Cinco lugares que surpreenderam

Recentemente, fiz um dos mais polêmicos posts deste blog: “Cinco lugares que decepcionaram“. Hoje, vamos com o oposto – aqueles países ou cidades que ninguém fala muito, mas que são fantásticos!

O turismo é cheio de clichês e simplificações. “Nova York, a capital do mundo“, “Paris, a cidade-luz“, “Rio, cidade maravilhosa“. Quem não ganha uma frase adjetivada nos catálogos de agências acaba  relegado a segundo plano, fora dos desejos do viajante.

Por isso, muita gente acaba não aproveitando lugares muito bacanas, por simples desconhecimento. Os destinos turísticos a seguir foram alguns dos que mais me surpreenderam, por fugirem da imagem preconcebida que temos deles aqui no Brasil. Divirta-se… e surpreenda-se!


1. MOSCOU

Rússia

Esqueça os memes da internet, esqueça as várias lendas que lhes vêm à cabeça quando o assunto é Rússia. Estive na capital do país em 2019 e posso lhe afirmar: Moscou é uma das três cidades mais lindas e apaixonantes que já visitei na Europa. Ela vai muito além do Kremlin e das famosas imagens que você já conhece. É uma urbe vibrante, cheia de charme e com diversos bairros vanguardistas.

Veja a reportagem que fiz lá


2. JERUSALÉM

Israel

Infelizmente, nos últimos dias ela entrou para os noticiários pelos mesmos motivos de sempre – motivos que, acredite, são uma exceção. Se você nunca foi para Israel, muito provavelmente acha que Jerusalém é um lugar belicoso, tenso, com meia dúzia de locações milenares interessantes, mas poeirentas, à moda de um filme de Indiana Jones. Engano. Salvo raras ocasiões como a dos últimos dias, Jerusalém é bem pacífica. Lá tem história, sim – locais sagrados, desertos, muros, rochas e caminhos onde humanos perpassam há mais de três mil anos. Mas também tem modernidade, glamour, sofisticação e paz.

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3. PITTSBURGH

Estados Unidos

Lá não tem parque temático, monumentos famosos (com filas intermináveis) nem outlet com vendedores falando português. Pittsburgh é a antítese dos destinos turísticos tradicionais dos Estados Unidos. Ainda bem! Assim você pode conhecer o país que os próprios americanos costumam curtir, repleto de cultura, gastronomia típica e paixão esportiva. E muito mais barato que a Flórida ou Nova York. Não é à toa que a jornalista americana Carrie Goldberg, editora da revista Harper’s Bazaar, lançou um guia intitulado: “Pittsburgh – a cidade mais subestimada dos Estados Unidos”.

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4. CURAÇAO

Caribe

As ilhas caribenhas são de uma beleza singular, mas também se parecem bastante: praias de areia branquinha, mar azul turquesa, resorts portentosos, clima de festa… Algumas, contudo, vão além disso. Esbanjam história, cultura, tradições, culinária peculiar e até língua própria. Esse é, exatamente, o caso de Curaçao. O país de colonização holandesa tem uma história que surpreende, com ótimos museus e atrações culturais.

Veja a reportagem que fiz lá


5. BRATISLAVA

Eslováquia

Quem olha o mapa da Europa dificilmente imagina que um pequeno país de apenas de 48 mil km² (praticamente metade do tamanho de Portugal) possa ser tão rico em termos culturais e históricos. Mas a Eslováquia é. São construções medievais, cidades milenares, bosques e elevações rochosas que compõem um cenário surpreendente. A capital Bratislava é cortada pelo Rio Danúbio e seus 500 mil habitantes são privilegiados por morar em uma das cidades líderes mundiais em qualidade de vida. Um dos grandes trunfos é a preservação histórica. A ausência de bombardeios nas grandes guerras é o grande motivo para que tantas belezas da arquitetura permaneçam de pé.

O contato entre obras antigas e modernas é frequente. Por exemplo, é possível ir andando da Ponte Nova (Nový Most, em eslovaco), construída em 1970, até o Portão de São Miguel (Michalská Brána), feito em 1300. A primeira é uma remanescente da arquitetura futurista, com sua torre de sustentação em formato excêntrico, semelhante a uma nave espacial, enquanto o segundo celebrizou-se pelas visitas de reis recém-coroados e soldados em batalhas. Hoje, o portão exibe, em suas pequenas casas anexas, lojas das mais renomadas grifes mundiais, como Prada, Gucci e Luis Vuitton.

Ah, e tem o bom-humor eslovaco. Ele é peculiar e está presente em toda a cidade. Vide as estátuas de paparazzis espalhadas pelo centro, que divertem turistas e crianças. Ou locais como a região do Eurovea. Esse empreendimento, que engloba shopping center, casas culturais, gastronomia e lazer foi apelidado de “praia de Bratislava” por estar às margens do Rio Danúbio. Os finais de tarde lotam o calçadão da “praia” com executivos, curtindo o happy hour, estudantes, em piqueniques no gramado, e turistas, muitos turistas.

Veja algumas fotos que fiz lá