Todos os posts de Paulo Mancha

Jornalista especializado em turismo, foi editor chefe da Revista Viajar pelo Mundo e repórter das revistas Terra e Próxima Viagem. Desde 2003, fez mais de 50 reportagens internacionais e, em 2012 e 2014, foi agraciado com o Prêmio de Melhor Reportagem da Comissão Europeia de Turismo. Comentarista esportivo do canal ESPN, Paulo decidiu unir neste blog as duas paixões: viagens e esportes.

É hora de ir a St. Maarten

Se você está pensando em ir ao Caribe, considere visitar St. Maarten, especialmente me março de 2015, quando acontece a Heineken Regatta

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Dificilmente eu falo de vela e iatismo aqui no blog. Não porque desgoste – na verdade, eu adoro e já fui velejador! Mas simplesmente porque esse é ainda um esporte longínquo para o brasileiro.

O legal da vela, porém, é que não precisa praticar para gostar. Assistir já é bacana, sobretudo eventos festivos como a Heineken Regatta, que acontece todos os anos em St. Maarten, no Caribe.

Bom, pra começo de conversa, essa ilha merece ser conhecida com ou sem regata, como você pode ver nesta reportagem que escrevi algum tempo atrás para uma revista de turismo.

Para este ano, além dos veleiros e da festa no mar, a St. Maarten Heineken Regatta anunciou que Kool and the Gang estará entre as atrações. O show será no dia 8 de março. Na ocasião, os participantes da regata, moradores e visitantes terão a oportunidade de curtir canções de sucesso nos anos 70 e 80, como “Celebration”, “Get Down on it” e “I Want to Take you Higher”.

Particularmente, eu acho esses caras muito bons!

E, no dia 7 de março, quem subirá ao palco será a vencedora do reality show The Voice USA de 2013, Tessane Chin.

Agora é pesquisar nas agências e comprar seu pacote. A diversão é garantida.

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Para saber maiswww.heinekenregatta.com

Desafio da Semana: Que lugar é este?

Agora responda as perguntas abaixo na área de comentários!

  1. Que cidade é essa?
  2. Qual o nome da região vinícola?
  3. Cite os dois esportes mais populares ali.

O primeiro a acertar as respostas ganha um brinde!

 

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o CD da minha banda de rock, o Tubaína!

Maratona na terra do vinho

Que tal participar de uma corrida num belo cenário de montanha da América do Sul, em meio a vinhedos renomados? Assim é a Meia Maratona de Mendoza

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Eu sou suspeito para falar, porque minha paixão pela região de Mendoza, na Argentina, é notória (como você pode ver neste post e também neste post).

Por isso, recomendo: analise e conclua por si mesmo se não é uma baita passeio esse tour pela região vinícola da Argentina, sobretudo se você curte correr.

O pacote oferecido pela agência Turismo sob Medida vai de 12 a 15 de março de 2015 e é na medida certa para quem quer fazer uma viagem rápida. Tem um dia livre para você comprar seus vinhos e visitar vinícolas.

Inclui  3 noites de hospedagem com café da manhã, transfers, jantar de massas na véspera da corrida, assistência permanente em Mendoza e seguro viagem GTA. Os preços variam de acordo com o hotel escolhido, a partir de US$ 230 por pessoa, em quarto duplo.

Minha dica: se optar pelos hotéis mais em conta, estenda sua estadia e vá conhecer as imediações, como a represa de Potrerillos, a vila de artesãos de Puente del Inca e os banhos quentes de Termas Cacheuta. E, quem sabe, até o sopé do Monte Aconcágua.

Por outro lado, se puder gastar mais, escolha o Park Hyatt. Eu já me hospedei lá e é um espetáculo de hotel, anexo a um cassino. Vale a pena!

Meia Maratona pelos Caminhos do Vinho

  • Onde: Vale de Uco – Mendoza – Argentina
  • Data da corrida: 14 de março 2015
  • Distancias: 10K, 21K
  • Tipo de corrida: vias pavimentadas

Para saber mais, visite: Turismo sob Medida

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Últimas vagas para o Super Bowl

Se você quer ver a grande final da NFL in loco, aproveite agora: as agências brasileiras especializadas estão vendendo os últimos pacotes disponíveis!

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Como sempre faço em posts deste tipo, deixo claro que não se trata de publicidade – não estou ganhando nada para isso. Mas acho importante divulgar as agências brasileiras que levam torcedores ao Super Bowl. Até porque é praticamente impossível ir por conta própria a esta altura do campeonato.

