20 MITOS DE VIAGEM

Sabe aquela dica que você ouviu falar dez anos atrás? Ou aquela “verdade absoluta” que um amigo te contou sobre viagens ao exterior? Pode ser que a coisa seja um pouco diferente…

 

1) Pra que gastar com hotel bom? Só vou dormir lá…

Essa frase só faz sentido se você é muito jovem, viaja sozinho e tem saúde e disposição para ficar 18 horas por dia acordado. Porque, do contrário, hotel ruim é garantia de estragar sua viagem. Nada pior que ver uma barata no quarto e passar a noite toda com a sensação de que ela veio dormir de conchinha com você. Ou, ainda, encontrar pelos de outras pessoas na pia, toalhas mal cheirosas, restos de comida sob a cama ou ter que ouvir a trilha sonora sexual dos hóspedes do quarto ao lado (sim, eu já presenciei tudo isso). Sem contar aqueles hotéis onde você nunca tem a segurança de encontrar seus pertences ao voltar. Ah, e tem ainda os hotéis de boa qualidade e com bons preços, mas que ficam tão longe das atrações que todo passeio se torna uma maratona de ônibus, metrôs ou taxis. Não se iluda: toda viagem tem aquele dia em que você quer relaxar no hotel – e ás vezes curtir o que ele oferece, como spa, piscinas e restaurantes. Então é isso: você não precisa exagerar, mas um hotel limpo, confortável e bem localizado é essencial.


2) Vou usar ônibus e metrô para ir a todos os lugares!

onibusDe fato, há muitas cidades em que o transporte público dá conta do recado: Nova York, Paris, Londres, Berlim, Tóquio, Sydney… Mas em toda viagem, chega um momento em que você está cansado e quer um pouco de conforto. Sobretudo se vai fazer compras e carregar sacolas. Então permita-se usar um táxi. Ou a opção mais recente, o Uber, que funciona muito bem em diversos países. Além disso, há lugares onde depender de ônibus e metrô é uma enorme roubada: Orlando, Miami e Los Angeles, por exemplo.Nesses casos, vale a pena alugar um carro, para ter a chance, inclusive, de pegar a estrada e conhecer os arredores. Isso é particularmente recomendável no caso  das pequenas cidades europeias, que têm atrações espalhadas pela zona rural ou municípios vizinhos.


3) Dirigir no exterior é moleza: sou bom no volante!

dirigirNão, dirigir fora do país não é tão fácil e você não é tão bom quanto pensa. Aqui em nosso país, nos acostumamos a fazer conversões proibidas, cortar pelo acostamento, furar sinal vermelho de madrugada ou quando não vem carro no outro sentido, parar em fila dupla, estacionar “só por uns minutinhos” onde é proibido etc. etc. etc.. Saiba que a tolerância para essas coisas é quase zero na Europa, nos EUA e em muitos países da Ásia. Eu tenho um amigo que foi multado às 3h da madrugada por passar em um sinal vermelho numa cidadezinha do interior dos EUA, com a rua absolutamente deserta. Eu mesmo tive um carro guinchado em Los Angeles por estacionar num lugar onde só moradores tinham esse direito após as 17h (sim, existe isso lá – eu não entendi a placa). Se você pretende dirigir no exterior, seja muito cauteloso. Até porque, hoje em dia, as multas são debitadas de seu cartão de crédito e qualquer acidente pode lhe custar milhares de dólares e até colocá-lo atrás das grades…


4) Vou conhecer absolutamente tudo nessa viagem!

touristsEsse é um erro clássico. Normalmente, o brasileiro viaja por uma semana e, descontados os dias da ida e da volta, acaba tendo cinco dias de verdade para passear. Pois bem, para conhecer “tudo” em Nova York ou Paris, você precisa, no mínimo, o dobro disso. Caso contrário, vai apenas ver cada atração de modo pra lá de superficial. Só para dar um exemplo, o Museu do Louvre, em Paris, é um programa para dia inteiro – no mínimo. Talvez dois dias, se você realmente curte história e arte. Tudo bem, para algumas pessoas, o que interessa é apenas tirar uma foto da Monalisa para provar aos amigos que esteve lá. Mas, convenhamos, que pensamento pequeno, hein? Eu recomendo criar uma lista de prioridades e tentar aproveitar realmente as mais importantes, com calma e tempo. As outras ficam para depois. Lembre-se: essa não será a última viagem de sua vida.


