes do jogo em si, mas você pode aproveitar o dia para visitar o museu e a loja do clube (veja mais adiante). Assim, vale a pena chegar duas ou três horas mais cedo.

Segurança

Violência de torcidas pode ocorrer em qualquer lugar. Mas em alguns países, isso é muito, muito raro.

Exemplos:

  • Os pacíficos: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, países nórdicos, Japão. Nesses países você pode andar tranquilamente com a camisa do seu time que nada mais do que uma eventual gozação ocorrerá.
  • Onde é preciso algum cuidado: Inglaterra, Itália, Espanha, México. Nesses países, vale a pena ser cauteloso. Em geral, nada de mais acontece, mas rusgas do passado podem levar a situações tensas e brigas eventuais.
  • Violência presente: Argentina, Uruguai, Paraguai, Turquia, Grécia, Sérvia, Croácia, Rússia. Nesses lugares, deve-se evitar andar fora do estádio com camisa de um time, pois são comuns as brigas de torcidas rivais.
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Museus e tours de estádio

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Antes de programar sua visita, confira se o lugar estará aberto no dia desejado – muitos museus e tours de estádio não funcionam em dias de competição

Não economize: muitos estádios têm programas variados, que incluem desde uma simples voltinha pela arquibancada até bate-papos com craques do passado, como a Ultimate Anfield Experience, do Liverpool. Escolher pelo preço é garantia de voltar para casa frustrado, pensando no que perdeu. Mate sua vontade e seja feliz!

O que levar

Além da câmera e de calçados confortáveis (os tours podem ser longos), não esqueça de levar dinheiro. Quase todos os clubes que têm museus e tours guiadas também oferecem lojas de suvenires gigantes, daquelas de dar água na boca.

Vídeo: bastidores do estádio de beisebol do Tampa Bay Rays


Confira alguns posts que já fiz sobre museus de times de futebol e outras atrações esportivas: 

Manchester

Liverpool

Indianapolis

Vai viajar? Faça seu checklist (parte 2)

Nesta parte 2 das dicas de viagem, tudo aquilo que você precisa lembrar se for praticar esportes ou atividades físicas na sua viagem ao exterior

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Este post está dividido em 3 partes:

1) Dicas para todo tipo de viagem

2) Dicas para quem vai praticar esportes 

3) Dicas para quem vai ver eventos esportivos 

 

 

Parte 2: Dicas para quem vai praticar esportes 

Equipamentos

São diversas as precauções que você deve tomar antes de embarcar. Confira:

  1. Tamanho faz diferença! Se você vai levar bicicleta, prancha de surfe, esquis ou qualquer equipamento grande, pare tudo o que está fazendo e ligue agora para a companhia aérea! Sim, há regras especiais (veja o caso das bicicletas na Gol) e, se você não cumpri-las, pode nem conseguir embarcar.
  2. E os pequenos? E se meu equipamento é pequeno? Raquetes de tênis ou capacetes, por exemplo? Mesmo assim, vale a pena entrar em contato com a companhia aérea. Os critérios variam muito. No caso das raquetes e dos capacetes, por exemplo, algumas permitem levar como bagagem de mão, outras exigem que sejam despachadas no compartimento de carga.
  3. Todo cuidado é pouco – Uma pequena avaria na bike, prancha, esqui, raquete ou seja lá o que for pode arruinar seus planos na viagem. Então não economize na proteção de seu equipamento. Compre o melhor case que existir, embale com todo cuidado, com muito plástico bolha, muita silver tape e excesso nas pontas e saliências. Alías, desmonte o que for possível. Tenha em mente que os funcionários que levam e trazem as bagagens para os aviões não são as pessoas mais cuidadosas do mundo…
  4. Burocracias mil… Dependendo do país para onde você vai, seu equipamento pode ter restrições de alfândega. Principalmente se for (ou tiver cara de) novo. Consulte antes o site de “customs” do destino de sua viagem e preencha a papelada que for necessária. E sempre, sempre leve sua nota fiscal original.
  5. Confira logo ao chegar – Pegou seu equipamento na esteira? Abra imediatamente e confira se está tudo OK. Porque as companhias aéreas não aceitam reclamações depois que você sai da área de desembarque. Se houver algo quebrado ou faltando, vá direto ao balcão de reclamação, que sempre fica perto das esteiras de bagagens.
  6. Se der, leve consigo! Existem coisas que não dá pra substituir se você perder. Não pelo preço, mas pelo “costume”: aquele par de tênis (ou chuteiras) que já está amaciado e acostumado a seus pés, aquela sua máscara de mergulho que encaixa direitinho, a roupa de neoprene que você ajustou pro seu tamanho… faça o possível para levar esse tipo de coisa na bagagem de mão. Deixe nas malas despachadas só o que pode ser substituído sem problemas (roupas comuns, cosméticos etc.). Assim, se houver extravio, você não prejudica (muito) sua atividade esportiva.
  7. E as bolas? Ok, você foi ao exterior, praticou seu esporte e decidiu trazer uma bola na volta. Seja ela de futebol, basquete, vôlei, futebol americano e até tênis, há regras especiais nos aviões. Por incrível que pareça, as bolas em geral são classificadas como artigos perigosos por conterem gases comprimidos. Por isso, devem ir na bagagem despachada, de preferência vazias. E se você quiser levar na bagagem de mão, terá que esvaziá-las (Não acredita? Veja este caso, que aconteceu numa viagem doméstica )  