Recebi da FABERG Tour Experience as informações de um pacote de viagem especial que tem suas últimas vagas sendo vendias. Confira:

  • Ingresso para o Super Bowl XLIX no Level 100 ou Level 400
  • Acesso a área de hospitalidade VIP com alimentação e open bar
  • 3 ou 4 noites de hospedagem em três opções de hotéis com café da manhã e taxas inclusas
  • Jantar de confraternização
  • Passeio de balão (Nota do Mancha: eu recomendo muito!!!)
  • Transfers e Acompanhamento
  • Presente, programa oficial e seguro viagem

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Como sempre no caso do Super Bowl, não é barato: sai a partir de US$ 10.840, sem aéreo. Mas é o Super Bowl… e com todas as mordomias.

Para saber mais, consulte: FABERG Tour Experience

Outra agências também levam. Veja clicando aqui.

Tá chegando!!!

A joia mais preciosa de Interlaken

VICTORIA-JUNGFRAU GRAND HOTEL & SPA

Imagine um palácio em forma de hotel, nos Alpes Suíços. Agora pense em gastronomia de primeira e muitas atividades esportivas e de natureza…

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“Você é a segunda celebridade brasileira a se hospedar aqui”, disse com um ar brincalhão um funcionário do hotel quando soube de onde eu vinha. “A primeira foi o seu Imperador, no século 19!”, completou de modo divertido.

Foi com esse humor bem à moda suíça que me receberam no Victoria-Jungfrau Grand Hotel & Spa, em Interlaken.

A segunda afirmação do simpático funcionário é a pura verdade: inaugurado em 1865, o hotel já hospedou D. Pedro II e centenas de outras pessoas importantes e famosas ao longo dos últimos 149 anos. Orgulha-se, por exemplo, de ter recebido a preferência de Mark Twain durante suas viagens pela Europa.

Já a primeira afirmação não é verdade. Afinal, eu não chego nem perto de ser uma “celebridade”. Mas me senti como tal, graças à maneira incrivelmente refinada que todos os funcionários me tratavam, das arrumadeiras ao sommelier.

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CENÁRIO DESLUMBRANTE – O Victoria-Jungfrau é um ponto de destaque na paisagem da agradável Interlaken (saiba mais sobre a cidade vendo este post). Sua fachada imponente só é superada pelo interior, que lembra muito mais um palácio do que um hotel. São 224 quartos e suítes, 3 restaurantes, 3 bares, um spa digno de reis, com piscina interna e externa, além de um complexo esportivo e estrutura para praticar esportes de inverno.

As diárias, já aviso, são salgadas para os nossos bolsos, ainda mais nesses dias de Real desvalorizado. Mas, se você tiver condições, nem que seja para um único fim de semana, vale muito a pena!

Os quartos variam de 40 a 125 m2 e têm decoração personalizada, com todos os recursos que você pode querer: TV por satélite com mais de 40 canais do mundo todo, rádio, cofre, minibar, wi-fi gratuito (e de boa qualidade, vale dizer!), acesso para deficientes, interligação entre acomodações (para famílias), aquecedor e até umidificador e climatizador (se você quiser).  Curiosamente, não têm ar-condicionado. Nem precisam: você abre as janelas e dá de cara com os Alpes e a brisa fresca que desce deles.

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DRINQUES E DELÍCIAS – Os restaurantes são espetaculares em todos os sentidos.  A começar pela decoração (veja as fotos), passando pelo serviço apuradíssimo e chegando, claro, na gastronomia. Eu, particularmente, adorei o Quaranta Uno, de cozinha italiana, que figura no guia GaultMillau com a boa avaliação de 13 pontos. Mas tem também o chiquérrimo La Terrasse (15 pontos GaultMillau) e o Jungfrau Brasserie, onde a decoração à moda da Belle Epoque faz você se sentir no final da década de 1920…

Para os que amam praticar esportes, além da ampla academia, há um centro esportivo com quadras de tênis indoor e outdoor, e serviços que permitem praticar snow golf, rafting, caiaque, paragliding, esqui, trekking e outras atividades de natureza nos vales, rios, lagos e montanhas da região.

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PARA CURTIR A PAZ – Quem preferir relaxar tem à sua disposição o caprichado Sensai Select Spa, ligado à marca Kanebo – uma das mais famosas do mundo. Massagens, banhos especiais, tratamentos estéticos e terapias relaxantes (experimente a shirodhara, com um fio de óleo quente sendo derramado em pontos-chave do crânio!) garantem uma experiência rara.