5) Dane-se a língua do país, eu me viro pra entender!

linguaNa primeira vez em que fui ao Chile, aluguei um carro e, por azar, ele teve um problema mecânico. Telefonei para a locadora e, como eles não tinham loja na cidade onde eu estava, me mandaram levar a um tal de “talhér”. Eu falava: “Devo levar a uma oficina?”. E eles diziam: “No! A la oficina no!” Caramba, se o carro está com problema, por que não queriam que eu levasse a uma oficina? Simples: porque “oficina”, em espanhol, significa escritório. O lugar que conserta automóveis se chama “taller” (talhér). A lição é clara: antes de viajar, vale a pena conhecer um vocabulário básico da língua do país. Coisas como “entrada”, “saída”, “toalete”, “hotel”, “restaurante”, “cuidado”, “socorro”, “esquerda, “direita”, café da manhã, almoço etc…


 

6) Tenho um amigo lá, ele vai me guiar pra todo lado!

annoying-guyVerdade? Imagine o contrário: seu amigo estrangeiro vem para sua cidade com a ideia de que você ficará à disposição para levá-lo a todos os cantos. E o seu trabalho, como fica? E a sua escola? E o dinheiro que você gastará com coisas e lugares que já conhece? E se tiver que viajar para outros cantos do país? E a sua liberdade de fazer o que bem entender? Pois é… Se você acha que seu amigo pretende se submeter a tudo isso, saiba que, com raras exceções, os estrangeiros são mais assertivos que nós, brazucas, na hora de dizer um “não” ou um “vire-se”. Isso não quer dizer que seu amigo não possa ir a um ou outro lugar com você.  Mas, se você quer um guia, contrate um profissional. Eu aprendi isso “na marra”, numa viagem para o Canadá, em que fui abandonado por uma amiga local e fiquei ali na cidade dela sem saber muito bem o que fazer. Isso me chateou na época, mas hoje vejo que ela tinha toda razão. Agora, o que você pode e deve fazer é pedir recomendações ao seu amigo estrangeiro. Provavelmente ele lhe montará um roteiro dos melhores.


7) Vou comprar lá porque é bem mais barato!

shoppingEssa é uma questão muito complexa. Se você vai viajar a lazer, para fazer turismo, talvez realmente valha a pena comprar algumas coisas que são mais baratas no exterior do que aqui. Mas isso só se a loja estiver no seu caminho. Porque eu vejo gente viajando aos EUA só para fazer compras. Ou mudando roteiros e incluindo cidades ou bairros distantes apenas por causa de outlets e afins. Será que a economia compensa a passagem aérea? O deslocamento interno? Os taxis e ônibus? A trabalheira? E o mais importante: e se a alfândega brasileira te flagrar com mais do que os parcos US$ 500 de limite? Um exemplo meu: certa vez um conhecido pediu que eu comprasse um produto que custava o equivalente a R$ 100 nos EUA, enquanto no Brasil era o dobro – R$ 200. Acontece que a loja ficava muito longe de meu hotel, eu não tinha tempo nem disposição para pegar três ônibus. Acabei indo de táxi. Gastei o equivalente a R$ 150 nessa brincadeira. Ou seja, no cômputo total, ainda rolou um prejuízo de R$ 50. Fique atento a isso.


