Antártica, à moda de Amyr Klink

O famoso navegador se uniu à Latitudes Viagens  em um projeto que leva o turista ao continente gelado como se ele fosse um explorador da natureza, no incrível veleiro Paratii 2

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Eu nunca contei aqui no blog, mas já fui à Antártica. Faz tempo, foi há exatos 20 anos, em 1993. Mas o legal do continente gelado é justamente isso: a paisagem muda pouco (ou nada) por lá. É verdade que quem viaja hoje não vê mais a Estação Comandante Ferraz, consumida por um incêndio em 2010. Eu vi, assim como muitas outras bases de pesquisa da Ilha Rei George (a Chilena é quase uma cidade e tem até aeroporto).

Mas o que me marcou não foi a presença humana, expressa pelas estações de pesquisa, e sim as paisagens e a incrível sensação de estar em outro universo. O que eu senti na Antártica não experimentei em nenhum outro lugar do mundo.

Lá os conceitos de tempo, dimensão e relações entre homens e natureza são bem diferentes. É um lugar de beleza tão enorme quanto ameaçadora, onde você se sente compungido a louvar o que vê (não no sentido religioso, mas sim naquele mais sincero, o da admiração pura e simples do nosso intelecto) e, ao mesmo tempo, se vê constantemente tomado por uma dose de adrenalina – um erro e uma tragédia pode se consumar.

Pois bem, o navegador Amyr Klink e a Latitudes Viagens, de São Paulo, decidiram dar aos turistas essa experiência. A ideia surgiu a partir da percepção de uma mudança no perfil de alguns viajantes, que passaram a dar mais valor à experiência pessoal e, gradualmente, não mais procuram apenas por conforto em destinos exuberantes ou famosos.

(Conheça o barco de Amyr)

Segundo a empresa, o conceito alia o melhor das duas equipes: a expertise de Amyr em planejamento, navegação e segurança na Antártica e a estrutura e a tradição da Latitudes em viagens elaboradas para pequenos grupos. “Há mais de 10 anos oferecemos destinos ‘fora da rota’, com especialistas que conduzem grupos pequenos”, diz Alexandre Cymbalista, sócio da empresa.

Em outras palavras, a Latitudes dispõe de opções em que a figura do “guia turístico” muda completamente de dimensão. Na opção que contempla museus da Europa, por exemplo, quem acompanha os clientes é um crítico de arte. Assim como nas viagens gastronômicas, são chefs e enólogos que fazem as vezes de “guia turístico”.

Com a chancela de Amyr Klink, em setembro deste ano começam as viagens e experiências pela costa brasileira; e em janeiro de 2014, as expedições para a Antártica.

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Hoje em dia, cerca de 15 mil turistas vão anualmente ao continente gelado, em mais de 20 veleiros e 35 navios de turismo. Mas, em média, ficam apenas cinco dias, enquanto o roteiro de Amyr Klink prevê 15 dias de viagem ao todo, com cerca de 14 passageiros a bordo em cada saída.

O sistema é all inclusive (claro) e o preço não está fechado ainda, mas é a parte mais salgada de todo o projeto – cerca da US$ 30 mil por pessoa, incluindo o voo de Punta Arenas (Chile) à base chilena Marsh (Antártica).
Para mais informações acesse www.amyrklink.com.br e www.latitudes.com.br.

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