Somam-se aisso às saunas, solarium e jacuzzis numa área de 5500m2. Sem falar na deliciosa piscina aquecida, que tem a maior parte dentro do prédio, mas com saída para o exterior (que tal um banho durante o inverno, sob a neve?).

Mas, de todos os momentos, talvez o que eu tenha mais curtido tenha sido o drinque ao som do piano no Intermezzo Bar. Não, foi o espumante sob o sol de verão, de frente para os Alpes, nos jardins do Victoria Terrace… Sinceramente, não sei! Espero e recomendo que você, caro leitor, conheça o Victoria-Jungfrau. E aguardo sua opinião!

(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)

Victoria-Jungfrau Grand Hotel & Spa – Höheweg, 41, Intrlaken, Suíça

Visitado em julho de 2014

♦ Diárias: a partir de 482 francos suíços (baixa estação)
♦ Para crianças? Sim, diversas atividades
♦ Romântico? Sim
♦ Natureza? Sim, numa das mais belas regiões alpinas
♦ Vistas panorâmicas? Sim, para os alpes de Jungfrau
♦ Esporte? Esqui, snowboard, paragliding, rafting, canoagem, tênis, bike e golfe
♦ Conforto (de 1 a 10): 10
♦ Gastronomia (de 1 a 10): 10
♦ Spa (de 1 a 10): 8
♦ Hospitalidade (de 1 a 10): 10
♦ Passeios (de 1 a 10): 10

Saiba mais: Victoria-Jungfrau Grand Hotel & Spa

CONFIRA UM VÍDEO DO HOTEL E DA REGIÃO

Atacama parte 5

TIERRA ATACAMA HOTEL

O Tierra Atacama é mais que um hotel. Além do conforto, tem guias que levam os hóspedes aos mais belos lugares do deserto

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Enquanto a van percorria as poeirentas ruas de terra de San Pedro de Atacama, eu dizia para mim mesmo: será possível haver um hotel de alto padrão em um lugar tão ermo, que parece ter parado no tempo?

E essa sensação aumentou ainda mais quando o motorista disse: “Chegamos” e eu me deparei com uma espécie de curral.

Mas qualquer dúvida acabou quando pisei na recepção.

O Tierra Atacama Hotel Boutique & Spa é um inesperado hotel boutique de alto padrão, a cinco minutos de de San Pedro de Atacama. Mais do que isso, é a melhor opção de hospedagem em toda a região, não só pela qualidade dos serviços e instalações, mas pelo excelente rol de passeios e expedições inclusos na diária.

É um hotel com DNA de aventura. Foi criado pela família Purcell, a mesma dona da estação de esqui Portillo, que eu já descrevi neste post.

Assim como Portillo, o Tierra Atacama privilegia a aventura em um destino natural, mas com ambiente acolhedor, serviço impecável e conforto.

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Arquitetura e lendas – Mas e o tal “curral”? Pois bem, o hotel foi construído de forma a preservar uma centenária fazenda de criação de touros, onde descansavam os tropeiros que traziam gado desde a Argentina até o longínquo Porto de Antofagasta.

Quando a família Purcell comprou a propriedade, os arquitetos contratados decidiram manter os muros de adobe, incorporando-os ao acesso do hotel, como uma homenagem à história desta área.

O hotel conta hoje com 32 apartamentos projetados com detalhes inspirados na cultura do Altiplano. Os 16 apartamentos Oriente têm 35 m² e possuem terraços com vista para o vulcão Licancabur.

Já os 14 apartamentos Ocidente são de 37 m² e contam com banheira e terraço com vista para os jardins e para a Cordillera de la Sal.

Folheto com lenda atacamenha: todas as noites colocado no travesseiro

Também há duas hospedagens familiares, para até seis pessoas. Cada uma três quartos, com banheiros próprios, ocupando 97 m². Tudo com vista panorâmica, terraço privativo, ducha externa, calefação, ar condicionado, telefone e cofre.

As diárias não são nenhuma pechincha, é verdade. Prepare-se para gastar algo em torno de US$ 700 por noite. Mas compensa.

O sistema é all-inclusive e, diferentemente de muitos hotéis por aí (sobretudo no Brasil), isso não rebaixa o nível dos serviços.

Só para dar um exemplo, todo dia, ao chegar ao quarto para dormir, além dos tradicionais chocolatinhos e outros agrados do tipo, eu encontrava sobre a cama um simpático folheto com desenhos e um texto narrando alguma lenda atacamenha.

