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Um jogo da NFL no Gillette Stadium!

O advogado e fã de futebol americano Rodrigo Becker conta a experiência de ver uma partida da NFL no estádio do New England Patriots

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Texto e fotos por Rodrigo Becker*

Já fiz aqui para o blog do Mancha um post sobre o jogo que vi no SunLife Stadium, em Miami. Agora, escrevo sobre a segunda partida a que assisti na temporada passada da NFL em solo americano.

Em novembro, desembarquei em Boston para Patriots x Steelers no Gillette Stadium. Esse jogo tinha um atrativo a mais: é que eu sou torcedor dos Steelers e minha mulher é torcedora dos Patriots. Então a partida veio a calhar.

Antes de falar do dia do jogo, é importante tratar sobre os ingressos. Entradas para os jogos dos Patriots estão entre as mais caras e concorridas da NFL. Por essa razão, as opções no site da NFL são poucas, e a forma mais viável de conseguir é o site StubHub.

Os ingressos – Comprei cada ingresso por U$ 250. Achou caro? Pois saiba que esses ingressos eram no Setor 312, numa das últimas fileiras (acho que tinham umas 10 fileiras acima de mim). Para se ter uma ideia, um ingresso na mesma posição no SunLife Stadium em Miami, ou no Georgia Dome em Atlanta, sai por volta de U$ 50.

Vale mencionar que o StubHub, para mim, é sempre a melhor opção. Trata-se de ingressos mais baratos porque são revendidos por aqueles que compraram o carnê para a temporada inteira, mas não podem ir a um ou outro jogo. Então revendem no site, que e é tão confiável que diversos estádios e arenas no Estados Unidos fazem propaganda dele.

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Como ir ao estádio – Para chegar ao Gilette Stadium, é muito fácil, mas também cansativo. Fácil porque basta ir à Back Bay Station ou à South Station (ambas estações centralizadas em Boston), que de lá saem trens diretos para o estádio, sem paradas. Por outro lado, é cansativo porque o Gilette Stadium não fica em Boston, mas numa cidade próxima chamada Foxborough – cerca de uma hora de viagem.

Eu comprei os tickets do trem com antecedência, do Brasil, porque li algumas pessoas dizendo que eles acabam no dia do jogo. É muito fácil, basta ir ao site, comprar, e fazer o download no próprio celular. Ou, ainda, imprimir em casa.

Lembre-se de adquirir a passagem de ida e volta, porque na volta não tem onde comprar. E atenção: esses trens só existem em dias de jogos e só saem em horário marcado. Para descobrir os horários visite este site.

A ida é muito tranquila, com o trem entupido de torcedores, mas todos sentados, sem problemas.

Antes do jogo – A chegada é numa estação em frente ao Gillette Stadium. Anda-se uns 500 metros até chegar aos portões. No caminho, havia diversas pessoas fazendo tailgate, mesmo no frio de – 2˚C.

Ao lado do estádio tem uma imensa loja dos Patriots, que vende de tudo. A loja é grande mesmo, muito maior que outras da NFL, e as filas para compra são igualmente muito grandes. Mas se você chegar cedo, é tranquilo. Lembre-se que no final do jogo é pior ainda pra comprar.

Vindo de trem, você vai entrar pelo lado do “Bank of America”. É muito legal a vista. Tem uma colina em que dá pra subir e ter uma excelente visão do estádio (veja a foto). Ao lado, diversos bares e restaurantes com telões. E eles são climatizados, pra quem não estiver a fim de encarar o frio.

Entrei no estádio pela Patriots Place Ramp. Como eu estava no setor mais alto, a caminhada é longa. E como eu fiquei muito tempo fora, batendo fotos e encarando a loja, entrei perto do jogo começar.

Aí uma cena me chamou a atenção: enquanto eu subia a rampa, começou a tocar o hino americano e diversas pessoas pararam no meio da rampa, e começaram a cantar. Eu não sou americano, então segui em frente.

Muito embora fosse alto o meu lugar, a visão era ótima. O problema foi a temperatura. Estava – 2˚C, anoitecendo, e o frio só aumentava. As pessoas levam cobertores e tudo o que for possível para focar mais confortável. E o estádio estava lotado. É que pra eles é normal assistir jogos assim.

