COVID-19: Os bons exemplos no turismo

O turismo começa a voltar, mas os riscos de contrair o coronavírus ainda existem. É essencial escolher apenas hotéis, companhias aéreas, restaurantes e outros serviços que estejam de fato tomando cuidados

Semana passada, fiz um post nas redes sociais que causou alguma polêmica. Confira o que escrevi:


AOS JORNALISTAS DE TURISMO…

A reabertura de hotéis, restaurantes e atrações no Brasil tem um lado preocupante. Mais ou menos 90% dos releases que tenho recebido não falam nada sobre medidas contra a Covid-19. Quando muito, tem aquela frase padrão: “Estamos seguindo protocolos sanitários”.

Sinceramente, isso não quer dizer muita coisa, até porque os protocolos mudam de uma cidade para outra e, na maioria das vezes, basta botar uma garrafinha de álcool gel na entrada e fingir que os funcionários estão usando máscara que já “cumpre o protocolo”…

Nós, que divulgamos o turismo, temos a responsabilidade de mostrar aos nossos leitores quais estabelecimentos estão realmente preocupados com a saúde dos clientes. Porque, para mim, está claro que muitos hotéis, restaurantes e atrações não estão. Fazem apenas o mínimo para poder reabrir e não levar multa.

Minha opinião: antes de publicar, temos que COBRAR informações específicas das medidas tomadas contra a Covid-19, com fotos, vídeos etc.. O “antes” e o “depois”. E não simplesmente confiar na frase “Estamos seguindo protocolos sanitários”.

Só para exemplificar, os tradicionais buffets de café da manhã são, segundo os cientistas, um meio de fácil disseminação do coronavírus. Pense: comida exposta por HORAS às mãos e à respiração de centenas de pessoas. Em vários lugares dos EUA, buffets assim foram proibidos. No Brasil, continua tudo como antes.

Apenas alguns hotéis tomaram o cuidado de cobrir as comidas com acrílico e fornecer luvas descartáveis às pessoas na entrada. Medidas assim precisam ser tomadas e mostradas.

Assessores de comunicação e RPs, repassem isso a seus clientes. Se eles realmente tomaram providências, devem mostrá-las detalhadamente. Só assim vão se diferenciar dos demais.


Muita gente apoiou (sobretudo consumidores), várias pessoas me mandaram mensagens privadas contando horrores que têm visto em hotéis, pousadas e restaurantes pelo Brasil e também fora do país.

E teve também quem me criticou, com o argumento de que o setor já sofreu demais pra ter agora que ficar satisfazendo os seus caprichos (como se prevenir uma doença que já matou 150 mil brasileiros fosse “capricho”… 🤦‍♂️).

O fato, caro leitor, é que no Brasil e no mundo há claramente dois tipos de empresas envolvidas no turismo:

♦ Aquelas que, diante dos prejuízos causados pela pandemia, querem recuperar o tempo e o dinheiro perdido o mais rápido possível, fingindo que não há mais perigo, varrendo para baixo do tapete o problema e tentando atrair clientes custe o que custar (para eles, clientes…)

♦ Aquelas que optaram pelo caminho mais honesto (e menos imediatista): investir em soluções que minimizem o risco de contrair Covid-19, mesmo que isso signifique um gasto de recursos maior neste momento e menos clientes. Com recuperação de perdas a médio e longo prazo.

Os primeiros não serão mais divulgados por este site.

Os segundos, por outro lado, terão espaço dobrado aqui. 

Hoje, por exemplo, decidi mostrar alguns exemplos de empresas que fizeram a lição de casa muito bem feita. Confira:


Delta Airlines

Confira que vídeo excelente, explicando em detalhes as medidas tomadas.

Ah, e um detalhe: o ar do avião é inteiramente reciclado a cada 4 minutos, além de passar por filtros do tipo HEPA, que barram o coronavírus.

Então voar na Delta é 100% seguro? Não, nenhum lugar é 100% seguro. Se uma pessoa infectada sentar muito perto de você, há chances reais de você se contaminar. Mas é assim em qualquer ambiente fechado: restaurante, cinema, bar, elevador…

Tirando essa hipótese extrema, em todas as outras situações voar num avião da Delta é mais seguro do que passar horas em um restaurante, bar ou demais ambientes análogos.


Hotéis Marriott

A rede internacional foi além do básico: ela reforçou a limpeza, tornou obrigatório o uso da máscara, criou regras de distanciamento e espalhou álcool em gel. E lançou mão da tecnologia: você pode usar seu smartphone até para abrir a porta do quarto ou pedir comida – ou seja, sem tocar em maçanetas, telefone etc..

A rede tem um site com mais detalhes: https://clean.marriott.com/


Malai Manso Resort

Um caso exemplar no Brasil, onde um grande número de providências foi tomado, indo muito além dos parcos “protocolos governamentais”. Esse resort da Chapada dos Guimarães (MT) retomou suas atividades passando uma real sensação de segurança. Confira os vídeos oficiais:

Vale destacar o cuidado tomado no buffet, que agora exige uso de luvas descartáveis cedidas aos hóspedes na entrada, além, claro, de máscara 100% do tempo em que a pessoa está de pé. Em alguns hotéis, as anteparas de acrílicos também estão sendo aumentadas.

Se você não confia nos vídeos oficiais, dá uma olhada nos stories que a jornalista Tarcila Ferro fez para a revista Viajar pelo Mundo.


DICAS DO MANCHA:

Eu uso máscara antiviral e óculos de proteção – sempre

Se você decidir viajar, pesquise o que está sendo feito em prol da segurança em hotéis, pousadas, companhias aéreas, passeios etc..

♦ Primeiro, vá aos sites deles e veja o que está lá. Um site sem nenhuma informação sobre prevenção da Covid-19 é péssimo sinal.
E aqueles que exibem apenas a frase padrão Estamos seguindo protocolos da prefeitura/governo dos estado” também não resolvem muito.

♦ Mesmo depois de checar nos sites oficiais, busque nas publicações de turismo, no TripAdvisor e no Google o que foi dito sobre o estabelecimento/companhia.

Exemplo canino: nosso mascote Parmesolino também é cuidadoso! 🐶

♦ Se tiver dúvidas, telefone e peça explicações. Se os funcionários forem evasivos, hesitantes ou lacônicos, desconfie… Quem fez a “lição de casa” geralmente tem tudo na ponta da língua.

Cautela e… boa viagem!


Tem alguma sugestão ou ideia? Deixa aí nos comentários!