Vai viajar? Faça seu checklist (parte 2)

Nesta parte 2 das dicas de viagem, tudo aquilo que você precisa lembrar se for praticar esportes ou atividades físicas na sua viagem ao exterior

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Este post está dividido em 3 partes:

1) Dicas para todo tipo de viagem

2) Dicas para quem vai praticar esportes 

3) Dicas para quem vai ver eventos esportivos 

 

 

Parte 2: Dicas para quem vai praticar esportes 

Equipamentos

São diversas as precauções que você deve tomar antes de embarcar. Confira:

  1. Tamanho faz diferença! Se você vai levar bicicleta, prancha de surfe, esquis ou qualquer equipamento grande, pare tudo o que está fazendo e ligue agora para a companhia aérea! Sim, há regras especiais (veja o caso das bicicletas na Gol) e, se você não cumpri-las, pode nem conseguir embarcar.
  2. E os pequenos? E se meu equipamento é pequeno? Raquetes de tênis ou capacetes, por exemplo? Mesmo assim, vale a pena entrar em contato com a companhia aérea. Os critérios variam muito. No caso das raquetes e dos capacetes, por exemplo, algumas permitem levar como bagagem de mão, outras exigem que sejam despachadas no compartimento de carga.
  3. Todo cuidado é pouco – Uma pequena avaria na bike, prancha, esqui, raquete ou seja lá o que for pode arruinar seus planos na viagem. Então não economize na proteção de seu equipamento. Compre o melhor case que existir, embale com todo cuidado, com muito plástico bolha, muita silver tape e excesso nas pontas e saliências. Alías, desmonte o que for possível. Tenha em mente que os funcionários que levam e trazem as bagagens para os aviões não são as pessoas mais cuidadosas do mundo…
  4. Burocracias mil… Dependendo do país para onde você vai, seu equipamento pode ter restrições de alfândega. Principalmente se for (ou tiver cara de) novo. Consulte antes o site de “customs” do destino de sua viagem e preencha a papelada que for necessária. E sempre, sempre leve sua nota fiscal original.
  5. Confira logo ao chegar – Pegou seu equipamento na esteira? Abra imediatamente e confira se está tudo OK. Porque as companhias aéreas não aceitam reclamações depois que você sai da área de desembarque. Se houver algo quebrado ou faltando, vá direto ao balcão de reclamação, que sempre fica perto das esteiras de bagagens.
  6. Se der, leve consigo! Existem coisas que não dá pra substituir se você perder. Não pelo preço, mas pelo “costume”: aquele par de tênis (ou chuteiras) que já está amaciado e acostumado a seus pés, aquela sua máscara de mergulho que encaixa direitinho, a roupa de neoprene que você ajustou pro seu tamanho… faça o possível para levar esse tipo de coisa na bagagem de mão. Deixe nas malas despachadas só o que pode ser substituído sem problemas (roupas comuns, cosméticos etc.). Assim, se houver extravio, você não prejudica (muito) sua atividade esportiva.
  7. E as bolas? Ok, você foi ao exterior, praticou seu esporte e decidiu trazer uma bola na volta. Seja ela de futebol, basquete, vôlei, futebol americano e até tênis, há regras especiais nos aviões. Por incrível que pareça, as bolas em geral são classificadas como artigos perigosos por conterem gases comprimidos. Por isso, devem ir na bagagem despachada, de preferência vazias. E se você quiser levar na bagagem de mão, terá que esvaziá-las (Não acredita? Veja este caso, que aconteceu numa viagem doméstica )  

Sua saúde

A verdade é a seguinte: avião é um ambiente pra lá de insalubre.

Começa pela pressão atmosférica. A menos que você more em Machu Picchu, nunca estará adaptado a um avião. Isso porque o interior de uma aeronave comercial em voo de cruzeiro tem oxigênio equivalente ao de um lugar a 2400 metros acima do nível do mar. Ou seja, se você mora no Rio de Janeiro (nível do mar) ou mesmo em São Paulo (800 metros), vai sempre encarar um ambiente “estranho” num avião.

Tem mais: a umidade relativa do ar nos aviões é sempre inferior ao recomendado pelos médicos. Varia de 9% a 20%. Para se ter uma ideia, nas grandes cidades, é decretado estado de emergência quando a umidade cai abaixo de 12%.

Sem contar que a presença de centenas de pessoas juntinhas favorece a transmissão de vírus. Ainda mais quando há pessoas de vários países – carregando variedades distintas de vírus, para os quais os demais não estão imunes ainda.

Finalmente, as horas e mais horas sentado numa poltrona apertada da classe econômica representam um castigo aos músculos e à coluna vertebral.

Há bons artigos na internet sobre a insalubridade dos aviões

Nada disso representa um grande problema se você viaja apenas a lazer. Mas se vai competir e fazer esforço físico, aí a coisa muda de figura. É preciso tomar algumas precauções:

  • Beba muito líquido, mesmo que não sinta sede (mas não álcool!). Não tenha vergonha de pedir água aos comissários. Eles têm a obrigação de lhe fornecer!
  • Opte por uma poltrona de corredor. Assim, você pode levantar quantas vezes quiser para se alongar e para ir ao banheiro (essencial se estiver se hidratando constantemente).
  • Levante-se e alongue-se, no máximo, de duas em duas horas.
  • Tire os sapatos. Se puder, leve um par de chinelos.
  • Máscara hospitalar: não tenha vergonha de levar e usar no avião. Quase ninguém faz isso no Brasil, mas é muito comum no exterior (sobretudo na Ásia). Melhor pagar esse “mico” do que pegar uma gripe em véspera de competição.
  • Leve um tapa-olhos para poder dormir mesmo com claridade.
  • Leve protetores auditivos, desses que são vendidos nas farmácias, para que o barulho dos motores não o incomode durante o sono.
  • Leve um colírio para hidratar os olhos.
  • Faça hidratação nasal durante o voo. Pode parecer “frescura”, mas é essencial para quem vai praticar atividades físicas. Veja por quê e como fazer isso.
  • Evite refeições pesadas no dia do voo.
  • Se você é vegetariano, hipertenso ou diabético, saiba que as companhias aéreas fornecem refeições especiais sem nenhum custo. Basta reservar com dois dias de antecedência.
  • Tente reservar um voo que chegue ao destino pelo menos 3 dias antes da competição ou da atividade física. Assim você tem tempo suficiente para se recuperar do ambiente insalubre do avião e se adaptar ao fuso horário.
  • Uma vez no destino, deixe para provar a culinária local depois da competição ou atividade física. Assim não corre riscos de se indispor com alimentos com os quais não está acostumado.

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Amanhã, a 3ª parte: Dicas para quem vai acompanhar eventos esportivos

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2 opiniões sobre “Vai viajar? Faça seu checklist (parte 2)”

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