Top 10: Newport e o Museu do Tênis

Ela está em 5º lugar nos meus 10 lugares marcantes do esporte. A cidade de Newport é famosa por seu charme e por ser a capital americana do tênis e do iatismo. Um lugar imperdível, próximo a Boston e NY

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Fotos: Visit Newport / Int. Tennis Hall of Fame

Se você for a Los Angeles, na Califórnia, verá a garotada nas ruas com vistosas camisas dos Lakers. Em Nova York, todo mundo tem um boné do Yankees. No Texas, só dá o uniforme azul do Dallas Cowboys. Agora, se você for a Newport, no estado de Rhode Island, a gurizada veste coletes salva-vidas, camisetas polo e bonés da America’s Cup.

“America’s, o quê?”, você pode estar perguntando. America’s Cup é uma competição de veleiros que acontece desde 1851 — o mais antigo troféu em disputa no esporte mundial. Durante 132 anos, ela foi realizada nas águas de Newport, o que tornou esta cidade a capital americana do iatismo e dos esportes náuticos.

Também é sede do Hall da Fama do Tênis, instalado em uma construção centenária, onde funcionou o antigo Cassino de Newport, com quadras onde se pratica o esporte desde o século 19 (veja amais adiante).

Uma cidade de sonho – antes de falar das atrações esportivas, vale a pena descrever um pouco esse lugar escolhido como recanto de férias pelos mais abastados da região da Nova Inglaterra (o nordeste dos EUA). Newport fica a 290 km de Nova York e a apenas 115 km de Boston. Alugar um carro  e dirigir até lá pelas estradas da costa é garantia de cenários indescritíveis.

Não é difícil perceber a tradição marinheira. Ao passear pela cidade, você depara com hoteizinhos batizados de Admiral’s Inn ou Mariner’s House e vê propaganda de excursões oferecidas em escunas (mas escunas de verdade, movidas a vela, feitas de madeira, e não os barulhentos barcos a motor que assim se vendem no litoral brasileiro). Até mesmo nos próprios iates da America’s Cup você pode passear, se quiser.

Ao contornar o waterfront — é assim que se chama a recuperadíssima região portuária —, você acha centenas de veleiros colorindo o cenário.

O passeio melhora ainda mais conforme se segue pela Ocean Drive rumo ao Parque Estadual de Fort Adams. Nesse lugar, desponta uma antiga fortaleza que defendia Newport dos piratas, no passado.

Ao lado, espalham-se escolas de náutica e o museu do iatismo, onde vez por outra aparece a taça da America’s Cup.

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Guloseimas americanas – Nessa porção histórica, aliás, vale a pena estacionar para curtir uma especialidade local. É o fudge, um tipo de doce de leite com vários sabores: amêndoas, chocolate, baunilha… Há uma loja em cada esquina, com cozinheiros preparando o puxa-puxa em panelões à vista de todos.

Longe das calorias do fudge, o entorno da cidade também reserva atrações históricas, ainda que isoladas. É o caso da St. Mary’s Church, onde John Kennedy e Jacqueline Bouvier se casaram, em 1953. Ou, ainda, do Oceancliff Hotel, construído em 1896 e hoje sede de festas de formatura da Universidade Harvard.

Sem falar da casa em que morou o presidente americano Dwight Eisenhower. Tudo de frente para a Baía de Narragansett e para a Pell Bridge, que liga Newport ao continente. Ao voltar da Segunda Guerra, o comandante americano só queria paz. E ele a encontrou em um rochedo à beiramar.

Incríveis mansões – Sua casa é apenas uma das famosas “Mansões de Newport”. Elas ficam, em sua maioria, na Bellevue Avenue. Os casarões são resultado de um curioso modismo: no final do século 19, os mais notórios milionários do país decidiram disputar para ver quem construía a mais suntuosa.

Como resultado, seis dessas residências foram declaradas Patrimônio Cultural dos Estados Unidos. As mais famosas são a Rosecliff, onde foi filmado O Grande Gatsby, em 1974, e a The Breakers, com setenta quartos, construída pelo magnata das ferrovias Cornelius Vanderbilt II.

Para os mortais, o que vale é que essas mansões têm as fachadas expostas ao público (ao contrário, por exemplo, das moradas de celebridades de Hollywood, quase todas escondidas atrás de muros) e muitas ficam abertas a visitação, abrigando concertos e exposições de arte.

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O templo do tênis – Conforme se vai ao centro da cidade, longe do mar, surge o Hall da Fama do Tênis – o maior museu do tênis de todo o mundo. Mais que isso, é um lugar mágico, sede do antigo Cassino de Newport, com quadras históricas, onde foi disputado o primeiro campeonato nacional de tênis dos EUA, em 1881.

O acervo é pra lá de interessante. Inclui desde as raquetes mais antigas, usadas no Século 12 em uma modalidade arcaica do esporte, até camisas, troféus e outros artigos de tenistas renomados da atualidade.

Tem até o histórico telegrama de congratulações Jackie Robinson, o homem que quebrou a barreira do racismo no beisebol, para Arthur Ashe, o primeiro grande tenista negro dos Estados Unidos.

Sem contar os audiovisuais que contam histórias e curiosidades do esporte – muitos deles contendo imagens raras do começo do Século 20, além de bastidores das granes estrelas do esporte.

Eu nem sou muito fanático por tênis, mas o museu é tão bem feito que passei duas horas lá dentro me deliciando com cada nicho, cada painel e cada vídeo.

Detalhe: há fotos e entrevistas dos brasileiros Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten – os dois únicos brasileiros eleitos para o Hall da Fama. Lembro de ter ficado arrepiado ao ver um vídeo da nossa tenista campeã logo na sala de entrada do museu.

Confira a página de Guga no Hall da Fama clicando aqui: http://www.tennisfame.com/gustavo-kuerten

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Vale lembrar que esse lugar é uma espécie de templo do esporte, onde ocorrem torneios amistosos e beneficentes.  Não é raro ver astros do passado como Joe McEnroe e Jim Courier se enfrentando na quadra de grama, assistidos por Matts Wilander, Todd Martin, Wayne Ferreira e outros medalhões.

O International Tennis Hall of Fame foi uma grande surpresa para mim. E será para você também, goste ou não de tênis, pode acreditar!

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International Tennis Hall of Fame

Entrada: US$12 (menores de 16 não pagam)

Há audioguia em português

Saiba mais: www.tennisfame.com

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