Atacama parte 4: Salar e flamingos

A imensa planície salgada é um dos principais atrativos turísticos do Atacama, com suas peculiaridades geológicas e seus simpáticos flamingos

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Imagine uma enorme planície de 100 km de comprimento por 80 km de largura, coberta de sal. Esse é o salar do Atacama, o maior fenômeno geológico desse tipo no Chile e o terceiro maior do mundo.

Ele fica na Reserva Nacional dos Flamingos, que tem esse nome, obviamente, devido à quantidade dessas aves nas lagunas formadas por ali. É uma grande depressão localizada entre a Cordilheira dos Andes e a Cordilheira Domeyko.

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Alto e profundo – Mas não pense que “depressão”, aqui, significa terras baixas. Como tudo no Atacama, ele fica numa altitude considerável – 2500 metros acima do nível do mar. Por isso, não se apresse. O fôlego agradece…

Aliás, por falar em altura, o Salar de Atacama espanta também pela profundidade. Em alguns pontos, o sal se acumula até 1450 metros abaixo da superfície!

Visitei o Salar no melhor período do dia: o finzinho da tarde. Nesse momento, a grossa crosta salina adquire cores diversas – tirei nada menos que 300 fotos ali.

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Um quarto do lítio do mundo! – O mais interessante é que não tem apenas sal ali. O Salar de Atacama inclui na sua composição bórax, potássio e acumula nada menos que 25% de toda a reserva de lítio do planeta! Daí não ser totalmente branco, mas sim de uma tonalidade que vai do bege ao rosa.

Os flamingos são uma atração à parte. Confesso que esperava ver mais deles, mas, ainda assim, essas aves encantam enquanto vagam nas lagunas emolduradas pelas montanhas das cordilheiras ao fundo.

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Por que são rosados? – Você deve estar se perguntando: se não há vegetação ali, do que eles se alimentam? Eu também fiquei encucado com isso e fui pesquisar. Nas lagunas salgadas, multiplicam-se pequenos organismos, em geral crustáceos, moluscos e algas bem incomuns. E logo são devorados pelos pássaros rosados.

Aliás, é a artemia (um desses pequenos organismos) que dá  a cor aos flamingos. Quando elas faltam, eles ficam com a penugem branca. Quando sobram, as aves se avermelham.

Ali por perto fica a aldeia de Tulor, um sítio arqueológico com 2.800 anos, ainda em estudo pelos pesquisadores. Por sinal, quem gosta de ciência, como eu, tem no Salar de Atacama um verdadeiro playground…

 

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