Sua saúde

A verdade é a seguinte: avião é um ambiente pra lá de insalubre.

Começa pela pressão atmosférica. A menos que você more em Machu Picchu, nunca estará adaptado a um avião. Isso porque o interior de uma aeronave comercial em voo de cruzeiro tem oxigênio equivalente ao de um lugar a 2400 metros acima do nível do mar. Ou seja, se você mora no Rio de Janeiro (nível do mar) ou mesmo em São Paulo (800 metros), vai sempre encarar um ambiente “estranho” num avião.

Tem mais: a umidade relativa do ar nos aviões é sempre inferior ao recomendado pelos médicos. Varia de 9% a 20%. Para se ter uma ideia, nas grandes cidades, é decretado estado de emergência quando a umidade cai abaixo de 12%.

Sem contar que a presença de centenas de pessoas juntinhas favorece a transmissão de vírus. Ainda mais quando há pessoas de vários países – carregando variedades distintas de vírus, para os quais os demais não estão imunes ainda.

Finalmente, as horas e mais horas sentado numa poltrona apertada da classe econômica representam um castigo aos músculos e à coluna vertebral.

Há bons artigos na internet sobre a insalubridade dos aviões

Nada disso representa um grande problema se você viaja apenas a lazer. Mas se vai competir e fazer esforço físico, aí a coisa muda de figura. É preciso tomar algumas precauções:

  • Beba muito líquido, mesmo que não sinta sede (mas não álcool!). Não tenha vergonha de pedir água aos comissários. Eles têm a obrigação de lhe fornecer!
  • Opte por uma poltrona de corredor. Assim, você pode levantar quantas vezes quiser para se alongar e para ir ao banheiro (essencial se estiver se hidratando constantemente).
  • Levante-se e alongue-se, no máximo, de duas em duas horas.
  • Tire os sapatos. Se puder, leve um par de chinelos.
  • Máscara hospitalar: não tenha vergonha de levar e usar no avião. Quase ninguém faz isso no Brasil, mas é muito comum no exterior (sobretudo na Ásia). Melhor pagar esse “mico” do que pegar uma gripe em véspera de competição.
  • Leve um tapa-olhos para poder dormir mesmo com claridade.
  • Leve protetores auditivos, desses que são vendidos nas farmácias, para que o barulho dos motores não o incomode durante o sono.
  • Leve um colírio para hidratar os olhos.
  • Faça hidratação nasal durante o voo. Pode parecer “frescura”, mas é essencial para quem vai praticar atividades físicas. Veja por quê e como fazer isso.
  • Evite refeições pesadas no dia do voo.
  • Se você é vegetariano, hipertenso ou diabético, saiba que as companhias aéreas fornecem refeições especiais sem nenhum custo. Basta reservar com dois dias de antecedência.
  • Tente reservar um voo que chegue ao destino pelo menos 3 dias antes da competição ou da atividade física. Assim você tem tempo suficiente para se recuperar do ambiente insalubre do avião e se adaptar ao fuso horário.
  • Uma vez no destino, deixe para provar a culinária local depois da competição ou atividade física. Assim não corre riscos de se indispor com alimentos com os quais não está acostumado.

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Amanhã, a 3ª parte: Dicas para quem vai acompanhar eventos esportivos

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Sala VIP – Você também pode usar!