Nada apaga a experiência de encontrar essa fonte de bons sonhos sobre o travesseiro.

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Tudo de primeira e saudável – Os pratos servidos nas refeições são refinados e inovadores. A cozinha emprega ingredientes locais, muitos da própria horta. A carta de vinhos, como era de se esperar no Chile, é ampla e de ótimo nível.

Sem falar no bar, onde você pode pedir coquetéis tradicionais ou aqueles mais ousados, com toque próprio, como o pisco sour com pimenta malagueta, gengibre ou manga.

Não é um hotel grande, mas com ambientes muito bem projetados e amenidades que facilitam a vida do viajante. O bar, por sinal, tem vista panorâmica e existe ainda wi-fi em todos os ambientes, sala de televisão, sala de briefing das excursões (com um mapa enorme na parede que, por si só, já é uma atração) e sala de jogos para os pequenos.

Mas, de longe, o local mais agradável são as fogueiras ao ar livre com espreguiçadeiras e vista para o vulcão Licancabur.

Inigualável a experiência de tomar um bom tinto chileno nesse local, ao cair da noite, vendo as estrelas surgirem em um céu absolutamente imaculado pela poluição.

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SPA e aventuras – Em um deserto, a maior preciosidade é a água. Pois o nome Uma Spa significa “Spa da água” na língua local Aymara.

Esse conceito privilegia a piscina climatizada interior, com camas de borbulhas, jatos e cascatas, além do banho de vapor e áreas de relaxamento externas com vistas para o vulcão Licancabur. A saber: existe piscina exterior, jacuzzi e ofurô ao ar livre.

Há um bom leque de massagens e tratamentos especiais baseados nos elementos naturais do deserto e em produtos da marca L’Occitane.

Essas terapias são pagas à parte, mas o uso do spa, não. Aliás, vale dizer que as diárias incluem o longo transfer de e para o Aeroporto de Calama e open bar (só alguns vinhos premium e licores vintage têm custo adicional). Além disso, estão no pacote duas excursões de meio dia ou uma excursão de dia inteiro.

O forte do Tierra Atacama, por sinal, são as aventuras. E possível explorar as belezas do Altiplano em expedições de trekking, bicicleta, cavalo ou de carro, sempre acompanhado por guias que falam português (ou, ao menos, um espanhol fácil de entender) .

As excursões oferecidas são um mix de contemplação da paisagem, arqueologia e apreciação da flora e da fauna atacamenha.

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Para gente de todos os gostos e físicos – É tudo muito bem organizado. Logo ao fazer o check in, fui recebido pelo chefe dos guias, que faz uma preleção e ajuda os visitantes a escolherem as melhores excursões, de acordo com seus gostos, interesses e preparo físico.

Há desde levíssimas caminhadas pela vilazinha de San Pedro até escaladas de montanhas a mais de 5 mil metros de altitude. Detalhe: alguns guias têm formação em biologia, geologia e até astronomia.

Eu fiz algumas das excursões, que estão descritas nas outras partes desta reportagem. Mas existe muito mais.

Um dos destaques é a escalada de vulcões. Há duas opções. A subida do Láscar leva até 11 horas – é para quem tem fôlego e ama situações limite (mas com segurança).

Já a subida do Toco permite apreciar a bela Laguna Blanca em território boliviano, numa jornada de 7 horas.

As duas requerem aclimatação e algumas caminhadas prévias para evitar problemas como o mal de altitude. Mas a paisagem e o desafio compensam o esforço. 

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Observatório espacial – Por fim, o passeio mais simples, mas também o que mais me marcou: a visita noturna ao observatório espacial Alarkapin.

Ele não pertence ao hotel, mas fica em uma pequena construção anexa, com um telescópio que permite ver desde os anéis de Saturno até distantes supernovas. Tudo com explicações muito bem embasadas dos guias.

Mesmo a olho nu você desvenda galáxias, nebulosas, planetas e pode ainda flagrar diversos meteoritos entrando em nossa atmosfera. Ah, dá pra acompanhar diariamente a passagem da Estação Espacial Internacional também.

É uma experiência única e marcante. O Atacama foi eleito por astrônomos de diversos países o melhor lugar do mundo para observar o espaço. E só quem desfruta desse e de outros passeios entende por quê.

