Desafio da Semana: Que lugar é este?

Responda o quiz baseado em fotos tiradas por mim mundo afora…
… e ganhe um brinde se for o primeiro a acertar!

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Agora responda as perguntas abaixo na área de comentários!

  • Que cidade é essa e em que país fica?

O primeiro a acertar ganha um brinde!

 

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o CD da minha banda de rock, o Tubaína!

Correndo em Buenos Aires

Ok, a Argentina não passa por um bom momento. Mas Buenos Aires continua linda. E, se você curte corridas de rua, já tem data certa para ir!

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Sim, eu sei que o “brilhante governo de Cristina Kirchner” (ironic mode on) não fez lá muito pelo turismo na Argentina.

Mas não se engane: Buenos Aires continua sendo uma cidade bacana de visitar, com lugares históricos como a Boca e o Caminito, bairros descolados e baladeiros como Puerto Madero e arredores belíssimos como o Delta do Rio Tigre. Isso para não falar no icônico Teatro Colón, na agradável recoleta, na exuberante Galerias Pacifico e no excelente Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires, o Malba.

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Um tour esportivo na Irlanda – Parte 4 (FINAL)

NA TERRA DOS ANCESTRAIS DE OBAMA

O interior da Irlanda revela surpresas como a vila dos ancestrais de Barack Obama, o centro cultural Michael Cusack, a experiência de jogar hurling e a bela cidade de Ennis

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No meus dois últimos dias da viagem, cruzei o país até o condado de Clare, na costa oeste – um dos mais bonitos recantos da Irlanda, com seus lagos, rios, planícies verdejantes e penhascos dramáticos de frente para o Atlântico.

Clare também é um lugar de grande importância histórica para os esportes e para a independência da Irlanda.

No caminho para lá, fizemos uma parada no vilarejo de Moneygall. Acredite ou não, o grande ídolo deste lugar perdido no interior da ilha é Barack Obama. Sim, a família da mãe do presidente americano veio de lá, e a cidadezinha se orgulha disso, a ponto de ter criado um museu dedicado ao clã Obama – ou melhor, Kearney. Esse é o sobrenome do ancestral que emigrou para os Estados Unidos em 1850. Aliás, Obama já esteve por lá e, claro, tirou muitas fotos com tacos de hurling nas mãos.

O hurling faz parte da história dos condados da costa oeste da Irlanda. É ali, na vila de Sixmilebridge, que fica a Torpey Hurleymakers – a mais tradicional fábrica de tacos do país.

Você deve estar pensando: o que há de interessante para ver numa linha de produção de tacos? Bem, a Torpey Hurleymakers é mais do que isso. No lugar, funciona um pequeno museu, já que os principais astros do esporte em todos os tempos sempre iam (e vão) até lá para coordenar a fabricação de seus tacos. Porque cada um é personalizado, com um grip diferente, com angulações aos gosto do cliente etc..

É muito bacana ver os donos explicando como se fabricam as peças e toda a tradição milenar envolvida (o hurling é um esporte com 3 mil anos de existência!).

Em seguida, partimos para um dos pontos altos de toda a viagem: a visita ao Michael Cusack Centre, nas imediações da cidade de Carron e bem no meio de uma bonita reserva natural chamada The Burren.

Trata-se de um centro cultural e esportivo construído na pequena fazenda onde nasceu e viveu Michael Cusack (1847-1906), o professor que criou a Associação Atlética Gaélica (GAA), o órgão máximo dos esportes na Irlanda até hoje.

Mais do que um “cartola”, Cusack foi um intelectual que resgatou os esportes tradicionais irlandeses e os promoveu como pilares da identidade nacional, em um momento histórico dramático, em que a Irlanda ensejava sua independência da Inglaterra, mas não tinha diferenciais culturais onde se agarrar.

Vale lembrar que os esportes tradicionais gaélicos, como o hurling, chegaram a ser proibidos pelos dominadores britânicos nos séculos 17, 18 e 19 justamente para sufocar as expressões culturais que afastavam a Irlanda do Reino Unido. Por isso, Cusack repudiava o futebol e o rugby.

Cusack foi uma figura tão importante na Irlanda do final do Século 19 que até mesmo o romancista James Joyce se inspirou nele para construir um personagem de Ulysses – ainda que de forma bastante caricata e exagerada.