Vamos falar a verdade: esperar horas no saguão lotado de uma aeroporto é uma tremenda chatice. Pois saiba que cada vez mais os lounges se tornam uma boa alternativa, acessível mesmo a quem não é “VIP”

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Adaptação da reportagem publicada na edição 40 da revista Viajar pelo Mundo

Se você já esteve em uma sala vip de aeroporto, certamente sabe de suas vantagens. E, se nunca pisou em uma, acredite: é um conforto que vicia. Em vez das cadeiras duras, da aglomeração e das filas dos saguões de embarque, os lounges (como são chamadas as salas vip no exterior) oferecem sofás macios, poltronas, TV, internet de graça, comida e bebida. Além de banheiros limpinhos e, em alguns deles, até mesmo chuveiros.

Tudo isso num ambiente relaxante e seguro (você não precisa vigiar seus pertences o tempo todo). A novidade é que eles estão cada vez mais acessíveis aos viajantes comuns, aqueles que vão de classe econômica, e não somente aos que pagam por bilhetes de classe executiva ou primeira.

Como ter acesso? Existem três formas de aproveitar os lounges. A primeira é ter um cartão de crédito que inclua essa mordomia no pacote de vantagens. Aqui no Brasil, o Diners Club proporciona isso. American Express Gold e American Express Platinum disponibilizam o serviço no exterior (mas consulte, pois estavam para cancelar o serviço).

A segunda forma é adquirindo o “one-day pass” ou “passe de um dia”. Trata-se de uma espécie de ingresso, que lhe permite usar a sala vip em uma data específica, seja qual for a classe do seu bilhete aéreo. O one day pass custa, em média, US$ 50, e é vendido tanto por companhias aéreas (sobretudo as americanas) quanto por empresas independentes (veja a lista no quadro abaixo).

Por fim, a terceira forma de ter acesso às salas vip é se tornar membro dos programas independentes de vantagens surgidos nos últimos anos, como o Priority Pass e o Lounge Pass. No Priority Pass, há vários tipos de associação. A mais barata custa US$ 99 por ano e dá direito de usar mais de 600 salas vip no mundo todo pagando US$ 27 em cada visita (confira quadro). Já na modalidade mais cara, você gasta US$ 399 por ano e entra de graça nos lounges, quantas vezes quiser.

Mas vale a pena? Para saber, é preciso analisar caso a caso. Supondo que você viaje muito pouco, não compensa se associar a um serviço assim. Melhor comprar o passe de um dia, caso descubra que, eventualmente, terá de esperar muitas horas em um aeroporto.

Mas se você é daqueles que pisa em aeroportos cinco vezes ou mais por ano, aí as vantagens são nítidas. No caso do plano intermediário da Priority Pass, o viajante paga US$ 249 e tem direito a 10 utilizações de sala vip – ou seja, US$ 25 (cerca de R$ 55) por uso.

Levando em conta os preços praticados nas lanchonetes e restaurantes dos aeroportos brasileiros, pode ser vantajoso. Em Guarulhos, por exemplo, um croissant, um suco de laranja e uma fatia de bolo não saem por menos que R$ 30, enquanto na sala vip guloseimas como essas e muitas outras são servidas de graça – incluindo cervejas, vinhos e destilados.

Adicione o conforto e a segurança, e você dificilmente vai querer encarar um saguão lotado de novo. Veja o vídeo e comprove:

Quem oferece o “passe de um dia”:

Air Canadá – US$ 30 a US$ 55 (conforme destino)

Alitalia – € 35 (mas é preciso se associar ao programa de fidelidade, gratuitamente)

American Airlines – US$ 50

Delta Airlines – US$ 50

US Airways – US$ 50

Virgin America – US$ 35

Quem tem programas anuais

Priority Pass – Maior agrupador de salas vip do mundo oferece acesso a mais de 600 lounges em 300 cidades de 100 países. Tem vários tipos de associação. A mais barata custa US$ 99 por ano, com US$ 27 cobrados a cada utilização de uma sala vip.

Lounge Pass – Permite comprar de forma avulsa passes para mais de 150 aeroportos do mundo, por valores muito em conta. Exemplo: a entrada numa das salas vip do aeroporto de Orlando (EUA) sai por apenas US$ 29.

Essential Travel – Vende passes de um dia para 130 salas vip, por preços a partir de £ 13,50 (R$ 37). Também faz reserva de hotéis, seguros e até estacionamentos.

Plaza Premium Lounges – Garante acesso a lounges de 50 aeroportos, sobretudo no Canadá e na Ásia. Também inclui no pacote outros serviços, como seguros e até spas. Tem planos anuais a partir de US$ 219.

