10 razões para ver beisebol em Toronto

A metrópole canadense é deliciosa de visitar. E tem um estádio simplesmente fantástico!

Já vou adiantando: a fase atual dos Blue Jays não é um dos motivos. Mas, sim, existem razões de sobra para você começar a poupar dinheiro e definir Toronto, no Canadá, como sua próxima viagem ao exterior. Com jogo da MLB no roteiro, claro.

Eu estive lá recentemente, durante uma press trip por vários lugares do Canadá, a serviço da revista Viajar pelo Mundo. Aproveitei para ver o time da casa enfrentando os Red Sox. Foi uma experiência de jogo incomparável (ainda que os Jays tenham perdido de 15 a 1…).

Não me entendam errado. Há dezenas de estádios mundo afora onde é muito legal ver jogo. NFL em Dallas, Premier League em Manchester, tênis em Roland Garros, NBA no Madison Square Garden… Não faltam exemplos.

Mesmo no beisebol, há campos históricos, como o Fenway Park ou o Yankee Stadium, onde a mística é tão envolvente quanto a partida em si. Se tiver chance, vá a um deles!

Mas a mais completa experiência de entretenimento que já tive ao colocar um evento esportivo no foco aconteceu no no Rogers Centre, em Toronto. Enumerando os motivos…


1) A facilidade de chegar

Ao contrário de muitos estádios e arenas famosas, o Rogers Centre fica na região central de Toronto, perto de tudo, muito fácil de chegar por transporte público, uber, táxi ou mesmo a pé, se você estiver hospedado na parte turística da cidade.


2) O entorno do estádio

Ele fica simplesmente aos pés da CN Tower – a maior atração turística de Toronto e uma das mais procuradas de todo o Canadá. Com seus 553 metros de altura, ela domina a paisagem. E como abre cedinho e fecha depois das 22h, você pode visitá-la antes ou depois da partida. Aliás, está também ao lado do incrível Aquário de Toronto e a dez minutos do Harbourfront, na beira do Lago Ontário, onde aos fins de semana milhares de pessoas passeiam em meio a apresentações musicais, barraquinhas de comida, teatro de rua e um monte de outros atrativos)


3) A civilidade dos canadenses

A checagem de segurança, na entrada, é cuidadosa, mas muito mais respeitosa do que nos estádios dos EUA, por exemplo. No Rogers Centre, você pode levar sua mochila, o que é proibido nos estádios americanos. Lá dentro, funcionários polidos e sorridentes. Mas rígidos com algumas regras. Uma delas: não tem “entra e sai” dos assentos com jogo rolando, mas só no intervalo entre innings ou entre as partes alta e baixa de um deles. Assim, ninguém perde aquele arremesso sensacional ou uma rebatida incrível porque tinha um chato passando na sua frente com quinze hot dogs nas mãos.


4) Os mimos para a torcida

Difícil ir a um jogo ali e sair de mãos abanando. Se você chegar cedo (duas horas antes do jogo), é grande a chance de ganhar uma camiseta, uma revista, um pôster… No dia em que fui, nada menos que 20 mil (eu disse vinte mil!) bolas de beisebol comemorativas foram dadas de graça aos que primeiro chegaram.


5) As lojinhas dentro do estádio

Chegou em cima da hora e não ganhou presente? Tudo bem, tem um monte de quiosques de venda de produtos. Isso pode não parecer novidade – todo estádio na América do Norte possui lojinhas, é verdade. Mas, quase sempre, elas oferecem apenas camisas, bonés e um ou outro objeto, como chaveiros ou pins. No Rogers Centre, pela primeira vez vi livros de esporte à venda, assim como jogos de tabuleiro e brinquedos de qualidade superior. O marketing, ali, é sério!


6) O teto retrátil

Sério… não tem coisa mais bacana que ver um enorme teto se fechando quando começa a chover e se abrindo se volta o sol. Aconteceu quando eu estava lá… (vídeo).


7) Capricho em todos os cantos

Para começar, banheiros limpos – mesmo no fim do jogo. Quem frequenta estádios brasileiros sabe como faz diferença. Mas não é só isso. No Rogers Centre, rolam até murais feitos por artistas contemporâneos famosos, atrás das arquibancadas. A impressão é que os caras querem que cada centímetro do estádio exale capricho e excelência.


8) Comida, comida e mais comida!

Não é segredo que o fã de beisebol adora comer. Isso faz parte da experiência. Então por que não radicalizar? Bom, eu contei pelo menos 16 franquias diferentes de alimentação no Rogers Centre. De amendoins açucarados a sanduíches veganos (grandes e atraentes, por incrível que pareça). De costela assada a pizza. De frutas frescas a sorvetões de 3 mil calorias. E hot dogs de todos os tipos e tamanhos, claro.


9) A igualdade

Um ambiente tão civilizado e seguro atrai famílias, casais e mulheres em grupo ou desacompanhadas. Na minha visita, eu comecei a brincar de fazer estatística. Ou seja, eu contava num grupo de 20 pessoas quantos eram homens ou mulheres. Fiz isso umas quatro vezes. Resultado: meio a meio. Em que estádio do mundo você já viu isso?


10) O ônibus hop-on/hop-off

O Rogers Centre é uma das paradas do City Sightseeing Toronto, o ônibus double deck aberto que percorre todos os pontos turísticos da cidade (eles chamam de “hop-on/hop-off”). O bilhete custa 36 dólares canadenses (cerca de R$ 90). Parece caro, mas… você pode subir e descer quantas vezes quiser durante 48 horas nos 21 lugares turísticos mais bacanas da metrópole. Também ganha um cruzeiro de graça pelo Lago Ontário. Quando estive lá, passei a manhã no castelo conhecido como Casa Loma, visitei o Museu Real de Ontário e ainda dei uma passadinha no Hall da Fama do Hóquei no Gelo, antes de ir para o estádio ver a partida.


Se nada disso te convenceu, bom… azar seu! Risos…

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