8) Sou brasileiro, todo mundo me ama…

brazilHummm… não é bem assim. De fato, muita gente nos adora. Diga a um taxista na Espanha que é “brasileño” e baterá um longo e animado papo sobre futebol. Em Miami, porém, sua experiência pode ser bem diferente… Isso porque o brasileiro não está acostumado a dar gorjetas. Na Espanha, isso não é problema. Já nos EUA, é uma ofensa… E não é só a questão da gorjeta para taxistas, bartenders e carregadores. Há outras questões. Em hotéis e restaurantes de Orlando, brasileiros são muitas vezes vistos como bagunceiros e indisciplinados. Em cruzeiros então, mais ainda. Sem contar aqueles locais que receberam muitos imigrantes humildes nos anos 70, 80 e 90 e que, por isso, costumam nos encarar como “invasores”. Boston e Paris, por exemplo. Num shopping estiloso da Flórida, certa vez, uma vendedora (possivelmente cubana, pois falava em espanhol) perguntou se podia me ajudar e eu respondi que só estava dando uma olhadinha. A tréplica dela foi desconcertante: “Vocês brasileiros só olham mesmo. Na hora de comprar, vão naqueles outlets de segunda categoria…”


9) Viajar sozinho é deprimente…

happyMe desculpe, mas se você pensa assim, precisa resolver seus problemas internos… O navegador e aventureiro Amyr Klink disse uma frase que eu considero genial: “Eu me sentia mais solitário cercado de 50 colegas nas aulas da faculdade do que quando estava na Antárctica, a uns mil quilômetros do ser humano mais próximo”. Solidão não tem nada a ver com companhia. Algumas das experiências de viagem mais deliciosas que tive foram sem ninguém do lado. E algumas das mais terríveis foram com um grupo de pessoas a tiracolo. Viajar sozinho garante a liberdade de fazer o que você quiser, na hora em que quiser, onde quiser e por quanto tempo quiser. Deu vontade de acordar mais tarde? Ninguém vai te perturbar. Quer fazer um programa maluco? Não precisa ficar convencendo ninguém. Se encheu do lugar onde está? Pode ir embora sem brigar com os amigos. Sem contar que, na vida estressante dos dias de hoje, ficar sozinho pode ser uma bênção. Eu consigo formular e reformular muitos conceitos, valores e planos nas minhas viagens solo – coisa impossível quando há alguém roubando sua atenção. Uma boa companhia é sempre bem-vinda. Mas nunca esqueça que o foco de qualquer viagem é o lugar e as pessoas que vivem lá, não quem vai com você.


10) Balada é balada em todo lugar

clip-art-disco-819340Não. Definitivamente, não. Na minha primeira viagem à Suécia – um dos países mais liberais do mundo -, fui chamado pela minha guia brasileira para um canto antes de ir a uma balada de Estocolmo. Ela me disse o seguinte: “Aqui não existe paquera à moda brasileira. Se você chamar uma garota para dançar e ela aceitar, ótimo. Se ela continuar dançando com você, é provável que ela te leve para casa ou para o seu hotel e vocês acabem passando a noite na cama. Mas se ela disser ‘não’, isso significa ‘não’ e pronto. Não é charminho. Se você insistir ou tocar nela, ela vai chamar o segurança”. Outra experiência bizarra que tive foi no Canadá. Logo na minha primeira noite em Halifax, fui a uma discoteca. Lá pelas tantas, cansado da viagem, sentei no balcão do bar e cochilei. Não deu outra: fui educadamente convidado a me retirar. A explicação é que, se eu dormi, é porque estava bêbado. Não adiantou eu argumentar que não havia tomado nada alcoólico (e não havia mesmo!). Regras da casa: cochilou? Rua! Fui imediatamente escoltado para a calçada… Por isso, pesquise bem os costumes do lugar aonde você pretende ir. E evite chateações.


 

11) Ficar doente? Eu, não! Minha saúde é de ferro!

