Sete pecados capitais ao viajar

Diversos erros podem transformar sua viagem em um inferno.
Veja quais são eles e tome cuidado!

mosaico

Adaptação da reportagem que fiz para a ed.36 da revista Viajar pelo Mundo

Viajar é uma arte. E, como toda arte, é preciso ter preparação, poder de observação, sensibilidade e bom senso para conseguir um resultado final que agrade aos sentidos e se torne inesquecível. Mas nem sempre isso acontece. Alguns erros muito comuns podem transformar suas férias celestiais em um inferno. Da compulsão por visitar lugares demais em pouco tempo à obsessão por tudo que é mais barato, não faltam exemplos de atitudes que estragam seu passeio. Confira os sete pecados capitais do turista, para você se prevenir e evitar cair na tentação de cometer algum deles!

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LUXÚRIA – Sedução não rima com avião

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Não há problema em querer impressionar a todos com um visual sedutor, cheio de glamour, certo? Errado. Durante uma viagem, vaidade demais só atrapalha. O avião, por exemplo, é lugar para aquela sua calça folgada, tênis e camiseta. Usar salto alto e roupas justas é garantia de muito desconforto durante os intermináveis deslocamentos pelos saguões de aeroportos, assim como na hora da checagem de segurança. Por falar nela, muita gente perde tempo e se atrapalha no detector de metais por causa de joias, bijuterias, cintos espalhafatosos, botas difíceis de tirar e outros adereços totalmente desnecessários dentro de uma aeronave. Sem contar os que, na confusão típica da inspeção de segurança, acabam esquecendo relógios ou objetos de valor. A dica é: deixe suas roupas mais chiques e apetrechos na mala. As joias e artigos de valor vão com você, mas dentro da bagagem de mão. No corpo, só aquilo que é confortável ou indispensável.

SOBERBA – Não seja um “dono da verdade”

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Talvez a faceta mais bacana de uma viagem seja a chance de descobrir coisas novas. Surpreender-se com aquele museu que você tinha visto na internet, explorar aquela praia que seu amigo recomendou, deliciar-se naquele restaurante celebrado por uma reportagem de revista. E é exatamente isso que muitos deixam de fazer por se acharem autossuficientes. Se você já viajou em excursão ou com amigos, sabe que sempre há um exemplar assim no grupo. O “dono da verdade” vai rejeitar todas as outras opiniões e fazer apenas e tão somente o que acha “bom”. Fuja desse tipo! E nunca o imite. Ter a mente aberta é essencial. Consulte guias, leve suas revistas de viagem, procure falar com os habitantes locais, interagir com outros turistas, ouvir sugestões, arriscar coisas novas e escapar do óbvio. Só assim você terá o prazer da descoberta – e boas histórias para contar.

GULA – O turista morre pela boca…

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Quem embarca em um cruzeiro ou vai para um resort all inclusive fatalmente cai na tentação dos fartos buffets à disposição dia e noite, no melhor estilo “coma o quanto puder”. Pois bem, se no seu dia a dia uma refeição exagerada já é capaz de causar mal estar, o que esperar de um ataque de gula onde a comida é feita com temperos e ingredientes com os quais você não está acostumado? Se somarmos a isso as bebidas alcoólicas à vontade, está criado o coquetel da indigestão. Por isso, vá com calma e exija isso de quem viaja com você. O organismo precisa de alguns dias para se adaptar a alimentos diferentes. Além disso, em viagem, é comum petiscar em bares de praia, barraquinhas de rua ou lanchonetes de parque de diversão – lugares que nem sempre têm a higiene adequada. Comendo com moderação, você reduz as complicações e a duração de uma eventual intoxicação alimentar.

IRA – Um jeito certeiro de estragar suas férias

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Por mais delicioso que seja viajar, qualquer jornada tem seus momentos tensos. A espera no aeroporto, a fila do check in, o embarque, a retirada das malas, o táxi, a chegada no hotel… Tudo isso potencializa atritos, seja com funcionários, seja com outros turistas. É bom estar preparado e saber como evitar explosões de ira. Nos Estados Unidos, 204 passageiros em média são expulsos de aviões a cada ano por causa de brigas ou insultos contra comissários. Não há dados desse tipo para o Brasil, mas sabe-se que os incidentes vêm aumentando nos últimos anos. E o problema não se restringe às alturas. Gritar ou tratar mal um funcionário do hotel, do cruzeiro ou da excursão (mesmo que você tenha razão na sua reclamação) pode significar ter serviço ruim ou feito de má vontade pelo resto da viagem. Assim, defenda seus direitos, mas com serenidade e boa educação.

AVAREZA – Quando o barato sai caro

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Não é toda hora que você tira férias ou viaja com a família. Então, evite ficar economizando em tudo. No mundo do turismo, há muitas situações em que o barato sai caro. Exemplo prático: suponha que você decida ir a Budapeste, na Hungria. O voo mais econômico custa US$ 1.200, mas exige uma maratona de 26 horas em conexões e trocas de avião no trecho de volta. Já um voo apenas 200 dólares mais caro permite reduzir o tempo total de viagem em quase 10 horas, para cerca de 16 ao todo. O mesmo vale para hotéis. Aquilo que você economiza escolhendo uma hospedagem distante das atrações acaba sendo gasto em transporte. Fora o tempo perdido e a chateação de ficar zanzando de um lado para outro.

PREGUIÇA – Os efeitos da lei do mínimo esforço

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Viajar é sinônimo de relaxar. Mas isso não inclui a preguiça – sobretudo antes de seu avião levantar voo. Por exemplo, deixar para planejar seus passeios ao chegar ao destino pode ser uma grande roubada. Muitos museus, shows, parques temáticos e passeios demandam compra antecipada de ingressos e um bom planejamento de transporte do hotel para eles. É mais seguro providenciar tudo isso com calma antes de embarcar do que tentar fazer isso já no destino, onde nem sempre você consegue conexão com a internet, onde as ligações telefônicas custam caro e onde o idioma pode ser um problema. Preparar-se para emergências também garante uma viagem sem sobressaltos. Por exemplo, e se seu filho tiver uma dor de garganta em plena viagem? A simples presença de uma boa farmacinha na sua bagagem fará toda diferença. Aliás, é imprescindível adquirir um seguro de saúde. Assim como verificar detalhes como o peso de suas bagagens: se na ida você já tem uma mala beirando o limite de 32 quilos permitido pelas companhias aéreas, seja precavido e arrume uma segunda mala, nem que ela fique vazia na ida. Afinal, ninguém volta de uma viagem com menos coisas do que levou.

INVEJA – O que importa é não competir…

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Sabe aquele seu amigo que já visitou 23 cidades em 10 países da Europa? A pior coisa que você pode fazer é tentar “vencê-lo” numa maratona turística. Esse é um erro clássico de muitos viajantes: criar roteiros extenuantes para colecionar carimbos no passaporte e se gabar para a posteridade. Ou então simplesmente imitar uma viagem alheia que lhe causou, digamos, aquela invejinha. Resista! Quem tenta conhecer tudo de uma vez acaba não aproveitando nada direito. Além disso, um destino maravilhoso para uns pode ser chatíssimo para outros. Escolha lugares que você realmente acredita que vai gostar, sem se preocupar em “cumprir um objetivo” para mostrar a amigos e parentes. Caso contrário, há o risco de não aproveitar sua jornada.

Crédito das ilustrações: Shutterstock

2 opiniões sobre “Sete pecados capitais ao viajar”

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