Seguro de viagem: eu usei!

Todo mundo sabe que é bom contratar assistência, mas será que funciona? Eu usei ano passado, em uma viagem à Argentina. Confira a seguir

A_nurse_carryingPor Paulo Mancha – Adaptação da reportagem publicada na ed. 40 da revista Viajar pelo Mundo

Eram 3h30 da madrugada quando uma palavra veio à mente e gelou meus ossos: infarto. Na minha idade, 44 anos, ele costuma ser rápido e fatal. Só então percebi o erro número 1 (de uma série que eu cometeria): fazia uma hora e meia eu me debatia na cama, com uma dor crescente no peito, achando ingenuamente que “logo passaria”.

Mas não passou. E foi assim, com falta de ar e pontadas no peito, que comecei a vasculhar minha bagagem em busca dos papéis do seguro de saúde em viagem – aquela coisa que a gente faz meio contra a vontade, sem dar muita importância.

Pela janela do hotel, situado no centro de Mendoza, na Argentina, eu via a cidade dormindo. Pensei: “Pelo menos não haverá demora para chegar até o pronto-socorro”.

Cadê a papelada?!!! – A demora, porém, era para achar a papelada. Esse foi o erro número 2: na era do smartphone e do tablet, é muito mais inteligente deixar os dados do seguro neles do que em uma folhinha de papel perdida entre roupas, vouchers de hotel, anotações de trabalho ou escondida naquele bolso da mala que você nem lembra que existe.

Finalmente achei a papelada e liguei para o seguro. Aqui um acerto, que me economizou tempo e dinheiro: ter o Skype instalado no celular. Porque a maioria dos seguros exige que você telefone para o Brasil ou para os Estados Unidos. Usar o telefone do hotel, além de custar uma fortuna, pode ser pra lá de estressante – alguém entende todas aquelas instruções de como fazer ligações internacionais? Na hora da emergência, fica mais complicado ainda.

Atendente atenciosa – Meu seguro, contratado junto à Vital Card, funcionou bem nesse momento. Fui prontamente atendido por uma operadora que reuniu os dados e deu início ao processo. Mas aqui surgiu outro problema. Os operadores sempre precisam de alguns minutos para descobrir qual o hospital conveniado mais próximo e confirmar se ele está funcionando e se atende seu tipo de emergência. Comigo, foram mais ou menos 15 minutos.

Eu poderia, é verdade, ter me dirigido a qualquer pronto-socorro e, depois de atendido, pedir um recibo, para depois requerer um reembolso. E aqui surge o erro número 3: eu não havia lido a apólice de seguro e não tinha certeza se essa opção estava disponível no meu caso. Por isso preferi esperar e ser atendido diretamente onde eu não precisasse tirar um tostão do bolso.

ilustra_seguro

Rumo ao “Hospital Español” – Finalmente, quase às 4h da manhã, recebi a indicação para me dirigir ao Hospital Español, a 4 quilômetros do hotel. Peguei passaporte, uma boa quantia em pesos (para alguma eventualidade) e voei para o táxi. Aqui foi o erro número 4: não avisei ninguém do hotel. Ou seja, se tivesse que ser internado, nenhuma pessoa ficaria sabendo, nem hotel, nem parentes, nem os colegas de trabalho.

Uma vez no hospital, a despeito do aspecto “anos 60”, o atendimento foi exemplar: eletrocardiograma imediato, que afastou a hipótese de ataque cardíaco. E, então, uma bateria de exames complementares, que eliminaram outras doenças graves, deixando como hipóteses problemas que poderiam ser perfeitamente tratados no Brasil, sem tanta urgência, como gastrite ou pedras na vesícula. Saí do hospital às 6h da manhã, bastante aliviado e o que é melhor: sem ter que abrir a carteira. A dor? Passou de repente!

As lições foram várias:

1) Ler atentamente a apólice e tirar as dúvidas antes de sair do Brasil. Eu não fiz isso e perdi minutos que poderiam ter sido preciosos para minha vida.

2) Não esperar o problema piorar para acionar o seguro – pode ser tarde demais.

3) Usar a tecnologia: guardar os vouchers de seguro e demais documentos no smartphone, tablet ou notebook e saber manipular tudo isso com presteza.

4) Avisar a recepção do hotel ou qualquer outra pessoa. E levar sempre consigo documentos e dinheiro.

No mais, não entrar em pânico e saber que esses imprevistos também acontecem com a gente.