Paid_SickFamous last words… Vou contar minha experiência pessoal. Fiz dezenas e dezenas de viagens para o exterior na vida, e só algumas vezes fiquei doente. Numa delas precisei usar o seguro. Naquela ocasião, se não tivesse esse recurso, gastaria uma pequena fortuna em hospital. E olha que eu só tive uma breve crise de pedra na vesícula, que passou rapidamente. Mas conheço até quem enfartou nos Estados Unidos (e não era idoso, tinha quarenta e poucos anos). Se não fosse pelo seguro, a pessoa teria provavelmente sido obrigada a vender um carro (ou dois) para pagar hospital, médicos e remédios. Aliás, caso você não saiba, o seguro de saúde em viagem é obrigatório para quem pretende viajar a países da Comunidade Europeia. Quanto a doenças mais leves – como gripes e indisposições gastrointestinais – lembre-se de duas coisas: em primeiro lugar, no avião, o ar viciado e a proximidade com centenas de pessoas de outros lugares criam a situação perfeita para você capturar vírus e bactérias que seu organismo ainda não conhece; em segundo lugar, nem sempre seu organismo está habituado aos ingredientes da comida do lugar para onde você vai. Por isso, nunca deixe de levar remédios para esses tipos de problemas.


12) Qualquer coisa, a embaixada me socorre…

ConfusionNão é bem assim. Em tese, as representações diplomáticas no exterior só ajudam em caso de perda de passaporte e – às vezes – se você tiver problemas com a justiça local. Foi roubado? Azar seu. Perdeu sua bagagem? Vire-se. Ficou doente? Boa sorte. Levou um golpe do hotel/restaurante/loja? Não espere um diplomata indo te acudir, porque isso não acontecerá. A dica é não contar com a sorte, mas sim com seguros, concierge de cartões de crédito (conhece esse serviço?) e familiares bem instruídos aqui no Brasil.


13) Melhor ativar um plano de roaming…

Dollar Money Phone ConceptTem gente que gosta. Eu, com toda sinceridade, acho uma roubada usar os planos de roaming das operadoras brasileiras. Fiz isso três vezes na minha vide e, em todas elas, a conta veio bem maior do que eu esperava, porque a forma de contabilizar os dados de internet não são lá muito claras e existem um monte de letrinhas pequenas nos contratos… Há formas bem mais interessantes, como comprar um sim card local (o “chip”) já carregado para voz e internet. Você acha no aeroporto e muitas vezes o próprio funcionário da loja instala no seu smartphone e configura para você – sempre por um preço fixo, sem surpresas no final.


14) Museu é coisa chata e pra velho…

art-museumTalvez isso seja verdade para muitos museus brasileiros, que pararam no Século 20. Mesmo assim, museu nunca é ruim, na minha opinião. Ok, minha opinião não vale tanto porque eu sou fanático por história – seja do que for. Mas saiba que na Europa e na América do Norte, os museus hoje são supermodernos, interativos e quase sempre amigáveis para a criançada também. Recentemente, numa viagem para Valência, na Espanha, fiquei espantado com a quantidade de meninos e meninas na faixa dos 10 anos de idade se divertindo na Cidade das Artes e das Ciências, como se fosse um parque de diversões. Os adultos podem até ser mais comedidos, mas, com a tecnologia dos dias de hoje, ninguém mais consegue achar museu uma “coisa chata”.


15) Argentinos odeiam brasileiros

brasil-argentina-npPelas minhas contas, já viajei oito vezes à Argentina. Nunca, absolutamente nunca fui maltratado por ser brasileiro. Já levei golpe de taxista (troco em notas falsas), mas não por ser “brazuca” – os caras fazem isso com qualquer um, inclusive argentinos. De resto, os hermanos nos adoram, sobretudo em Buenos Aires, onde o turismo é fonte importante de renda. Claro que, se você enveredar pelo tema futebol, vai ter um divertido embate de palavras. E se for a um estádio com a amarelinha, pode sim ser hostilizado (torcedor é torcedor no mundo todo…). À parte do mundo da bola, os argentinos gostam e muito dos brasileiros, vivem falando de nossas praias, das viagens que já fizeram pra cá e muitas vezes até arriscam falar português para nos agradar. Vá sem medo!