Saiba mais: Tierra Atacama Hotel Boutique & Spa 

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Atacama parte 4: Salar e flamingos

A imensa planície salgada é um dos principais atrativos turísticos do Atacama, com suas peculiaridades geológicas e seus simpáticos flamingos

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Imagine uma enorme planície de 100 km de comprimento por 80 km de largura, coberta de sal. Esse é o salar do Atacama, o maior fenômeno geológico desse tipo no Chile e o terceiro maior do mundo.

Ele fica na Reserva Nacional dos Flamingos, que tem esse nome, obviamente, devido à quantidade dessas aves nas lagunas formadas por ali. É uma grande depressão localizada entre a Cordilheira dos Andes e a Cordilheira Domeyko.

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Alto e profundo – Mas não pense que “depressão”, aqui, significa terras baixas. Como tudo no Atacama, ele fica numa altitude considerável – 2500 metros acima do nível do mar. Por isso, não se apresse. O fôlego agradece…

Aliás, por falar em altura, o Salar de Atacama espanta também pela profundidade. Em alguns pontos, o sal se acumula até 1450 metros abaixo da superfície!

Visitei o Salar no melhor período do dia: o finzinho da tarde. Nesse momento, a grossa crosta salina adquire cores diversas – tirei nada menos que 300 fotos ali.

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Um quarto do lítio do mundo! – O mais interessante é que não tem apenas sal ali. O Salar de Atacama inclui na sua composição bórax, potássio e acumula nada menos que 25% de toda a reserva de lítio do planeta! Daí não ser totalmente branco, mas sim de uma tonalidade que vai do bege ao rosa.

Os flamingos são uma atração à parte. Confesso que esperava ver mais deles, mas, ainda assim, essas aves encantam enquanto vagam nas lagunas emolduradas pelas montanhas das cordilheiras ao fundo.

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Por que são rosados? – Você deve estar se perguntando: se não há vegetação ali, do que eles se alimentam? Eu também fiquei encucado com isso e fui pesquisar. Nas lagunas salgadas, multiplicam-se pequenos organismos, em geral crustáceos, moluscos e algas bem incomuns. E logo são devorados pelos pássaros rosados.

Aliás, é a artemia (um desses pequenos organismos) que dá  a cor aos flamingos. Quando elas faltam, eles ficam com a penugem branca. Quando sobram, as aves se avermelham.

Ali por perto fica a aldeia de Tulor, um sítio arqueológico com 2.800 anos, ainda em estudo pelos pesquisadores. Por sinal, quem gosta de ciência, como eu, tem no Salar de Atacama um verdadeiro playground…

 

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Atacama parte 3: Arcoíris e Petroglifos

Formações rochosas de coloração ímpar e inscrições rupestres de um passado milenar garantem o fascínio no Valle del Arcoíris e em Yerbas Buenas

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A viagem é relativamente longa – cerca de duas horas, por 70 km de estradinhas que sobem aos terrenos mais altos. E a chegada é – literalmente – de tirar o fôlego. Afinal, estamos a mais de 3 mil metros de altitude.

Por isso, é preciso calma ao explorar o Valle del Arcoíris. Melhor assim: são tantas formações rochosas de cores variadas que a contemplação se transforma em fascínio.

Do verde ao ocre, do amarelo ao vermelho, quase todos os tons se encontram ali, naquilo que os chilenos batizaram de “catedrais de pedra”. Você acha no chão pedras incrustadas com os enigmáticos cristais negros. Também há quartzo, clorita e uma infinidade de minerais.

E não se trata de um lugar meramente “bonito”. O isolamento e o mistério que envolve a criação do cenário proporcionam a quem visita uma sensação incomum, de uma viagem psicodélica (não, eu não uso drogas), como se você estivesse em outra dimensão.

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Guarde na memória – Minha única frustração nesse lugar veio depois da visita: as fotos que tirei, definitivamente, não revelam nem metade da beleza.

Conversando com os guias, eles me disseram que isso é muito comum. Sobretudo porque as câmeras não captam a profundidade do cenário, responsável pela noção de distância e imponência dos rochedos coloridos.

Sem contar que, conforme o sol se move dia adentro, as tonalidades mudam!

Por isso, eu aconselho: não gaste todo seu tempo clicando e clicando. Suba numa das rochas menores, sente-se e admire. No Valle del Arcoíris, sua mente é o melhor cartão de memória.

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Os recados de um povo – a menos de 3 km do vale, há uma planície gigantesca. E, no meio dela, como que colocada propositalmente, uma formação rochosa com cerca de 400 metros de comprimento, por 50 de largura e uns 30 de altura.