No Centro Cultural, há um prédio moderno, onde ficam as exposições e onde acontecem eventos. Mas também algumas construções centenárias, como a casa onde Michael Cusack nasceu e passou a infância, bem no meio da terrível “Grande Fome Irlandesa”, o período de sete anos, entre 1845 e 1853, em que uma praga nas plantações de batatas e a má administração britânica ocasionaram uma mortandade de um milhão de irlandeses e a imigração de outro milhão para os Estados Unidos, sobretudo.

A parada seguinte na viagem foi uma das mais divertidas: o Go Gaelic Experience. Esse é um clube que oferece aos turistas estrangeiros a oportunidade de aprender as jogar os esportes nacionais, sobretudo hurling e futebol gaélico. Não precisa ter físico de atleta nem nada. É mais diversão do que outra coisa.

Todos os anos, milhares de estrangeiros (principalmente americanos) se juntam ali para aprender as manhas e disputar partidas contra outros times. É para todas as idades e os organizadores fornecem todos os equipamentos: tacos, uniformes, capacetes etc..

No final, todos vão confraternizar nas tabernas das cidades próximas, como Galway e Ennis.

Eu passei meu último dia nessa última, no espetacular  Old Ground Hotel – lugar preferido por políticos, esportistas e, principalmente, por noivos, que ali realizam seus casamentos, em um cenário digno de filme.

Ennis tem apenas 25 mil habitantes, mas é um lugar turístico, sempre com gente passeando nas suas ruas bucólicas, repletas de lojas, pubs e restaurantes. Foi um importante entreposto de produtos agrícolas nos séculos passados e hoje é famosa por  seus festivais de música tradicional irlandesa, além dos esportes, claro.

É delicioso vagar sem rumo por construções históricas como a Catedral de Saint Peter and Saint Paul ou a Ennis Friary – um mosteiro franciscano que remonta ao ano de 1242.

Sem falar no agradável Cusack Park, no calçadão charmoso da Parnell Street e na caprichada orla do Rio Fergus, que cruza toda a área urbana. Ou, ainda, no delicioso restaurante The Rowan Tree, com vista panorâmica para o rio.

Por sinal, a cidade de Ennis também é citada no romance Ulysses, de James Joyce.

Terminar minha jornada pela Irlanda nesse lugar foi um privilégio. Em 2012 e 2013, a cidade ganhou um troféu chamado Irish Tidy Towns, concedido pelo governo à cidade mais limpa, organizada e agradável do país naquele ano.

Preciso dizer algo mais?


Saiba mais: Ireland Tourism

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Um tour esportivo na Irlanda – Parte 3

CAVALOS, GLAMOUR E AREIA

Nesta parte, as agradáveis vilas litorâneas de Laytown, com suas corridas de cavalos na praia, e Malahide, com sua vida náutica inigualável

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No meu terceiro dia na Irlanda, fui levado a um dos mais belos recantos do país, a costa nordeste.

Nessa região fica a pacata Laytown, uma vilazinha praiana de apenas 2 mil habitantes, a 50 km de Dublin. É um lugar especial, com diversos sítios arqueológicos e pequenos hotéis e casas de veraneio. Tudo num ambiente de extrema tranquilidade.

No entanto, desde 1868, a população quadruplica por um fim de semana no mês de setembro. Isso graças às Laytown Races.

Trata-se de inusitadas corridas de cavalos na praia. Sim, a disputa não acontece num jockey club, mas sim nas areias do singelo município.

Gente do país todo – e de fora dele – vem assistir às corridas. É muito divertido ver homens de terno e mulheres de vestidos de gala muitas vezes descalços nas areias.

E o jogo rola solto: barracas de apostas com luminosos e tudo mais são improvisadas na orla. Até um mega-telão é montado, na área onde os cavalos são apresentados ao público antes dos páreos.

E, como não poderia deixar de ser, não faltam food trucks e mesmo restaurantes improvisados em grandes tendas, servindo petiscos típicos, como o Irish Corned Beef (carne desfiada com repolho) e o Colcannon (uma espécie de purê de batata com vegetais). Tudo regado a Guinness, claro.

Malahide – No caminho de volta de Laytown, hospedei-me no Grand Hotel de Malahide, outra cidade litorânea, a menos de 20 km de Dublin.

Se você é fã do U2, talvez já tenha ouvido falar desse pitoresco vilarejo: é a cidade natal dos músicos Adam Clayton e The Edge.