 

16) Tô de boa: não tem crime lá fora!

ladraoO Brasil é comprovadamente um dos países mais perigosos do mundo em termos de crimes comuns, como assaltos, furtos, sequestros e agressões. Se você vive aqui, certamente terá uma grande sensação de segurança ao visitar os principais destinos turísticos europeus, asiáticos, norte-americanos e mesmo sul-americanos. Mas fique esperto. Também tem crime lá fora. Muito menos que aqui, mas tem. Um colega de viagem, em 2012, teve sua mala furtada em pleno lobby de um hotel em Cracóvia, na Polônia. Outro encontrou o vidro do carro estourado e teve todos os seus pertences roubados em Hollywood. Conheço gente que foi assaltada a mão armada em Orlando e vários que caíram em golpes nas ruas de Roma e Paris. E eu mesmo já fui enganado na Argentina, por um taxista que me devolveu 90 dólares de troco em notas falsas. E se você pretende ir a um estádio de futebol na Europa, saiba que pode haver violência, sim, no caminho e nas imediações dele, sobretudo na Inglaterra, na Holanda, na Itália, na Grécia e na Turquia. Sem contar os incidentes de intolerância: uma mulher de saia e top no Egito será xingada e hostilizada nas ruas. Repito: nada se compara ao Brasil, mas existe, sim, crime no exterior e você precisa ter um mínimo de precaução.


17) Já sei tudo que quero ver lá!

roteirossadaÉ sempre bom fazer um planejamento das atrações que quer visitar. Economiza tempo e agiliza a viagem. Mas mantenha a mente e o cronograma abertos para novidades que surjam no meio do caminho. Toda viagem é uma descoberta. Às vezes, um amigo, outro turista ou mesmo um funcionário do hotel te indicam algo que não está nos guias e revistas de turismo – e você acaba tendo uma surpresa muito positiva. Só para exemplificar, nas imediações de Orlando, há um lugar que eu nunca tinha ouvido falar e que é muito bacana. Chama-se Winter Park, um subúrbio charmoso, cheio de lojinhas bacanas, cafés, adegas e bons restaurantes – além de lagos bucólicos rodeados de mansões e museus, nos quais você pode fazer um agradável passeio de barco. Já em Nova York, há uma atração que os brasileiros ignoram totalmente, e que é muito bacana – inclusive para a criançada. É o Intrepid Museum, um museu de aviação instalado em um enorme navio porta-aviões em plena área portuária de Manhattan!


18) Não preciso levar dinheiro, tenho cartão

bad_creditAté algum tempo atrás, essa frase fazia sentido. Mas hoje em dia, com o IOF a 6,38% e muitas operadoras de cartões de crédito usando as cotações mais salgadas do dólar, o “dinheiro de plástico” é apenas para emergências. Ah, e lembre-se que o cartão de débito pré-pago também te joga nesse infame imposto! Por isso, dinheiro vivo é a melhor opção. O ideal é ir comprando seus dólares ou euros aos poucos, com antecedência. Assim, na média, você terá uma boa cotação – pois é uma loteria deixar para comprar tudo de uma vez, pouco antes da viagem. Se o câmbio estiver ruim, você terá prejuízo. Outra coisa importante: com dinheiro vivo não se bobeia. Seja aonde for, deixe só um pouco na carteira e carregue o grosso dele em um cinto especial, daqueles que são vendidos em lojas de aeroporto, e que você esconde dentro da roupa. Aliás, divida as notas em porções iguais para cada viajante adulto – se um perder, os outros ainda têm o restante. E, quando deixar a grana no hotel, é sempre no cofre!