Um marco proeminente na paisagem, tanto que, há milhares de anos, se transformou em ponto de referência e um grande painel de recados de povos de outrora.

Esse lugar se chama Yerbas Buenas. Está para os arqueólogos como a Disney para as crianças. Ali há centenas e centenas de inscrições rupestres dos povos atacamenhos, o que permite aos cientistas entender como viviam no passado, o que comiam, de onde para onde migravam e quase eram as ameaças às suas comunidades.

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Oásis do Atacama – Os pesquisadores afirmam que algumas das obras de arte têm mais de 2 mil anos. Eram, na verdade, recados dados aos passantes, já que a rocha servia de abrigo aos nômades e ajudava a proteger os animais que eles criavam. Suspeita-se ainda que ali existia uma mina de água, em tempos imemoriais.

Assim, espere ver desenhos de lhamas, pumas, crianças, poços de água, fazendas… E até da rica-rica, uma plantinha comestível do deserto que garantia hidratação a homens e bichos. Por sinal, a tradição se manteve e se modernizou: hoje em dia dá para tomar sorvete de rica-rica nos restaurantes de San Pedro.

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Atacama parte 2: Valle de La Luna

Não há na Terra um lugar tão parecido com Marte. E, por isso, até os robôs interplanetários da Nasa são testados neste recanto do Chile!

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Visitar o Valle de La Luna me deu a sensação de estar em um filme de ficção científica. Faz sentido: aqui a Nasa testa protótipos das sondas que envia a Marte, pois nenhum lugar na Terra se parece tanto com a superfície do Planeta Vermelho.

O Valle fica a apenas 13 km de San Pedro, está junto à Cordillera de La Sal e faz parte da Reserva Nacional dos Flamingos, um santuário natural protegido pelo governo do Chile.

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Violência geológica – É uma área imensa de dunas e formações rochosas de até 500 metros de altura, com contornos dramáticos, bem ao estilo dos recantos formados pela violência geológica de outras eras no país andino.

As imagens podem sugerir que o passeio seja difícil, mas isso não é verdade. Isso porque o estacionamento da entrada mais próxima a San Pedro fica já na área mais alta. Assim, a partir dele, você caminha 10 minutos e já está no topo da Grande Duna.

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O teatro da natureza – De lá, a visão do vale e da montanha chamada Anfiteatro (foto abaixo) é absolutamente fascinante. Por sinal, do caminho também se avista o vulcão Licancabur ao longo, com seus 5920 metros de altitude.

Vida animal? A única espécie que dá as caras por ali é um réptil, o lagarto-de-Fabian, Mas eu não tive a sorte de encontrá-lo.

Se você tiver bom preparo físico, pode descer para o fundo do Valle a pé. Mas lembre-se: estamos a mais de 2 mil metros de altitude, onde há menos oxigênio. Eu optei por ir de carro e não me arrependi.

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O sal da terra – Lá embaixo, pode se ver as encostas branquinhas. Mas não é neve, não. Trata-se de sal. Sim, essa região toda já esteve no fundo do oceano milhões de anos atrás, e o sal aflora na terra como que por mágica. Tanto que há uma antiga estação de extração do mineral por ali, a Mina Victoria.

Nessa porção mais baixa também estão as Três Marias, uma pequena formação de rochas muito incomum, como se fossem torres diminutas. Por incrível que pareça, alguns anos atrás um turista destruiu uma delas ao tentar se apoiar para fazer uma foto…

Por fim, vale a pena dirigir mais um pouco até o Mirante de Cari e a Piedra del Coyote. Trata-se de uma das  mais belas vistas panorâmicas da região, para o vale branquinho de sal e de onde se avistam as três cadeias de montanhas da região:  as cordilheiras Domeyko, De la Sal e dos Andes, claro.

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ESPECIAL ATACAMA

Nesta semana, publicarei aqui no blog uma matéria dividida em 5 partes sobre o Atacama, um dos mais belos recantos naturais do planeta!

Parte 1 – San Pedro de Atacama (18/11/2014)

Parte 2 – Valle de La Luna e o mirante de Kari (20/11/2014)

Parte 3 – Valle del Arcoíris e Petroglifos de Yerbas Buenas (21/11/2014)

Parte 4 –Salar de Atacama e os flamingos (22/11/2014)

Parte 5 – Tierra Atacama Hotel e Observatório Astronômico (23/11/2014)

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