Siga os passos de Ferris em Chicago

.. e curta a vida adoidado em uma cidade linda, cheia de atrações e marcada para sempre por esse clássico do cinema adolescente

Por Flávia Pegorin*

Chicago costuma ser preterida em relação à Nova York, essa que é a verdade. A “prima distante”, no estado de Illinois, ainda não é tão acessada por turistas brasileiros. Ainda que bastante conhecida em teoria, a cidade lembrada pelos gangsters, pelo blues e por ter sido onde o presidente Barack Obama se tornou líder comunitário, fica meio que em segundo plano no nosso coração.

Quanta injustiça… Chicago é incrível para dias de curtição de todo tipo, como bem ensinou o grande Ferris Bueller.

Quem tem mais de 35 anos dispensa explicações, mas ajudemos a molecada que pulou a Sessão da Tarde nas últimas três décadas: Ferris é o personagem principal de “Curtindo a Vida Adoidado”, sucesso adolescente de 1986.

Ferris matou aula um dia para apreciar a existência fora dos muros da escola e levou consigo a namorada e o melhor amigo – e juntos, no centro de Chicago, eles de fato se lançaram na diversão.

Jogo de beisebol, museu, uma parada com dublagem… vem, eu te dou as coordenadas para a experiência de Ferris que eu tive em Chicago.


O jogo – Wrigley Field

A temporada regular do beisebol vai de abril a setembro – e, para ver um jogo do dono da casa, o Chicago Cubs, é preciso checar a tabela e saber quando eles estarão jogando por lá.

Os ingressos não são caros e, mesmo sem jogos, visitar o estádio é bem interessante. Os tours custam US$ 25 por pessoa e vão a quase todas as partes importantes do Wrigley Field, um campo histórico com mais de cem anos.

Só garanta que o diretor da sua escola não está vendo TV bem na hora em que você é filmado no campo.

Mais detalhes: www.chicago.cubs.mlb.com


O mirante – Willis Tower (antiga Sears Towers)

A cena emblemática é aquela em que Ferris, Sloane e Cameron sobem no gradil e encostam a cabeça no vidro da então Sears Tower, sentindo aquela vista de Chicago de tirar o fôlego.

“Tudo parece tranquilo a 442 metros de altura”, diz o nosso herói. Verdade. Mas a torre abre o andar de observação o ano todo (com horários diferentes dependendo da época) e também uma parte muito especial que Ferris não conheceu: pequenas “sacadas” inteiramente de vidro avançadas no céu e capazes de acelerar até o coração mais forte.

Informações: www.theskydeck.com


A parada – The Loop, ruas Dearborn e Jackson

The Loop é a região mais central de Chicago, cheia de prédios de escritórios de grandes empresas, lojas de departamentos, restaurantes. Ali perto, nas proximidades do cruzamento das ruas Dearborn e Jackson, Ferris se embrenhou em uma parada e puxou a dublagem de ‘Twist and Shout’, produzindo um momento clássico dos filmes adolescentes.

A escultura monumental de Alexander Calder – uma estrutura de aço vermelha chamada de ‘Flamingo’ – aparece no filme e domina a praça ao lado. Fosse rodado hoje em dia, o filme com certeza acrescentaria outra escultura-símbolo da cidade.

Alguns quarteirões adiante, no Millenium Park, fica o Cloud Gate, com seu formato de nuvem modernosa metálica que rende fotos divertidas.

Informações: www.milleniumpark.org


O museu – The Art Institute of Chicago

Também no Millenium Park está o museu que o jovem trio visita no filme – uma sequência que foge um pouco da comédia e faz “Curtindo a Vida Adoidado” ganhar traços de romance e até de drama.

As peças do Art Institute que aparecem se tornaram tão celebradas que o museu disponibiliza logo na entrada um folheto indicando onde fica cada uma. Entre elas estão “O Retrato de Balzac”, de Auguste Rodin, “America Windows”, de Marc Chagall, e o mais procurado, “Tarde de Domingo na Grande Jatte”, obra-prima do pontilhismo de Georges Seurat.

Sobram peças belíssimas no Art Institute. Gente reproduzindo as cenas do filme em fotos também.

Informações: www.artic.edu


O almoço – Chez Luis, mas…

hotdogs

… o Chez Luis nunca existiu de fato. A cena na qual Ferris Bueller – ou Abe Froman, o Rei da Salsicha de Chicago – almoça no restaurante chique foi gravada em Los Angeles, e a fachada do lugar na rua Schiller, 22 era de uma residência (que já foi reformada e tem nada mais a acrescentar aos turistas).

Ainda assim… bem, não é francês e pode não ser chique, mas Chicago tem os melhores hot dogs do mundo. São várias casas, mas eu te conto logo o melhor: Portillo’s. Aberto desde 1963, hoje são várias filiais – e tantos recheios quanto.

Vá no tradicional, com chilli por cima, torne-se o Rei da Salsicha de Chicago você mesmo e curta essa vida adoidado.


flavia-perfil2FLÁVIA PEGORIN é jornalista especializada em turismo e gastronomia – mas gosta de praticar bons textos no dia a dia também. É torcedora fiel do São Paulo FC, do New York Jets, do Boston Red Sox, do Chicago Bulls e da seleção feminina de curling da Suécia. Escreve semanalmente no Viajando por Esporte para dividir todas as suas viagens.


Fotos: Flávia Pegorin / Divulgação

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