19) Gastar com comida pra quê?

reataurante-chiqueÉ incrível como ainda existe gente que não vê a gastronomia como parte da experiência de viajar. Conheço várias pessoas que passaram a semana em Nova York só comendo em fast food. Outras vão a Paris e se alimentam apenas de bobagens compradas nas barraquinhas de rua ou nas lanchonetes de museus e afins. Se você é desse tipo, aceite meu conselho e repense a questão da alimentação em viagem. Claro que você não precisa ir todos os dias a um restaurante chique, mas vale a pena reservar pelo menos um almoço e um jantar para ir àquelebistrô ou àquele restaurante estrelado. Sim aquele que está bem cotado nos guias de viagem ou que é famoso por servir pratos inovadores, feitos por um chef célebre. Isso não é dinheiro jogado fora. É uma experiência diferente e uma agradável memória de viagem a mais, que você trará consigo na volta e guardará pela vida toda.


20) Latinos são alegres e amáveis; os outros, não

povosNa verdade, você também vai encontrar gente carrancuda na Itália, Espanha e Portugal, assim como pessoas bem humoradas e simpáticas na Alemanha, Suécia e Inglaterra. A questão aqui é de outra ordem. O que os latinos têm de mais amigáveis que os germânicos ou anglo-saxões, eles também têm de mais confusos e menos eficientes. E, às vezes, você não precisa de um sorriso, mas sim que as coisas funcionem. Outra coisa que eu percebi depois de muito tempo viajando: alemães, ingleses, suecos e afins podem parecer mais sérios, mas depois de um breve convívio, se você seguir as regras do lugar, eles se abrem e viram “amigões”. Nunca de uma forma tão descontraída quanto a de um espanhol ou um português, mas bem diferente do estereótipo sisudo que temos desses povos. Em tempo: nos Estados Unidos, você encontra de tudo, graças ao multiculturalismo. Os asiáticos são cada um de um jeito. Impossível comparar um tailandês com um japonês. E os eslavos… bem, esses são um caso especial (sei, porque sou casado com uma russa-ucraniana). Em termos de temperamento, os poloneses, russos, tchecos, ucranianos etc. são uma curiosa e divertida mistura de italianos com alemães. Só vendo para crer!


 

Tem mais algum “mito” para citar? Aproveite e mande seu recado na área de comentários!

5 opiniões sobre “20 MITOS DE VIAGEM”

  1. Ótimo post. Meus pitacos baseados nas minhas experiências:

    1) Hotéis bons e caros também costumam ter “bedbugs”. É sempre bom pesquisar antes. Nos hostels já não tenho mais idade pra ficar em quartos com muitas pessoas e reservo sempre quartos menores ou os individuais. Vale a dica para economizar.

    5) O inglês tem de estar SEMPRE afiado, do contrário, é melhor ficar mais comedido. (quem foi pra província de Quebec no Canadá sabe disso). Se você não sabe inglês, você está muito ultrapassado.

    8) O melhor é sempre não falar que é brasileiro.

    9) Assino embaixo.

    10) Acredite, vale ser conservador nas baladas.

    11) NUNCA viaje sem seguro. Se não tiver dinheiro pra pagar o seguro, fique em casa.

    13) Recomendo sempre habilitar o roaming pra qualquer emergência (chegada e saída nos aeroportos) antes de sair do BR. A compra e ativação do chip pode não ser tão simples num primeiro momento.

  2. 18) as duas melhores formas de fazer câmbio, na minha opinião, são [A] sacar da minha conta brasileira no Santander, na função débito, no exterior (pela cotação utilizada, o ágio entre o dólar ptax e o efetivo débito será apenas os 6,38% do IOF, mais do que os 5% das melhores casas de câmbio mas sem todas as desvantagens de andar com maços de dinheiro por aí) e
    [B] ter uma conta própria no exterior. Embora os bancos americanos inevitavelmente cobrem tarifas de manutenção, há bancos europeus que não cobram nada a esse título; então, mandando o dinheiro para lá via TransferWise, você consegue virtualmente qualquer moeda pela cotação comercial, pois, diferente da maioria de nossos bancos, eles costumam ter por política de câmbio cobrar ágio bem baixo (1,7%) tanto para o cartão de crédito quanto para saques em moedas estrangeiras (e nenhum em moeda própria, claro).

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