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Comida, bebida e football! – A comida segue o padrão americano de estádios, e os preços são caros, mas também no padrão americano. Pra quem pagou R$ 13 numa Bud e R$ 10 num hambúrguer durante a Copa do Mundo, a diferença é muito pequena.

Destaque para a cerveja que vinha na temperatura ambiente e estava gelada. Assim como nos outros estados, em Massachussets, a partir do terceiro quarto, não se vende mais cerveja.

Com relação ao jogo, dei sorte e azar. Sorte porque vi um jogo em que o resultado final foi 55 x 31, cheio de touchdowns. Azar porque quem levou os 55 pontos foram os Steelers.

Admito que perdi dois touchdowns porque tinha ido comprar cerveja, mas não estava muito difícil perder algum ponto no jogo de tantos que foram marcados.

A saída do estádio foi tranquila, mas aqui há um ponto importante. O trem que volta à Boston sai com horário marcado e só tem um trem. Isso mesmo, se perder esse trem, só de taxi. Portanto, o que eu disse acima ganha ainda mais importância: não deixe para ir à loja dos Patriots no final pra não correr o risco de perder o trem, que sai 30 minutos após o apito final.

Vale ressaltar que, apesar de serem mais de 20 vagões, só tem um e, por isso, é bom chegar logo na estação pra pegar um lugar sentado na volta, pois o trajeto dura 1h.

Valeu demais a ida pra conhecer esse estádio, ícone da NFL, mas se eu pudesse, voltaria quando não estivesse tão frio por lá.

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Rodrigo Becker, 36 anos,
é advogado, mora em Brasília
e torce para os Steelers.

Saiba mais: Gillette Stadium.

 

Para agitar os fãs de futebol americano

Recém-inaugurado em Atlanta (EUA), o College Football Hall of Fame é uma atração imperdível para todos os que curtem o esporte da bola oval

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Se você gosta de futebol americano, acaba de ganhar mais uma atração para visitar quando for aos Estados Unidos. Foi inaugurado esta semana o novo Hall da Fama do Futebol Americano Universitário. E a notícia boa para os brasileiros é que ele fica em Atlanta, na Geórgia – portanto, a um simples voo direto do Brasil (a Delta Airlines, em parceria com a Gol, oferece essa opção).

O novo College Football Hall of Fame substitui o antigo, que era muito modesto e ficava no interior de Indiana. Agora está no coração de Atlanta, ao lado do célebre Centennial Olympic Park (onde se realizavam as festas durante a Olimpíada de Atlanta) e bem pertinho de três grandes atrações turísticas da cidade: o Georgia Aquarium, o World of Coca-Cola, e o CNN Center.

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Foram gastos nada menos que US$ 67 milhões para construí-lo. Ele abriga nove áreas temáticas:

  1. The Quad – Um display com nada menos que 700 capacetes de universidades de todo o país;
  2. The Playing Field – Um minicampo de futebol americano onde adultos e crianças podem brincar de lançar, chutar e correr com a bola, sempre com a tecnologia medindo os resultados;
  3. Chick-fil-A Why We Love Football – Uma supertela touchscreen de 20 metros onde você viaja pela história do esporte;
  4. Game Day Theater – Um auditório com tela de definição ultra alta, onde são exibidos jogos, documentários e filmes;
  5. Coca-Cola Fans’ Game Day – Uma exposição interativa e multimídia que mostra o jogo pelos olhos dos fãs, desde o Século 19;
  6. Kia Building A Champion – Exposição das histórias humanas que estão por trás dos grandes atletas e técnicos, com muito dos bastidores e da vida pessoal deles;
  7. AT&T Game Time – As jogadas mais famosas da história, as rivalidades e uma visita virtual 360º aos principais estádios;
  8. Chick-fil-A Building Leaders – Uma galeria dos grandes jogadores universitários que em vez de ir para a NFL se tornaram homens de destaque em várias áreas profissionais, de astronautas a políticos.
  9. College Football Hall of Fame – O hall da fama propriamente dito, ou seja, a galeria dos bustos dos imortais do esporte;

Além disso, ainda tem loja de suvenires e lanchonete. A entrada é US$ 50 para adultos e US$ 25 para crianças de 12 anos ou menos.

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Saiba mais: College Football Hall of Fame

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