Malahide, apesar de diminuta (tem apenas 16 mil habitantes), é um lugar onde florescem atividades esportivas. Ali há clubes famosos de futebol gaélico, hurling, rugby, futebol, basquete, tênis, cricket, golfe e iatismo.

Trata-se de um cenário pleno de beleza e bucolismo, com ruas floridas, casinhas coloridas, um castelo na paisagem, além do Grand Hotel, com seu restaurante de frente para o estuário de Broadmeadow.

E uma curiosidade: aqui foi um dos mais importantes pontos de apoio dos vikings durante a ocupação da Irlanda no Século 9.

O que mais me fascinou, no entanto, foi a quantidade de veleiros e lanchas na paisagem. Não admira que neste local fique uma das mais tradicionais escolas de iatismo do país, a DMG SailSports.

Além do maior clube de escotismo oceânico da Europa, o Malahide Sea Scouts, fundado em 1908 e que hoje conta com nada menos que 600 membros, que diariamente se dedicam a tarefas ligadas à natureza e à preservação da vida marinha.


(Veja as outras partes da reportagem)

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Um tour esportivo na Irlanda

Uma viagem pela Irlanda, um país que tem esportes originais como base de sua identidade nacional

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PARTE 1   –  A tradição dos esportes gaélicos e a cultura irlandesa

PARTE 2   –  O icônico estádio Croke Park e a bela capital Dublin

PARTE 3   –  Malahide, Laytown e as corridas de cavalos na praia

PARTE 4 – A bela herança cultural e esportiva de Ennis e Carron

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Um tour esportivo na Irlanda – Parte 2

UM MONUMENTO EM FORMA DE ESTÁDIO

O Croke Park é mais que um estádio. Palco de fatos históricos, tornou-se um monumento à independência da Irlanda e uma atração em Dublin

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No meu primeiro dia na Irlanda, fui levado para conhecer o Croke Park – o terceiro maior estádio da Europa, com capacidade para 83 mil pessoas (só perde para o Camp Nou e Wembley). Também é o maior estádio do mundo usado para esportes que não sejam o futebol.

O Croke Park é ainda um dos mais antigos campos de jogo do mundo – construído em 1884. Tornou-se uma espécie de monumento à independência da Irlanda e um ícone turístico de Dublin.

Foi lá que ocorreu, em 1920, um dos mais importantes fatos da história da Irlanda: o Bloody Sunday.

Bem no meio de uma partida de futebol gaélico, a polícia comandada pelos ingleses invadiu o estádio para reprimir as frequentes demonstrações separatistas que ocorriam nos eventos esportivos.

Na confusão, os policiais abriram fogo contra torcedores e jogadores, matando 14 pessoas – entre elas o capitão do time de Tipperary, Michael Hogan.

Hogan virou um herói para os irlandeses depois que o país conseguiu sua independência, em 1921.

O estádio tem tour guiado e um belo museu dos esportes gaélicos. Durante a visita, a emoção era evidente nas palavras de minha guia, Tanya Jordan. Um momento inesquecível de união do esporte com o civismo.

Um detalhe para os fãs de futebol americano que seguem este blog: por todo o seu significado cultural, o Croke Park tem regras rígidas quanto ao uso de seu campo. Por exemplo, partidas de futebol ou rugby nunca são permitidas ali.Mas há uma exceção: o futebol americano.

Sim, é isso mesmo. A verdade é que os irlandeses parecem muito mais voltados à cultura dos Estados Unidos que à do Reino Unido. E para desagrado dos vizinhos britânicos, eles só deixam os ianques pisarem no seu gramado sagrado.

Chicago Bears e Pittsburgh Steelers fizeram uma partida de pré-temporada da NFL ali, em 1997. E vários jogos de college football da NCAA também foram disputados como exibição no Croke Park ao longo dos tempos (veja painéis de fotos).

A TRADIÇÃO ESPORTIVA DE DUBLIN – O mesmo civismo que testemunhei no Croke Park eu pude ver clube Na Fianna, onde é oferecido o programa Experience Gaelic Games, uma experiência muito divertida, para turistas vindos de todo o mundo.

Antes de explicá-la, é preciso entender como funciona a estrutura de times esportivos na Irlanda. Porque é algo muito, muito especial.

Os clubes são, na verdade, “seleções regionais”, que representam os 32 condados da Irlanda. Detalhe: há um 33º condado: o de Nova York (EUA), que agrega jogadores norte-americanos descendentes de irlandeses.

Em outras palavras, os grandes torneios envolvem cidades (ou condados) e toda rivalidade que isso pode produzir.

