MITOS DE VIAGEM – PARTE 3

Nesta semana, escrevo sobre coisas que os brasileiros “aprenderam” sobre viagens ao exterior, mas que nem sempre são verdades. Dividi o post em 4 partes.  Aqui a terceira parte!

11) Ficar doente? Eu, não! Minha saúde é de ferro!

Paid_SickFamous last words… Vou contar minha experiência pessoal. Fiz dezenas e dezenas de viagens para o exterior na vida, e só algumas vezes fiquei doente. Numa delas precisei usar o seguro. Naquela ocasião, se não tivesse esse recurso, gastaria uma pequena fortuna em hospital. E olha que eu só tive uma breve crise de pedra na vesícula, que passou rapidamente. Mas conheço até quem enfartou nos Estados Unidos (e não era idoso, tinha quarenta e poucos anos). Se não fosse pelo seguro, a pessoa teria provavelmente sido obrigada a vender um carro (ou dois) para pagar hospital, médicos e remédios. Aliás, caso você não saiba, o seguro de saúde em viagem é obrigatório para quem pretende viajar a países da Comunidade Europeia. Quanto a doenças mais leves – como gripes e indisposições gastrointestinais – lembre-se de duas coisas: em primeiro lugar, no avião, o ar viciado e a proximidade com centenas de pessoas de outros lugares criam a situação perfeita para você capturar vírus e bactérias que seu organismo ainda não conhece; em segundo lugar, nem sempre seu organismo está habituado aos ingredientes da comida do lugar para onde você vai. Por isso, nunca deixe de levar remédios para esses tipos de problemas.


12) Qualquer coisa, a embaixada me socorre…

ConfusionNão é bem assim. Em tese, as representações diplomáticas no exterior só ajudam em caso de perda de passaporte e – às vezes – se você tiver problemas com a justiça local. Foi roubado? Azar seu. Perdeu sua bagagem? Vire-se. Ficou doente? Boa sorte. Levou um golpe do hotel/restaurante/loja? Não espere um diplomata indo te acudir, porque isso não acontecerá. A dica é não contar com a sorte, mas sim com seguros, concierge de cartões de crédito (conhece esse serviço?) e familiares bem instruídos aqui no Brasil.


13) Melhor ativar um plano de roaming…

Dollar Money Phone ConceptTem gente que gosta. Eu, com toda sinceridade, acho uma roubada usar os planos de roaming das operadoras brasileiras. Fiz isso três vezes na minha vide e, em todas elas, a conta veio bem maior do que eu esperava, porque a forma de contabilizar os dados de internet não são lá muito claras e existem um monte de letrinhas pequenas nos contratos… Há formas bem mais interessantes, como comprar um sim card local (o “chip”) já carregado para voz e internet. Você acha no aeroporto e muitas vezes o próprio funcionário da loja instala no seu smartphone e configura para você – sempre por um preço fixo, sem surpresas no final.


14) Museu é coisa chata e pra velho…

art-museumTalvez isso seja verdade para muitos museus brasileiros, que pararam no Século 20. Mesmo assim, museu nunca é ruim, na minha opinião. Ok, minha opinião não vale tanto porque eu sou fanático por história – seja do que for. Mas saiba que na Europa e na América do Norte, os museus hoje são supermodernos, interativos e quase sempre amigáveis para a criançada também. Recentemente, numa viagem para Valência, na Espanha, fiquei espantado com a quantidade de meninos e meninas na faixa dos 10 anos de idade se divertindo na Cidade das Artes e das Ciências, como se fosse um parque de diversões. Os adultos podem até ser mais comedidos, mas, com a tecnologia dos dias de hoje, ninguém mais consegue achar museu uma “coisa chata”.


15) Argentinos odeiam brasileiros

brasil-argentina-npPelas minhas contas, já viajei oito vezes à Argentina. Nunca, absolutamente nunca fui maltratado por ser brasileiro. Já levei golpe de taxista (troco em notas falsas), mas não por ser “brazuca” – os caras fazem isso com qualquer um, inclusive argentinos. De resto, os hermanos nos adoram, sobretudo em Buenos Aires, onde o turismo é fonte importante de renda. Claro que, se você enveredar pelo tema futebol, vai ter um divertido embate de palavras. E se for a um estádio com a amarelinha, pode sim ser hostilizado (torcedor é torcedor no mundo todo…). À parte do mundo da bola, os argentinos gostam e muito dos brasileiros, vivem falando de nossas praias, das viagens que já fizeram pra cá e muitas vezes até arriscam falar português para nos agradar. Vá sem medo!


 

Aguarde a quarta e última parte nesta quarta-feira!

Veja as outras partes:

MITOS DE VIAGEM – PARTE 1

MITOS DE VIAGEM – PARTE 2

MITOS DE VIAGEM – PARTE 4

3 comentários em “MITOS DE VIAGEM – PARTE 3”

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