Outra coisa impressionante: o esporte é amador. Ninguém recebe salário ou prêmios para jogar, mas a estrutura é profissionalíssima, de dar inveja até ao nosso futebol. Eu presenciei equipes infantis com treinando em campos perfeitos, com vestiário, uniformes, vários treinadores…

Quer mais uma surpresa? Os atletas nunca trocam de time. Sim, é isso mesmo. Os jogadores defendem seu condado de nascimento, eternamente. Mesmo que se mudem e vivam em outro lugar do país (ou do mundo).

Por isso, existe uma obsessão pelas categorias de base, tanto no futebol gaélico quanto no hurling. Tanto no masculino, quanto no feminino. Em tempo: o hurling feminino tem nome próprio: camogie.

Meu guia no clube Na Fianna, o treinador Cormac O’Donnchú, é um dos idealizadores do Experience Gaelic Games, um programa de entretenimento e familiarização para estrangeiros, geralmente turistas. Ou seja, uma espécie de clínica esportiva para iniciantes em hurling, futebol gaélico e outros esportes irlandeses.

Cormac me contou com grande orgulho sobre a origem antiquíssima do hurling, que tem seus primeiros registros – acredite – no século 11 antes de Cristo. Um esporte de mais de 3 mil anos.

Ele também me levou para ver um treino infantil e me contou diversas histórias da relação entre a identidade nacional e a GAA – a associação atlética gaélica, a maior entidade de esportes amadores de todo o planeta, com 2.300 clubes afiliados nos 32 condados.

DUBLIN, ALÉM DOS ESPORTES – Com o olhar aguçado, logo percebi que não faltam clubes esportivos em Dublin.

A capital, por sinal, é um recanto que une o melhor de dois mundos: oferece todos os confortos e opções culturais de uma legítima metrópole. Mas tem jeitão de vila do interior, com bairros residenciais muito tranquilos, diversos parques e quase nada de barulho, congestionamentos ou grandes edifícios fazendo sombra na paisagem.

Seus 500 mil habitantes desfrutam de uma qualidade de vida invejável. Fundada pelos vikings ainda na Idade Média, ela se tornou a principal cidade da Ilha após a invasão dos Normandos. Depois, já nos Séculos 18 e 19, tornou-se a segunda maior cidade do Império Britânico e a quinta maior da Europa.

Com a independência do país, em 1922, cresceu rapidamente e hoje é um importante centro de negócios, cultura e lazer.


Geralmente, os brasileiros sabem apenas de seus famosos pubs. Sim, não faltam bares dess tipo (onde a cidade respira hurling e futebol gaélico, vale dizer!).

Mas os museus e pontos históricos me chamaram mais a atenção. Como a casa de Oscar Wilde, a famosa farmácia Sweny, do romance Ulisses, de James Joyce, e a Trinity College, universidade onde se encontram alguns dos manuscritos históricos mais antigos da Europa.

Foi nesse lugar, inclusive, que o cineasta americano George Lucas quis filmar cenas de Star Wars – a Guerra dos Clones. Diante da negativa dos diretores em permitir a entrada de toda uma equipe de produção naquela biblioteca “sagrada”, Lucas não teve dúvidas: fotografou o lugar e construiu uma réplica nos Estados Unidos.


(Veja as outras partes da reportagem)

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Um tour esportivo na Irlanda – Parte 1

ONDE O JOGO É PARTE DA HISTÓRIA

A Irlanda tem esportes  incomuns no resto do mundo – e eles são pilares da identidade nacional, assim como parte fundamental da cultura e do turismo 

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Quando o convite para visitar a Irlanda chegou à minha caixa de e-mails, fiquei feliz, mas também intrigado. O órgão oficial de turismo do país – Failte Ireland – havia programado uma viagem em que um pequeno grupo de modalidades esportivas eram as grandes vedetes.

Eu já havia estado em press trips focadas em história, gastronomia, compras, religião… Mas nunca em algo desse gênero. Afinal, o que o esporte poderia ter de tão especial na Irlanda para virar atração turística?

Nos quatro dias em que fiquei no país, tive minha resposta. E ela foi surpreendente. A começar pelo fato de as modalidades preferidas dos irlandeses não serem nem o futebol, nem o rugby ou qualquer outra familiar a nós, brasileiros.

O que leva dezenas de milhares de pessoas aos estádios todos os fins de semana são esportes praticamente desconhecidos do resto do mundo.

Os irlandeses não veem esses esportes apenas como um passatempo. Hurling, camogie e futebol gaélico fazem parte dos chamados “três pilares da identidade nacional

Ou seja, as três coisas que diferenciam os irlandeses de seus vizinhos britânicos: a língua gaélica, a religião católica e os esportes nacionais.

Esse tripé de características foi, no início do Século 20, a base da luta contra a dominação inglesa e pela independência do país. Por isso, a história da nação se confunde com a dos seus esportes, alguns deles milenares, como o hurling, que surgiu – acredite – há cerca de 3 mil anos.

E um detalhe: dos três pilares da identidade nacional, os esportes nacionais são aquele que hoje em dia tem mais força e relevância no dia a dia dos irlandeses.

Isso porque, apesar de muito orgulhosos de sua língua-mãe, os irlandeses falam inglês quase o tempo todo. A mesma coisa acontece com a religião: no dia a dia, estão longe de ser um povo afeito aos cultos e à devoção, por mais que façam questão sempre de dizer que são católicos.

Mas no caso dos esportes, a coisa é diferente. Discurso e prática se encontram.

As finais dos campeonatos de futebol gaélico e hurling são festas que param o país. Estão para a Irlanda como o Super Bowl para os EUA ou uma final de Copa do Mundo para nós, brasileiros.

Costumam lotar os 83 mil lugares do icônico Croke Park (falarei dele na parte 2 da reportagem), em Dublin.

Os jogos decisivos, vale dizer, estão intimamente ligados ao turismo interno, já que gente de todo o país vem a capital Dublin.

Só para ter ideia da força desses esportes para nós desconhecidos, a média de público nos jogos do futebol gaélico superior à do Campeonato Brasileiro de Futebol – cerca de 20 mil pagantes por partida.

Um número ainda mais surpreendente se considerarmos que se trata de um esporte amador e que o campeonato é disputado por nada menos que 33 clubes na sua divisão principal, a maioria deles de cidades minúsculas.

Se você está curioso sobre como são esses esportes, veja os vídeos abaixo. E confira na parte 2 da reportagem mais sobre Dublin e suas atrações turísticas e esportivas.


Hurling

Esporte milenar dos Celtas, jogado com um taco (o hurley) num campo de grama. Mistura habilidades do hockey na grama, do lacrosse e do beisebol. É um esporte incrivelmente rápido e técnico. O sistema de pontuação é igual ao do futebol gaélico: Um tiro bem sucedido no gol vale 3 pontos. Um tiro bem sucedido no meio das traves altas vale 1 ponto.

(CLIQUE NO VÍDEO PARA VER COMO É O JOGO)


Futebol Gaélico

Lembra o futebol, mas nele se pode carregar a bola com as mãos. A cada 4 passos é obrigatório pingar a bola no chão ou no próprio pé (chutando de volta para as mãos). Faz-se isso alternadamente (pingar e chutar). Para passar a bola, não é permitido simplesmente jogá-la, mas sim dar um soco nela. Um chute bem sucedido no gol vale 3 pontos. Um chute bem sucedido no meio das traves altas vale 1 ponto. 

(CLIQUE NO VÍDEO PARA VER COMO É O JOGO)


(Veja as outras partes da reportagem)

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Irlanda – prévia em fotos!

Na semana que vem, farei uma série de posts sobre minha viagem para a Irlanda, um país que tem esportes originais e incomuns como base de sua identidade nacional. Confira algumas fotos a seguir!

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Dublin e o icônico Croke Park – o segundo maior estádio da Europa!

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Malahide e as divertidas corridas de cavalo na praia!

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Um vídeo mostrando alguns gols do Futebol Gaélico


 

Hurling e futebol gaélico: os esportes que são símbolo de resistência!

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Aguarde, matéria completa a partir do dia 20 de janeiro!

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Desafio da Semana!

Vamos lá? Então responda as perguntas abaixo na área de comentários!

  1. FOTO 1: Qual o país e a cidade? Qual o esporte nacional?
  2. FOTO 2: Qual o país e a cidade? Qual o esporte nacional?
  3. FOTO 3: Qual o país e a cidade? Qual o esporte nacional? (A cidade da foto 3 é difícil! Dica: é um vilarejo colado à capital do país, ocupado pelos vikings durante muito tempo)

O primeiro a acertar as respostas ganha um brinde!

 

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o CD da minha banda de rock, o Tubaína!